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economia e mercados

24 Economia e Mercados

  

 

Diário

Publicação diária com os principais indicadores dos mercados financeiros (ações, obrigações, mercado monetário, taxas de câmbio, commodities) e com a análise dos principais “market movers” do dia, incluindo os indicadores de atividade económica, as decisões de política monetária e os eventos políticos mais relevantes.

Fevereiro

  • O Chair do Fed, Jay Powell, reafirmou ontem a convicção de que 2023 deverá ser um ano de descida da inflação, e não rebateu a reacção do mercado da 4ª feira passada, que interpretou como dovish uma mensagem relativamente hawkish da autoridade monetária. Ao mesmo tempo, Powell não ajustou o seu discurso em função dos fortes números do mercado de trabalho divulgados na última 6ª feira. Neste sentido, o mercado viu estas declarações como menos hawkish que o temido, reagindo inicialmente com uma valorização dos activos de risco e uma descida das yields dos Treasuries.

  • Contudo, Powell reafirmou também a ideia de que novas subidas dos juros deverão ser necessárias, para níveis “suficientemente restritivos”, onde devem permanecer “algum tempo”, uma vez que o mercado de trabalho se mantém “extraordinariamente robusto” e admitiu mesmo a possibilidade de os juros irem mais longe do que está actualmente descontado no mercado. Em suma, o Chair do Fed não apresentou novidades face às declarações da semana passada. Após grandes oscilações, os principais índices americanos encerraram a sessão em alta. A yield curve (10Y-2Y) registou um ligeiro movimento de steepening (-1 bp nos 2 anos e +4 bps nos 10 anos).  

  • Os principais índices accionistas europeus seguiam, esta manhã, com ganhos em torno de 0.4%-0.6%, seguindo a evolução dos índices americanos e a interpretação de que a intervenção de Powell foi menos hawkish que o temido. Os futuros do S&P 500 recuam, no entanto, 0.25%. A yield do Treasury a 10 anos cai 2 bps, para 3.65%, enquanto a rendibilidade do Bund na mesma maturidade sobe 6 bps, para 2.37%. Com o dólar a depreciar 0.25% em termos efectivos, o euro evolui em torno de EUR/USD 1.0755 face à divisa americana. O petróleo (Brent) prolonga os ganhos de ontem, valorizando 1.4%, para USD 84.9/barril, reagindo a uma queda dos stocks de crude nos EUA e ao encerramento temporário de um terminal petrolífero na Turquia (após o terramoto).
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  • Os mercados accionistas globais apresentam variações ligeiras na manhã desta terça-feira, sem uma direcção bem definida, depois de desvalorizações generalizadas na sessão de ontem, reflectindo os receios de que a política monetária do Fed venha a ser mais agressiva dada a robustez do mercado de trabalho norte-americano. Também a dívida pública norte-americana e europeia sofreu ontem uma desvalorização significativa, com uma subida importante das respectivas yields. As taxas do Treasury e do Bund a 10 anos situam-se, esta manhã, em 3.62% e 2.30%.

  • Merece destaque, esta tarde (17h) a intervenção de Jerome Powell, Presidente do Fed, num evento no Economic Club of Washington. É possível que Powell venha reiterar que não se antecipa qualquer descida dos juros de referência este ano. Esta 2ª feira, Raphael Bostic, Presidente do Fed de Atlanta, defendeu que os fortes dados do mercado de trabalho aumentam a possibilidade de o Fed vir a ter necessidade de elevar a taxa fed funds até um nível terminal mais elevado que o anteriormente antecipado.

  • No plano macroeconómico, destaque-se a queda da produção industrial na Alemanha, de 3.1% no mês de Dezembro e 3.9% em termos homólogos. No conjunto da Zona Euro, as vendas retalho caíram em Dezembro 2.7% em volume face ao mês anterior, agravando para 2.8% a respectiva queda em termos homólogos. Ilustra-se, assim, a contracção do consumo das famílias no final de 2022. 
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  • O mercado accionista europeu abriu a semana em queda (-0.67% no Euro Stoxx 600), reflectindo preocupações com um aumento de tensões geopolíticas entre os EUA e a China e, sobretudo, um novo ajustamento em alta das expectativas para os juros, após o (muito) forte relatório do mercado de trabalho divulgado na 6ª feira, nos EUA. Esta manhã, foi conhecido um crescimento maior que o esperado das encomendas à indústria na Alemanha, em Dezembro (+3.2% MoM), que poderá também sugerir uma resiliência maior que esperada da procura de bens. As yields do Treasury e Bund a 10 anos sobem 4 e 6 bps, respectivamente.

  • O euro deprecia ligeiramente, para EUR/USD 1.0795. E o petróleo (Brent) avança perto de 0.5%, para USD 80.3/barril, depois de a AIE ter admitido uma expansão da procura de crude mais forte, com a reabertura da economia da China. Esta semana será relativamente leve em indicadores de actividade, destacando-se a divulgação da confiança dos consumidores de Fevereiro nos EUA, as vendas a retalho de Dezembro na Zona Euro (já esta manhã), a inflação de Janeiro na Alemanha, o PIB do 4Q 2022 no Reino Unido e a inflação de Janeiro na China.   

  • Depois das decisões de política monetária da semana passada e das mensagens menos claras passadas pelos Bancos Centrais, o mercado estará atento às intervenções, esta semana, do Chair do Fed Powell (terça), do Governador do BoE Bailey (5ª feira) e da Presidente do BCE Lagarde (hoje à tarde). Aguardam-se, esta semana, decisões de política monetária dos Bancos Centrais da Austrália, Suécia e Polónia. Na earnings season, serão divulgados resultados da Disney, Uber, PayPal, BP, Total, PepsiCo, L'Oreal, AstraZeneca e Siemens, entre outras. Este Domingo, entrou em vigor o embargo da UE às importações de petróleo russo
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  • Assiste-se, esta manhã, a uma desvalorização moderada dos mercados accionistas europeus e asiáticos. O movimento, que em parte constituirá uma correcção face aos fortes ganhos de ontem, deve-se ao tom desfavorável dos resultados apresentados pela Apple, Amazon e Alphabet após o fecho dos mercados norte-americanos esta noite. É aguardada também com expectativa a divulgação, nos Estados Unidos, dos dados referentes à evolução do mercado de trabalho em Janeiro e do índice ISM Serviços.

  • O BCE elevou ontem as taxas de juro de referência em 50 bps, situando-se agora a taxa da facilidade de depósito em 2.50%. A Presidente Christine Lagarde sinalizou uma nova subida de 50 bps na reunião de 16 de Março, antecipando ainda a necessidade de novos movimentos posteriores. Lagarde considera agora os riscos à estabilidade de preços “mais equilibrados”, o que acabou por levar o mercado a fazer um paralelo com sinais de “desinflação” referidos por Jerome Powell no que respeita à economia americana. Mantemos a nossa expectativa de uma nova subida de 50 bps em Março seguida de uma outra de 25 bps em Maio. Também o Banco de Inglaterra anunciou uma subida de 50 bps na Bank rate, para 4%.

  • Tal como tinha sucedido após a reunião do Fed, assistiu-se ontem a uma valorização expressiva dos mercados accionistas, com o índice Euro Stoxx 600 a atingir o nível mais alto desde Abril de 2022. Os investidores acreditam, apesar da mensagem ainda agressiva dos bancos centrais, que se aproxima do fim o ciclo de subida dos juros, valorizando sobretudo os sinais dovish no meio de discursos hawkishAs yields da dívida pública na Zona Euro caíram acentuadamente, com correspondente valorização dos respectivos títulos. 
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  • O Fed elevou os juros de referência em 25 bps, para 4.5%-4.75% e defendeu que subidas adicionais serão apropriadas para se atingir uma política monetária “suficientemente restritiva”, que permita levar a inflação (“ainda elevada”) de volta para 2%. Apesar do tom aparentemente hawkish da mensagem, observou-se uma forte valorização dos activos de risco, um recuo das yields dos Treasuries (particularmente nos 2 anos) e uma depreciação do dólar. O mercado viu sinais dovish nas declarações confusas do Chair Powell após a reunião, nas quais pareceu desvalorizar o recente relaxamento das condições monetárias e financeiras e esperar que o processo de desinflação se acentue ao longo do ano.

  • Neste sentido, o mercado reforçou a expectativa de descidas dos juros pelo Fed no 2º semestre, apesar de Powell ter referido também que se poderia esperar “mais um par” de subidas de juros e que o Fed não contava cortar as taxas directoras este ano. Esta manhã, os índices accionistas europeus registavam ganhos fortes (+1.6% no DAX, +0.9% no Euro Stoxx 600), as yields do Bund e Treasury a 10 anos recuavam 4 e 1 bps, respectivamente; e o dólar depreciava marginalmente face ao euro.

  • Hoje, o BCE deverá subir os juros de referência em 50 bps, levando a taxa da facilidade de depósitos para 2.5%, e deverá defender a necessidade de subidas adicionais das taxas directoras, para conter as pressões inflacionistas. A autoridade monetária deverá realçar o facto de, em Janeiro, a inflação core se ter mantido inalterada em 5.2% YoY, ainda muito acima da meta dos 2%. Serão também importantes eventuais detalhes apresentados sobre a estratégia de redução dos activos no âmbito do programa APP. Também hoje, o Banco de Inglaterra deverá elevar a Bank Rate em 50 bps, para 4%. Na earnings season, destaque para os fortes resultados apresentados pelos bancos Santander e BBVA (embora esperando uma deterioração do outlook), pelo Deutsche Bank (embora abaixo do esperado), pela Shell e pela Meta.   
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  • A sessão desta 4ª feira será dominada pela reunião de política monetária do Fed, cujas conclusões serão anunciadas pelas 19h. É esperada uma subida de 25 bps da taxa de juro fed funds, para o intervalo 4.5%-4.75%. Tal movimento constitui uma nova atenuação do ritmo de subidas dos juros de referência, depois da subida de 50 bps anunciada em Dezembro, em função das perspectivas de uma evolução mais benigna da inflação.

  • A confiança dos consumidores americanos deteriorou-se em Janeiro, segundo o Conference Board. Esta evolução, inesperada, traduz maiores preocupações das famílias relativamente à evolução do mercado de trabalho e à economia em geral. Ainda nos EUA, os preços da habitação voltaram a desacelerar em Novembro, com a respectiva variação homóloga a descer para 6.8%.  

  • Os índices PMI Manufacturing apurados para Itália e França revelaram uma subida mais expressiva que o esperado em Janeiro, sinalizando, no caso italiano, um regresso ao crescimento da actividade. A estimativa de inflação na Zona Euro em Janeiro revela uma nova - e clara - descida da taxa homóloga, de 9.2% para 8.5%. Contudo, a inflação core manteve a variação de 5.2%, sinalizando a persistência de pressões subjacentes sobre os preços, o que deverá justificar a manutenção de um discurso agressivo pelo BCE.
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Janeiro

  • Os mercados accionistas globais prolongam, esta terça-feira, o movimento generalizado de desvalorização da sessão de ontem. Os investidores permanecem muito expectantes em relação às reuniões de política monetária do Fed (4ª feira), BCE e Banco de Inglaterra (na 5ª). Refira-se a perda superior a 3% das acções da UBS, depois de ter sido conhecida uma quebra significativa das receitas da unidade de gestão de activos.

  • O desempenho da Zona Euro no 4º trimestre de 2022 foi melhor que o esperado, com o PIB a registar uma expansão de 0.1% (3.5% no conjunto do ano). Destacou-se o crescimento de Espanha (+0.2%) e França (+0.1%). Em Portugal, o PIB cresceu 0.2% QoQ no último trimestre de 2022, com um menor contributo da procura interna para o crescimento. No conjunto do ano de 2022, a economia portuguesa cresceu 6.7%, após 5.5% no ano anterior. Esta tarde será divulgada a confiança dos consumidores nos EUA em Janeiro e os resultados da Pfizer e Caterpillar. 

  • O FMI elevou a previsão de crescimento da economia global este ano de 2.7% para 2.9%. A melhoria das perspectivas decorre da resiliência de diversas economias no final do ano passado, com destaque para os EUA, cujo mercado de trabalho permanece robusto. Acresce que a adaptação da economia europeia à crise energética decorreu de forma melhor que o esperado e a reabertura da China melhorou as perspectivas para a economia global. 
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  • O PIB da Alemanha recuou 0.2% QoQ no 4º trimestre de 2022, um registo pior que os 0% esperados, deixando a variação homóloga em 1.1% e a variação no conjunto do ano em 1.9%. Em Espanha, a inflação subiu inesperadamente em Janeiro, de 5.7% para 5.8% YoY, em resultado de um recuo mensal dos preços (-0.3%) abaixo das expectativas. Esta evolução deverá reflectir diversas “actualizações” de preços observadas no início do ano e sugere riscos em alta para a inflação de Janeiro do conjunto da Zona Euro, que será conhecida esta 4ª feira. Estes indicadores acentuaram as quedas observadas esta manhã nos principais índices accionistas europeus (-0.44% no Euro Stoxx 600). A yield do Bund a 10 anos sobe 5 bps e o euro aprecia 0.24% face ao dólar, para EUR/USD 1.0895.

  • Na 4ª feira, o Fed deverá elevar a target rate dos fed funds em 25 bps, para 4.5%-4.75%, atenuando o ritmo de subida de juros. O mercado estará sobretudo focado na mensagem do Fed sobre a continuação – ou não – das subidas dos juros nos próximos meses. Na 5ª feira, o BCE deverá elevar os juros de referência em 50 bps, deixando a taxa da facilidade de depósitos em 2.5% e a taxa das operações principais de refinanciamento em 3%. Esperamos que o BCE sinalize a continuação da subida das taxas directoras nos próximos meses. No Reino Unido, o Banco de Inglaterra deverá subir a Bank rate em 50 bps, neste caso para 4%.
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  • Os principais índices accionistas europeus exibiam ganhos ligeiros esta manhã (0.14% no Euro Stoxx 600), após uma sessão maioritariamente positiva, esta 6ª feira, na Ásia, e depois dos ganhos observados ontem nos índices americanos. O optimismo dos investidores é suportado pela divulgação, ontem, de indicadores favoráveis sobre a economia dos EUA, que vieram aumentar, no mercado, a probabilidade atribuída a um cenário de soft landing. O petróleo (Brent) avança 1.1%, para USD 88.4/barril, e o gás natural na Europa recua 3.77%, para EUR 52.6/MWh, em mínimos de Setembro de 2021.

  • O PIB dos EUA cresceu 2.9% (QoQ anualizado) no 4º trimestre de 2022, em desaceleração face ao registo de 3.2% no trimestre anterior, mas marginalmente acima do esperado. Em termos anuais, a economia dos EUA cresceu 2.1% em 2022, vs. 5.9% em 2021. No seu conjunto, estes números foram interpretados como sinalizando uma economia resiliente, ao mesmo tempo que a inflação associada às despesas de consumo pessoal recuou de 4.7% para 3.9% (QoQ anualizado). Em todo o caso, o consumo privado desacelerou nos últimos três meses do ano, de 2.3% para 2.1%, e o investimento em activos fixos acentuou a queda do trimestre anterior, com um registo de -6.7%.

  • Na earnings season, a LVMH reportou máximos históricos nos resultados e nas vendas, embora abaixo das expectativas. Uma desaceleração nas vendas no final de 2022 estará a dar lugar a uma recuperação no início de 2023, com a reabertura da economia da China. A Visa e a Mastercard reportaram uma melhoria dos resultados em 2022, mas sugerindo uma desaceleração dos volumes de despesa dos consumidores, em resposta à subida da inflação e das taxas de juro. Em Espanha, o PIB cresceu 0.2% QoQ e 2.7% YoY no 4º trimestre de 2022, acima do esperado, vs. 0.2% QoQ e 4.8% YoY no trimestre anterior. No conjunto do ano, a economia cresceu 5.5%.
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  • Assiste-se, na manhã desta 5ª feira, a uma recuperação dos mercados accionistas europeus, depois de duas sessões desfavoráveis. Para a melhoria do sentimento dos investidores contribuiu a apresentação de resultados fortes da Tesla, esta noite, bem como da Nokia e da ST Microelectronics NV já esta manhã, propiciando uma diminuição do níveis de aversão ao risco. Ao mesmo tempo, intensifica-se o movimento de depreciação do dólar, reflectindo a especulação acerca do provável abrandamento do ritmo de subida dos juros de referência pelo Fed e da aproximação do fim desse processo. Neste contexto, a cotação EUR/USD regressa a níveis superiores ao patamar de 1.09.

  • O tom mais positivo dos resultados empresariais hoje conhecidos na Europa vem juntar-se à evolução benigna dos indicadores macroeconómicos, que sugere a possibilidade de se evitar uma recessão na Zona Euro. Destacou-se, ontem, a subida do índice IFO de confiança empresarial na Alemanha em Janeiro, pelo 4º mês consecutivo. No que diz respeito à política monetária do BCE, ontem o Governador do Banco Central da Eslovénia defendeu como adequada a sinalização de duas subidas de 50 bps dos juros de referência em Fevereiro e em Março.  

  • A sessão de hoje deverá ficar dominada pela divulgação da 1ª estimativa de crescimento do PIB dos Estados Unidos no 4º trimestre de 2022. É esperado um registo em torno de 2.6% (anualizado), em desaceleração face a 3.2% no trimestre anterior. Serão também conhecidas as encomendas de bens duradouros e as vendas de novas habitações em Dezembro. No plano da earnings season, serão apresentados os resultados da Intel, Visa, Mastercard e LVMH.
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  • A manhã desta 4ª feira está a ser marcada por uma tendência de perdas ligeiras dos mercados accionistas europeus, pressionados por receios quanto à evolução da economia norte-americana e dos resultados empresariais. Após o fecho da sessão nos Estados Unidos, os resultados da Microsoft para o 4º trimestre de 2022 superaram as expectativas. Contudo, a empresa antecipa uma desaceleração das vendas, sobretudo do negócio de cloud computing, contribuindo para uma postura de cautela dos investidores quanto ao tom dos resultados em termos gerais. Serão hoje apresentadas as contas da IBM, Tesla, AT&T e Boeing.

  • No que respeita à política monetária do BCE, o Governador do Banco Central da Lituânia defendeu ontem que a autoridade monetária deve continuar a elevar os juros de referência em movimentos de 50 bps, dado que as pressões inflacionistas e salariais se mantêm fortes. A evolução dos índices PMI, ontem conhecida, sinalizando uma estabilização da actividade na indústria e serviços no mês de Janeiro, veio também gerar receios de que o BCE mantenha uma postura agressiva no processo de elevação dos juros. Na Alemanha, o índice IFO de confiança empresarial aumentou, em Janeiro, pelo 4º mês consecutivo, beneficiando sobretudo de uma melhoria das expectativas.

  • Na Austrália, a inflação aumentou, no último trimestre de 2022, para o nível mais elevado dos últimos 32 anos (de 7.3% para 7.8% em termos homólogos), ultrapassando as expectativas e gerando a possibilidade de o banco central vir a elevar de novo a taxa de juro de referência (em 25 bps, para 3.35%). O dólar australiano avança (para cerca de AUD/USD 0.71, nível mais forte em mais de 5 meses), enquanto o dólar norte-americano se mantém pressionado. A cotação EUR/USD situa-se em torno de 1.088. 
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  • Os mercados accionistas prosseguem esta terça-feira o movimento generalizado de valorização ontem observado, e que foi mais expressivo nos Estados Unidos, em que se destacou o sector tecnológico. Para esta evolução está a contribuir a expectativa de uma actuação menos agressiva do Fed no processo de subida dos juros de referência, antecipando o mercado uma elevação da taxa fed funds de apenas 25 bps na próxima reunião de 1 de Fevereiro. Serão hoje apresentados os resultados do 4º trimestre de 2022 da General Electric e da Microsoft.

  • Os índices PMI apurados para Janeiro revelam hoje um desempenho da actividade na Zona Euro melhor que o esperado, tanto na indústria (que terá sofrido uma queda marginal) como nos serviços, onde se terá registado uma expansão. Em termos agregados, o índice compósito regressou, de forma inesperada, a níveis superiores a 50 pontos (50.2) pela 1ª vez desde Junho, sugerindo um retorno ao crescimento positivo.

  • A Presidente do BCE, Christine Lagarde, voltou ontem a afirmar que a instituição fará tudo o que for necessário para fazer regressar a inflação aos níveis desejados, apontando para subidas “significativas” das taxas de juro de referência nas próximas reuniões. Neste contexto, consolida-se a expectativa de pelo menos mais duas novas subidas de 50 bps dos juros de referência do BCE nos próximos dois meses, depois de rumores, na última semana, de discussão de uma possível desaceleração. 
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  • Os mercados accionistas europeus e japonês iniciam a semana com ganhos generalizados, acompanhando a expectativa crescente de que o Fed desacelerará o ritmo de subida dos juros de referência, num quadro de debilidade mais evidente da actividade nos EUA. Em contraste, o discurso do BCE mantém-se nitidamente “agressivo”. O Governador do Banco dos Países Baixos voltou a defender pelo menos mais duas subidas de 50 bps dos juros de referência do BCE nas reuniões de Fevereiro e Março, afirmando que o tempo de uma eventual desaceleração se encontra “ainda longe”. O dólar recua em termos efectivos, com a cotação EUR/USD a situar-se em 1.09. O mercado chinês encontrar-se-á encerrado durante toda a semana, por ocasião da celebração no Novo Ano Lunar.

  • Esta semana, a divulgação da 1ª estimativa de crescimento do PIB dos EUA no 4º trimestre de 2022 (na 5ª feira) deverá revelar uma ligeira desaceleração, de 3.2% no trimestre anterior para cerca de 2.7% em termos anualizados. Serão ainda conhecidos (na 5ª) os dados para as encomendas de bens duradouros e vendas de novas habitações em Dezembro, que merecem atenção particular depois do tom negativo dos indicadores de actividade da última semana. No âmbito da earnings season, destaca-se a apresentação dos resultados do 4º trimestre de 2022 pela Microsoft e General Electric (terça), IBM, Tesla e ASML (4ª) e Intel (5ª).

  • Para a Zona Euro, merece destaque a divulgação, na terça-feira, dos índices PMI referentes ao desempenho da indústria e serviços em Janeiro, que poderão apontar para uma relativa estabilização da actividade. A confirmar-se esta evolução, ou caso se verifique um desempenho melhor, consolidar-se-ia a expectativa de que uma eventual quebra da economia europeia será relativamente limitada.
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  • Os mercados accionistas europeus apresentam hoje ganhos moderados, recuperando parcialmente das perdas de ontem. Para esta evolução contribui sobretudo o optimismo em torno da economia chinesa. Por seu turno, a dívida pública norte-americana e europeia sofre uma ligeira desvalorização, com subidas das yields. Lael Brainard, Vice-Chair do Fed, defendeu que a política monetária deve manter-se restritiva por algum tempo para assegurar que a inflação regresse a 2%.

  • A Presidente do BCE, Christine Lagarde, reiterou ontem que os níveis de inflação permanecem demasiado elevados, reafirmando o compromisso da autoridade monetária em fazê-la regressar ao nível de 2%. Desta forma, mantém-se necessário continuar a subir os juros de referência para terreno restritivo pelo tempo suficiente para fazer reduzir a inflação. As minutas da reunião de Dezembro do BCE, em que foi anunciada uma subida de 50 bps dos juros de referência, revelaram ontem que um “grande número” de participantes preferiam inicialmente uma subida de 75 bps, em função de preocupações quanto aos níveis elevados da inflação subjacente.

  • A desvalorização de ontem dos mercados accionistas europeus foi a mais acentuada do último mês, em função de maiores preocupações com o desempenho da actividade económica. Nos Estados Unidos, a sessão foi a 3ª consecutiva em terreno negativo. Nos EUA, o número de novos pedidos de subsídio de desemprego caiu para o nível mais baixo desde Setembro na última semana. As novas construções recuaram pelo 4º mês consecutivo, em Dezembro.  
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  • A manhã desta 5ª feira está a ser marcada por perdas generalizadas dos mercados accionistas europeus, depois de, ontem, os índices de referência norte-americanos terem recuado mais de 1%. Para esta deterioração do sentimento dos investidores contribui a divulgação, ontem, de um conjunto de indicadores que revelaram um comportamento enfraquecido da economia dos Estados Unidos. Observou-se também um forte movimento de descida das yields da dívida pública norte-americana. A taxa do Treasury a 10 anos recua para 3.34% esta manhã.

  • As vendas a retalho na economia americana recuaram 1.1% MoM  em Dezembro, mais um sinal de enfraquecimento do consumo privado, num quadro de subida das taxas de juro e de níveis ainda elevados de inflação. Ao mesmo tempo, a produção industrial caiu 0.7% em Dezembro face ao mês anterior, o que constitui o decréscimo mais significativo desde Setembro de 2021. Por seu turno, os preços no produtor caíram 0.5% no último mês de 2022, uma queda mais acentuada que o esperado.

  • O Presidente do Banco Central holandês, Klaas Knot, afirmou que o BCE continuará a elevar as taxas directoras em “movimentos” de 50 bps, reiterando assim a mensagem sinalizada pela Presidente Christine Lagarde, que intervirá também esta manhã no Fórum de Davos. Nos EUA serão divulgados alguns indicadores relativos ao mercado imobiliário em Dezembro e serão apresentados os resultados do 4º trimestre de 2022 da Procter & Gamble e da Netflix.
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  • O Banco do Japão manteve hoje a sua política monetária inalterada, tendo optado por não alargar a banda de flutuação de 50 bps em torno do objectivo de 0% para a yield da dívida a 10 anos. Assiste-se a uma depreciação da divisa japonesa de cerca de 1.1% face ao dólar, para USD/JPY 129.7, o que favoreceu o índice Nikkei (+2.5%). A yield do JGB a 10 anos caiu para 0.43%. No Reino Unido, a inflação homóloga desceu para 10.5% em Dezembro, como esperado. Contudo, em termos core manteve-se em 6.3%, o que contribuiu para um avanço da libra para o nível mais elevado face ao dólar desde 14 de Dezembro (GBP/USD 1.233).

  • Ontem, notícias que davam conta de que no seio do BCE se discute a possibilidade de uma subida dos juros de referência de apenas 25 bps em Março, após a esperada elevação de 50 bps em Fevereiro, conduziram a uma descida das expectativas de taxas e das yields da dívida pública na Zona Euro. Já hoje, o Governador do Banco de França afirmou que se mantém válida a sinalização da Presidente Lagarde em Dezembro, que sugeria pelo menos mais duas novas subidas de 50 bps. Neste contexto, o euro recupera para EUR/USD 1.086.

  • O índice ZEW de expectativas para a economia alemã revelou uma clara melhoria no mês de Janeiro. Para esta evolução contribuem diversos factores. Não se verificou até ao momento qualquer racionamento de gás e energia, como temido há uns meses. Revelando também um tom mais optimista, o Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, afirmou ontem em Davos que a economia da Zona Euro deverá ter tido um crescimento positivo no último trimestre de 2022, antecipando que o mesmo ocorra no 1º trimestre de 2023.
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  • O PIB da China estagnou no último trimestre de 2022 (+3.9% no 3Q), levando a respectiva variação homóloga a recuar de 3.9% para 2.9% e deixando o crescimento médio anual em 3% (8.4% em 2021), o registo mais baixo desde 1976 (excluindo 2020, com a pandemia). Em todo o caso, os números do 4Q 2022 revelaram-se menos maus que o esperado, reforçando as expectativas de recuperação da economia chinesa em 2023. As vendas a retalho recuaram 1.8% YoY em Dezembro vs. expectativa de -8.6%. e a produção industrial desacelerou de 2.2% para 1.3% YoY (expectativa de 0.2% YoY).

  • Os principais índices accionistas europeus seguiam esta manhã em queda (-0.21% no Euro Stoxx 600) e as yields da dívida pública a 10 anos evoluíam em alta (+5 bps no Treasury, +2 bps no Bund). No Reino Unido, as remunerações do trabalho cresceram 6.4% YoY em Novembro, um máximo desde (pelo menos) 2001, reforçando as expectativas de subidas de taxas directoras (note-se, contudo, que aquelas remunerações recuam 2.7% YoY em termos reais). O gás natural na Europa recuava 5.3% esta manhã, para EUR 52.5 MWh (mínimos desde Setembro de 2021). Com as reservas de GNL na China em pleno, a oferta tem sido desviada para a Europa, pressionando os preços em baixa.

  • Esta 4ª feira (de hoje para amanhã), as atenções focam-se na reunião do Banco do Japão. Não se esperam alterações de política mas, depois da surpresa de Dezembro (alargamento da banda de variação da yield dos JGBs a 10 anos em torno do seu target de 0%, de 25 para 50 bps, levando a forte apreciação do iene e subida generalizada dos juros de mercado), tem havido alguma especulação sobre a possibilidade de ser sinalizado um novo alargamento, dada a pressão do mercado no sentido da subida dos juros e o facto de a yield do JGB a 10 anos testar repetidamente o limite superior da banda. Espera-se que o Banco do Japão reveja em alta as suas previsões para a inflação.     
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  • Os mercados accionistas europeus exibem variações ligeiras, sem direcção bem definida, na manhã desta 2ª feira, em que os mercados norte-americanos se encontram encerrados (dia de Martin Luther King). Esta evolução segue-se aos ganhos da passada 6ª feira, que completaram a segunda semana consecutiva de valorização. Esta semana, merece destaque a reunião do Banco do Japão, na 4ª feira. A instituição poderá manter, para já, a política monetária inalterada, devendo, no entanto, elevar as previsões de inflação. Não é de excluir uma ampliação adicional dos limites de flutuação da yield da dívida a 10 anos, tendo essa especulação conduzido à apreciação do iene na última semana.

  • De acordo com o índice apurado pela Universidade de Michigan, a confiança dos consumidores americanos melhorou de novo em Janeiro, para o nível mais elevado dos últimos 9 meses. Por seu turno, as expectativas de inflação para os próximos 12 meses recuaram para 4%, nível mais baixo desde Abril de 2021. Os resultados do 4º trimestre de 2022 apresentados na 6ª feira pelo JPMorgan Chase superaram as expectativas. Esta semana a earnings season intensificar-se-á, destacando-se os resultados da Goldman Sachs e Morgan Stanley na terça-feira e da Procter & Gamble e Netflix na 5ª.

  • Na China, será conhecido o PIB no 4º trimestre de 2022 (terça), e diversos indicadores de actividade de Dezembro. Merecem ainda destaque os encontros do Fórum Económico Mundial, em Davos, com intervenções de líderes políticos e membros de bancos centrais, incluindo a Presidente do BCE (5ª e 6ª feira).         
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  • A manhã desta 6ª feira está a ser marcada por ganhos ligeiros dos mercados accionistas europeus, prolongando o movimento favorável das últimas sessões, e para o qual contribui a diminuição de pressões inflacionistas nos Estados Unidos e a expectativa de uma nova desaceleração do ritmo de subida dos juros de referência por parte do Fed. O índice EuroStoxx 600 ascende ao nível mais elevado dos últimos 9 meses, enquanto o alemão DAX se situa aos valores mais altos desde meados de Fevereiro de 2022.

  • Os dados de inflação de Dezembro nos Estados Unidos confirmaram a continuação da trajectória de desaceleração dos preços ao longo dos últimos meses. Os preços no consumidor registaram mesmo um decréscimo de 0.1% face ao mês anterior, sendo de destacar a queda de 9.4% dos preços da gasolina. A taxa de inflação homóloga desceu de 7.1% para 6.5%. Excluindo os preços da energia e da alimentação não-transformada, os preços aumentaram 0.3%, com a respectiva taxa homóloga a recuar de 6% para 5.7%.

  • Estes dados vêm reforçar a possibilidade de o Fed vir a subir a taxa fed funds em apenas 25 bps na próxima reunião, em vez de 50 bps como na reunião anterior. Nesse sentido apontou também o Presidente do Fed de Philadelphia, Patrick Harper, que defendeu subidas de 25 bps “a partir de agora”. Neste contexto, o mercado passou a antecipar essa desaceleração como cenário principal para a reunião de 1 de Fevereiro, tendo as yields da dívida americana caído de forma expressiva. O dólar exibiu um claro movimento de depreciação, com a cotação EUR/USD a ascender a 1.086. Esta 6ª feira será conhecido o índice de confiança dos consumidores apurado pela Universidade de Michigan para Janeiro e serão apresentados os resultados do Citi, JP Morgan e Bank of America.
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  • Os principais índices accionistas europeus seguiam esta manhã em alta (0.53% no Euro Stoxx 600), reflectindo reportes de desempenhos positivos das vendas de Natal no sector do retalho e, mais importante, a expectativa geral de recuo da inflação nos EUA, em Dezembro. As yields do Treasury e Bund a 10 anos seguem em ligeira baixa, em torno de 3.53% e 2.14%. O dólar recua 0.19% em termos efectivos. Face à divisa americana, o euro aprecia 0.04%.

  • Os números da inflação dos EUA serão conhecidos hoje às 13h30. Espera-se que os preços do consumidor tenham continuado a desacelerar na economia americana no mês passado, com a respectiva variação homóloga a recuar de 7.1% para um valor em torno de 6.5% (ou de 6% para 5.7% YoY a nível core). Eventuais registos mais baixos que o esperado para a inflação teriam, previsivelmente, impactos relevantes nos mercados, moderando as expectativas de subidas dos juros por parte do Fed, atenuando os receios de recessão, pressionando o dólar em baixa e suportando os activos de risco.

  • Os indicadores de actividade permanecem mistos mas, no seu conjunto, têm contribuído para uma moderação dos receios de recessão nos EUA e na Zona Euro. A produção industrial caiu 1.1% YoY em Espanha, em Novembro, mas as vendas a retalho cresceram 0.8% MoM e 4.4% YoY em Itália, no mesmo mês, acima das expectativas. Nos EUA, os pedidos de crédito à habitação subiram 1.2% na 1ª semana de Janeiro (-10.3% na semana anterior), com a taxa de juro a 30 anos a recuar de 6.58% para 6.42%.
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  • Os mercados accionistas europeus apresentam esta manhã ganhos generalizados, depois de uma sessão positiva, ontem, dos mercados norte-americanos. Os investidores aguardam a divulgação, amanhã, dos dados de inflação nos Estados Unidos em Dezembro, num contexto de alívio das pressões inflacionistas. Uma descida mais acentuada da inflação reforçaria a possibilidade de uma desaceleração do ritmo de subida dos juros de referência pelo Fed na próxima reunião de 1 de Fevereiro.

  • Isabel Schnabel, do Conselho Executivo do BCE, defendeu ontem que os juros de referência na Zona Euro têm de vir a subir “significativamente”, uma vez que a inflação, embora se encontre a descer, permanece a níveis muito elevados. Para Schnabel, os juros têm de subir para níveis que sejam “suficientemente restritivos para assegurar o regresso da inflação ao objectivo de 2% a médio prazo”. No mercado interbancário, as taxas Euribor prosseguiram a trajectória de subida, atingindo novos máximos dos últimos 14 anos.

  • O Banco Mundial reviu em baixa a previsão de crescimento da economia global em 2023, de 3% para 1.7%, em função da persistência de inflação elevada e da subida das taxas de juro. A instituição sublinha que o desempenho da China é uma variável-chave. Prevendo um crescimento de 4.3% este ano, é ainda grande a incerteza quanto à evolução da pandemia e ao comportamento de famílias, empresas e autoridades no actual processo de reabertura da economia.
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  • O discurso agressivo de dois membros do Fed, ontem, está a condicionar a evolução dos mercados financeiros e o sentimento dos investidores. O Presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que o Fed se mantém empenhado em combater os elevados níveis de inflação, defendendo que tal implica a subida da taxa fed funds até ao intervalo 5%-5.25%, aí permanecendo por um período prolongado. Também Mary Daly, Presidente do Fed de S. Francisco, defendeu uma subida dos juros para níveis “algo acima de 5%”.

  • Os mercados accionistas europeus apresentam perdas moderadas na manhã desta terça-feira. Já ontem, os índices norte-americanos S&P 500 e Dow Jones encerraram com ligeiras quedas, depois de terem estado a valorizar significativamente. Está agendada para esta tarde uma intervenção de Jerome Powell num evento em Estocolmo. Os investidores mantêm-se também muito expectantes quanto à divulgação dos dados de inflação de Dezembro nos EUA, na 5ª feira, os últimos a serem conhecidos antes da reunião do Fed de 1 de Fevereiro.

  • A moeda única avançou ontem 1.1% face ao dólar, situando-se esta manhã em torno de 1.073, cotação mais elevada dos últimos 7 meses. Para esta evolução estará a contribuir a divulgação de um conjunto de indicadores de actividade que sugere uma recessão menos acentuada e eventualmente mais curta na Zona Euro. Destaque-se o desempenho da produção industrial de Novembro em França, que superou as expectativas, com um crescimento de 2% face ao mês anterior.
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  • Os mercados accionistas europeus e asiáticos exibem valorizações moderadas na manhã desta 2ª feira, prolongando o movimento favorável da passada semana. Para esta evolução favorável dos activos de maior risco está a contribuir o maior optimismo quanto à recuperação da actividade na China, tendo um membro do banco central defendido que o crescimento deverá regressar rapidamente à trajectória “normal”, graças ao apoio que as autoridades estão a proporcionar a famílias e empresas. Os activos brasileiros sofrem, contudo, perdas moderadas, após a invasão, ontem, por manifestantes pró-Bolsonaro, dos três principais órgãos políticos do Brasil.

  • Nos EUA, cresce a expectativa de que o Fed possa vir a desacelerar o ritmo de subida dos juros de referência, após a divulgação, na 6ª feira, de uma acentuada descida do índice ISM Serviços, que sinaliza uma ligeira contracção da actividade em Dezembro. Acresce que os dados do mercado de trabalho revelaram uma desaceleração da remuneração média horária. As taxas da dívida pública registaram claras descidas (yield do Treasury a 10 anos em 3.60%) e o dólar recuou, com a cotação EUR/USD a situar-se em 1.068.

  • Esta semana, merecerá especial destaque a divulgação dos dados de inflação nos EUA em Dezembro, na 5ª feira. Espera-se uma estagnação dos preços, devendo a taxa de inflação homóloga prosseguir a trajectória descendente dos últimos meses. Este dado, sendo o último a conhecer antes da reunião do Fed de 1 de Fevereiro, será “chave” para a magnitude da subida da taxa fed funds. O mercado encontra-se dividido entre a expectativa de uma nova subida de 50 bps e de uma subida de apenas 25 bps. Ainda nos Estados Unidos, terá início a earnings season referente ao 4º trimestre de 2022, com destaque para a apresentação, na 6ª feira, dos resultados do Citi, JP Morgan e Bank of America. 
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  • Os mercados accionistas apresentam variações muito na manhã desta 6ª feira, numa sessão que deverá ficar marcada pela divulgação dos dados relativos ao mercado de trabalho dos EUA em Dezembro. Na China, notícias que apontam para um alívio das restrições ao endividamento de empresas do sector imobiliário por parte das autoridades conduziram a uma melhoria do sentimento quanto à evolução do sector.

  • Na Zona Euro, os preços caíram 0.3% em Dezembro, levando a taxa de inflação homóloga a recuar de forma mais acentuada que o esperado (de 10.1% para 9.2%). Contudo, a inflação core continuou a aumentar, de 5% para 5.2%, com uma aceleração dos preços dos serviços e dos bens não energéticos. Este registo deverá suportar a intenção do BCE de prosseguir a subida dos juros de referência nos próximos meses.
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  • Os principais índices accionistas europeus evoluíam esta manhã em queda ligeira, interrompendo a tendência de ganhos observada desde o início da semana. Esta evolução reflecte o tom relativamente hawkish revelado ontem pelas minutas da última reunião de política monetária do Fed. Ao nível dos indicadores de actividade, destacam-se as quedas maiores que esperadas das importações e exportações da Alemanha, em Novembro (levando, contudo, a uma melhoria do saldo da balança comercial). Na China, o indicador PMI Caixin Serviços manteve-se abaixo dos 50 pontos em Dezembro, mas sugeriu um ritmo de contracção mais moderado que no mês anterior.  

  • De acordo com as minutas da última reunião (ontem divulgadas), os responsáveis do Fed defenderam a necessidade de se manter uma política monetária restritiva, vendo assim como necessárias novas subidas dos juros de referência. O ponto em maior destaque nas minutas terá sido a enfase na ideia de que o Fed não vê como apropriadas quaisquer descidas da target rate dos fed funds em 2023, ao contrário do que o mercado vem antecipando.

  • Ontem, o sentimento dos investidores beneficiou da expectativa de descida da inflação e do recuo dos juros de mercado. Nos últimos dois dias, foram conhecidas desacelerações maiores que as esperadas dos preços no consumidor na Alemanha e em França. Também na Alemanha, os preços das importações caíram 4.5% MoM em Novembro. Para este alívio das pressões inflacionistas contribui a recente descida dos preços da energia. Apesar da subida de 2.9% esta manhã, a cotação do gás natural na Europa recuou já perto de 52% no último mês, o que reflecte, em parte, as temperaturas mais elevadas que o normal na Europa, moderando o consumo. 
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  • Sinais de diminuição maior que o esperado da inflação nas economias da Zona Euro e notícias positivas relativamente à economia chinesa estão a conduzir a uma melhoria do sentimento dos investidores e a uma valorização generalizada dos mercados accionistas. No caso europeu, trata-se da 3ª sessão consecutiva de ganhos, prolongando um início de ano favorável. A diminuição da aversão ao risco é acompanhada de uma depreciação do dólar, com a cotação EUR/USD a regressar a valores superiores a 1.06. As yields da dívida pública europeia e norte-americana prolongam o movimento de descida das últimas sessões, a que corresponde uma valorização dos respectivos títulos.

  • Na Zona Euro, o valor final do índice PMI Serviços para Dezembro foi revisto significativamente em alta face à estimativa inicial. Tendo subido de 48.5 para 49.8 pontos, sugere uma contracção apenas marginal da actividade. Por seu turno, em França, a taxa de inflação homóloga caiu de 6.2% para 5.9%. Estes dados vêm somar-se à descida da inflação na Alemanha, de 10% para 8.6% em termos homólogos. Apesar desta evolução benigna dos preços, o discurso dos membros do BCE mantém-se marcadamente agressivo.

  • Na sessão de hoje, destacar-se-á a divulgação das minutas da última reunião do Fed. William Dudley, antigo Presidente do Fed de Nova Iorque, considerou muito provável que a economia norte-americana entre em recessão. Contudo, sublinhou que não deverá tratar-se de uma recessão severa, podendo o Fed vir a estimular a actividade através de uma descida futura dos juros.   
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  • Os mercados accionistas europeus apresentam ganhos generalizados na sessão desta terça-feira, prolongando o movimento de ontem. Destacam-se os avanços superiores a 2% dos índices de referência dos mercados britânico e suíço, que estiveram ontem encerrados. Para a evolução favorável do sentimento dos investidores estará a contribuir a descida da inflação em diversos Estados da Alemanha em Dezembro (a estimativa para todo o país será divulgada esta tarde).

  • Nos mercados de dívida pública, depois da subida ocorrida nas últimas 2 semanas, registaram-se na sessão de ontem descidas significativas das yields na Europa, que prosseguem esta manhã. As taxas do Bund e da Obrigação do Tesouro português a 10 anos recuam para 2.37% e 3.38%. No plano cambial, o dólar ganha terreno, situando-se em torno de EUR/USD 1.055 e USD/JPY 130.4 (neste último caso, interrompendo a apreciação do iene das últimas sessões).

  • Na China, os indicadores mais recentes revelam uma quebra da actividade no final de 2022, o que reflecte o aumento substancial do número de infecções por Covid-19, levando parte significativa da população a optar por ficar em casa, e muitas empresas a suspender a produção. Nesta primeira semana do ano, merece destaque a divulgação, na 4ª feira,  das minutas da última reunião do Fed e dos dados do mercado de trabalho dos EUA em Dezembro (6ª feira). Para a Zona Euro, destacar-se-á a estimativa de inflação em Dezembro (6ª feira).
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