Agricultura e Agroindústria
A pecuária em Portugal: principais indicadores de produção e económicos
A pecuária em Portugal é um setor marcado pela diversidade, abrangendo várias fileiras — bovinos, suínos, ovinos, caprinos e aves — que desempenham um papel essencial na economia agrícola e na segurança alimentar do país. Esta diversidade não é apenas produtiva, mas também cultural, refletindo práticas tradicionais e modernas que coexistem em diferentes regiões.
Conhecer melhor este setor é fundamental para compreender os desafios e oportunidades que ele enfrenta. A pecuária influência diretamente a balança comercial, a sustentabilidade ambiental e a competitividade internacional. Além disso, é um motor para a inovação tecnológica e para a valorização dos produtos nacionais, como carne, leite e ovos, que chegam à mesa dos consumidores.
Num contexto de mudanças climáticas, exigências de bem-estar animal e pressão sobre os custos de produção, entender a estrutura, os indicadores económicos e as tendências da pecuária portuguesa é crucial para definir estratégias que garantam o futuro do setor. Investir em conhecimento é investir na capacidade de Portugal manter uma pecuária forte, sustentável e adaptada às exigências do mercado global.
Menos explorações e maior especialização
O número total de explorações pecuárias tem vindo a diminuir de forma consistente nas últimas duas décadas. Atualmente, existem cerca de 31.620 explorações de bovinos, 27.965 de suínos, 41.023 de ovinos, 20.580 de caprinos e 107.907 de aves.
A quebra é mais acentuada nos bovinos leiteiros, que passaram de mais de 100 mil explorações para apenas 4.181, e nos caprinos, com uma redução superior a 50%. Apesar disso, verifica-se uma maior especialização e intensificação, sobretudo na produção de leite, onde o número médio de animais por exploração aumentou de 12 para 55 nos últimos 20 anos.
Principais indicadores das diferentes fileiras pecuárias
Figura 1 - Principais indicadores das diferentes fileiras pecuárias
Desafios e perspetivas futuras
Embora a produção nacional se mantenha estável ou em crescimento em algumas fileiras, a redução do número de explorações e a dependência das importações representam desafios para a competitividade. A intensificação e a especialização surgem como estratégias para manter a sustentabilidade económica do setor.
Para o futuro, será essencial apostar na inovação tecnológica, na eficiência produtiva e na valorização das exportações, garantindo que Portugal se mantém competitivo num mercado global cada vez mais exigente.
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