“Tu pagas a casa, eu pago o carro”. Dividir as despesas mensais de um casal nem sempre é fácil. Até porque, para muitas pessoas, conversar sobre dinheiro é um tabu. Vamos desmistificar este tema?
O início de uma vida a dois é sinónimo de felicidade. É altura de fazer planos: decidir em que casa querem viver ou quando querem começar uma família. Mas existem outros assuntos que não devem ser descurados, nomeadamente “quem paga o quê”.
A forma como as despesas mensais de um casal serão divididas envolve transparência e comunicação. Existem muitos métodos para fazer esta divisão e é importante encontrar o que melhor se adapta às necessidades e estilos de vida do casal. Se está nesta encruzilhada, vamos dar-lhe algumas opções. Começamos?
O modo como irão abordar as finanças em conjunto é uma das principais decisões a tomar na vida do casal. Vão optar por juntar as contas ou mantê-las em separado? Ambas têm vantagens e desvantagens. O resultado terá impacto no bem-estar financeiro do casal, mas também na sua felicidade.
O dinheiro não é tudo
O estudo Pooling finances and relationship satisfaction, publicado no Journal of Personality and Social Psychology, revela que os casais que decidem juntar todas as suas finanças tendem a ter maior satisfação no relacionamento em comparação com aqueles que mantêm as suas finanças separadas.
Neste regime, o casal partilha uma conta conjunta, onde depositam a totalidade dos rendimentos de ambos. As finanças são geridas a partir dessa conta.
Falta de autonomia e privacidade financeira
Necessidade de prestar contas pelos gastos um do outro
Ambos são responsáveis pelas dívidas que o outro possa ter
Dificuldades em fazer a transição para contas separadas se a relação terminar
Neste regime, cada membro do casal tem a sua conta bancária. Os rendimentos individuais são depositados na respetiva conta e a gestão das finanças é feita conforme a decisão do casal.
Maior controlo e privacidade sobre os gastos pessoais
Menos conflitos relacionados com hábitos de consumo diferentes
Facilidade na divisão dos bens em caso de separação ou divórcio
Os parceiros não têm de ser responsáveis pelas dívidas um do outro
Dificuldade em aceder às contas um do outro em caso de emergência
É necessária mais comunicação para garantir que as despesas partilhadas são pagas
Os casais podem sentir menos proximidade
Pode ser mais difícil contribuir para objetivos de poupança comuns
Muitos casais optam por uma abordagem híbrida: mantêm uma conta conjunta para as despesas partilhadas e contas separadas para os gastos pessoais. Ambos depositam um valor fixo numa conta conjunta para pagar as despesas comuns e o restante do rendimento fica nas suas contas individuais.
É uma forma de garantirem a transparência para os objetivos comuns e a liberdade individual.
Após decidirem se vão optar por juntar as contas bancárias ou mantê-las separadas, chegou a “hora H”: decidir quem paga o quê. Fique a conhecer quatro métodos para dividir as contas.
Cada membro do casal contribui com metade das despesas.
Exemplo:
Se as despesas mensais do casal são 1000 euros, cada um contribui com 500 euros.
Cada membro contribui de forma proporcional aos seus rendimentos.
Exemplo:
No caso em que um membro do casal ganha 2.000 euros, e o outro 1.000 euros (3.000 euros no total), com despesas mensais na ordem dos 1.500 euros, a divisão faz-se da seguinte forma:
Quem ganha 2.000 euros representa 66,67% do rendimento do casal (2.000€ / 3.000€ x 100);
Quem ganha 1.000 euros representa 33,33% do rendimento do casal (1.000€ / 3.000€ x 100).
Segundo este método, o membro do casal que ganha 2.000 euros contribui com 1.000,05 euros (66,67% x 1.500€) e o outro com 499,95 euros (33,33% x 1.500€) para as despesas mensais.
As despesas são divididas por categorias de gastos.
Exemplo:
Um dos membros do casal pode ficar responsável por pagar o crédito à habitação e os seguros, enquanto ao outro cabe o pagamento das contas mensais, a gasolina e o supermercado.
O casal divide as despesas segundo as prioridades de cada um. Assim, cada um contribui de forma direta para as despesas que refletem os seus gastos. Por exemplo, se um membro utiliza mais o carro, faz sentido que cubra essa despesa (despesas, impostos e estacionamento).
Exemplo:
Um casal com rendimentos semelhantes pode dividir o pagamento de algumas despesas, como a renda ou o crédito à habitação, e cada um dos membros assumir os gastos das áreas que mais valorizam, como a alimentação, lazer, automóvel ou tecnologias.
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