6ª edição
 

A exposição do BESrevelação 2010 (o agora NOVO BANCO Revelação) apresentou os projetos vencedores da autoria de Carlos Azeredo Mesquita, Eduardo Guerra, Miguel Ferrão e Mónica Baptista. Cada um destes jovens artistas recebeu uma bolsa de produção no valor de 7.500 euros, para além da oportunidade única de mostrar o seu trabalho numa exposição conjunta a realizar num dos mais importantes museus nacionais de arte contemporânea.

 

 

Os vencedores

 
 
Carlos Azevedo Mesquita
Apresentou o projeto The Radiant City. Este projeto partiu de uma estadia do artista em Budapeste. Comenta o destino de determinadas utopias, ao mesmo tempo que nos confronta com a utilização da fotografia enquanto mera ferramenta documental, nomeadamente por parte de artistas que trabalharam nos anos de 1960 – justamente a década de todas as utopias.
 
 
 
Eduardo Guerra
Apresentou um projeto intitulado Uma Teoria Particular e que parte de Teoria das Cores, de Goethe. O artista propõe uma situação escultórica onde o som desempenhará o papel central de compreensão da peça: “O excerto lido faz referência a diversas experiências visuais e faz alusão a modos de representação e à forma como estes estão dependentes de um modo de ver, referindo a observação não como uma ação neutral, mas como profundamente ativa no sentido do que vê”.
 
 
 
Miguel Ferrão
Concorreu com um projeto intitulado Diálogo de Ornitólogos. Recorrendo ao vídeo, à serigrafia e ao texto, o projeto, eminentemente instalativo, prevê a criação de três núcleos de peças, todas relacionadas com um “encontro entre ornitólogos, numa determinada circunstância espacial, interagindo através do discurso indireto, ou seja, intercalando o seu posicionamento, em termos de discurso, entre a coincidência e o desfasamento”.
 
   
 
Mónica Baptista
Propõe-se executar um filme animado a partir de centenas de rolos fotográficos (de dispositivos). Prosseguindo as suas pesquisas em torno do filme documental, e sobre a relação entre imagem fixa e imagem em movimento, a artista pretende misturar em filme os registos diarísticos, pessoais (“diários” de viagens) e políticos (nomeadamente apresentando um Portugal que difere muito da imagem pretensamente urbana e cosmopolita, ou, pelo contrário, rural e exótica, que os turismos tentam vender).
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