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economia e mercados

24 Economia e Mercados

  

 

Diário

Publicação diária com os principais indicadores dos mercados financeiros (ações, obrigações, mercado monetário, taxas de câmbio, commodities) e com a análise dos principais “market movers” do dia, incluindo os indicadores de atividade económica, as decisões de política monetária e os eventos políticos mais relevantes.

Setembro

  • A aversão ao risco volta a marcar a evolução dos mercados financeiros na manhã desta 5ª feira, com os receios de recessão a penalizar o sentimento dos investidores. Neste contexto, os principais índices europeus recuam mais de 1%, depois de ganhos ligeiros na sessão de ontem. A inflação na Alemanha, a ser divulgada esta tarde, deverá revelar um agravamento, após terem chegado ao fim as medidas temporárias do Governo que tinham contribuído para limitar os aumentos de preços. Na sessão de hoje, destaca-se ainda a divulgação dos indicadores de confiança da Comissão Europeia para Setembro e, nos EUA, o número de pedidos de subsídio de desemprego na última semana.

  • Na sessão de ontem destacou-se o anúncio, pelo Banco de Inglaterra, de que intervirá no mercado de dívida pública, comprando títulos de maturidades longas nos montantes que forem necessários para assegurar a estabilidade financeira. Sem definir limites, estas intervenções visam restaurar a estabilidade do mercado da dívida pública britânica, onde, nos últimos dias, se assistiu a uma subida acentuada de taxas, em reacção ao anúncio das medidas de política orçamental do novo Governo (que incluem cortes de impostos). A intervenção do Banco de Inglaterra acabou por ter efeitos numa descida generalizada das yields a nível global.

  • A Comissão Europeia propôs a imposição de novas sanções à Rússia, incluindo um preço máximo para a venda de petróleo russo a países terceiros. Depois de uma subida, ontem, os preços do petróleo e gás natural regressam hoje às quedas, reflectindo os receios de recessão, com o barril de Brent em USD 88.1. 
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  • O mercado accionista acentua, esta manhã, as quedas registadas ontem (-1.3% no Euro Stoxx 600), reflectindo a tendência de subida dos juros de mercado e a deterioração do sentimento económico. A yield do Treasury a 10 anos ultrapassou pontualmente os 4%, um máximo desde Abril de 2010, evoluindo esta manhã próxima de 3.99%. Já a yield do Bund na mesma maturidade sobe 1 bps, para 2.24%, depois de avançar ontem 12 bps. O movimento de subida das yields é comum à periferia da Zona Euro. A aversão ao risco favorece a apreciação do dólar, que avança 0.37% em termos efectivos, para máximos de 20 anos. O euro recua evolui em torno de EUR/USD 0.956. 
     
  • Para o sentimento negativo contribui também a divulgação, esta manhã, de quedas nos indicadores de confiança dos consumidores na Alemanha e em França, no primeiro caso para mínimos históricos. Ontem, os receios em torno da oferta de gás na Europa foram acentuados pela suspeita de actos de sabotagem nos pipelines Nord Stream 1 e 2. Apesar de nenhum dos pipelines se encontrar actualmente em uso, estes actos alimentam a incerteza sobre a infraestrutura europeia de gás e sobre a sua capacidade de satisfazer a procura no Inverno. A cotação do gás natural na Europa reagiu em alta, chegando a subir ontem 12% (+8.1% esta manhã, para EUR 201 MWh).   

  • Nos EUA, a confiança dos consumidores subiu em Setembro, reflectindo a descida dos preços dos combustíveis, e as vendas de habitações novas cresceram 28.8% MoM em Agosto, acima do esperado. Do lado negativo, em Agosto as encomendas de bens duradouros recuaram 0.2% MoM e, em Julho, o Índice S&P CoreLogic registou a 1ª queda mensal dos preços da habitação nos EUA em mais de 10 anos (-0.4%).
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  • Os mercados accionistas europeus exibem ganhos moderados na manhã desta terça-feira, após três sessões consecutivas de perdas. O sentimento dos investidores permanece, no entanto, muito condicionado pela deterioração do outlook económico, no actual contexto de maior restritividade da política monetária e de crise energética. A Goldman Sachs e a BlackRock divulgaram perspectivas negativas para a evolução dos mercados accionistas no curto prazo. A OCDE reviu ontem em baixa as perspectivas para o crescimento mundial, de 2.8% para 2.2% este ano.

  • Nos mercados de dívida pública, verificou-se ontem uma nova subida das taxas de juro, particularmente expressiva nos EUA. A yield do Treasury a 10 anos ascendeu a 3.92%, subindo 24 bps na sessão. Na Alemanha, a taxa para a mesma maturidade subiu 9 bps, para 2.12%, nível a que permanece hoje. As subidas foram extensíveis à periferia da Zona Euro, onde continuam a subir esta manhã. Destaque-se a elevação da taxa de Itália a 10 anos para 4.60%, ampliando o spread face à Alemanha para 248 bps.

  • A libra recupera cerca de 1% face ao dólar, para GBP/USD 1.08, depois de ter atingido ontem um mínimo de 1.0327, penalizada pelas preocupações em torno das medidas apresentadas pelo novo Governo (que incluem uma redução de impostos) e suas implicações para a evolução da dívida pública. Destaque-se, hoje, nos EUA, a divulgação do índice de confiança dos consumidores para o mês de Setembro.
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  • O início da semana segue marcado pela forte depreciação da libra, para mínimos históricos face ao dólar. A divisa evoluía em torno de USD/GBP 1.07 (-0.8%), recuperando parcialmente de um crash durante a sessão desta 2ª feira na Ásia, que a levou a tocar USD/GBP 1.0327 (-5%). Esta evolução reflecte os receios de descontrolo orçamental no Reino Unido, depois de o  Ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng, ter sugerido reduções adicionais de impostos, para além das medidas fortemente expansionistas já anunciadas na 6ª feira. Especulava-se esta manhã sobre a necessidade de uma intervenção de emergência do BoE. O euro recua 0.1% face ao dólar, para EUR/USD 0.9685 (apreciando, assim, 0.9% face à libra, para perto de EUR/GBP 0.9003).   

  • Como previsto, a coligação de Direita Fratelli d’Italia-Lega-Forza Italia venceu as eleições italianas deste Domingo, com cerca de 43% dos votos, o que lhe permitirá ter uma maioria em ambas as câmaras do Parlamento (embora não chegando à maioria de dois terços necessária para alterar unilateralmente a Constituição). O mercado reagiu com um alargamento apenas marginal do spread soberano de Itália face ao Bund (+4 bps nos 10 anos, para 236 bps; o spread da OT portuguesa mantém-se estável em 105 bps). Giorgia Meloni, líder dos Fratelli d’Italia, deverá ser a próxima Primeira-Ministra. O novo Parlamento entra em funções no dia 13 de Outubro.

  • Esta semana, merece especial atenção a divulgação da inflação de Setembro na Zona Euro (6ª feira, 30), esperando-se uma nova aceleração dos preços, de 9.1% para 9.7% YoY. Na 5ª feira, deverá ser conhecida uma queda do índice de sentimento económico na Zona Euro. Nos EUA, esperam-se novos indicadores de uma actividade resiliente (e.g. subida da confiança dos consumidores, aceleração do deflator core das despesas de consumo pessoal), validando novas subidas dos juros. No plano geopolítico, as atenções centram-se nos referendos sobre a integração na Rússia das regiões ocupadas na Ucrânia. Esta manhã, foi conhecida uma queda maior que esperada do indicador IFO, de confiança empresarial na Alemanha.       
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  • A manhã desta 6ª feira está a ser marcada por novas perdas da generalidade dos mercados accionistas, penalizados pelas expectativas de restritividade da política monetária dos principais bancos centrais e suas consequências desfavoráveis para a economia global. Na Europa, as perdas são lideradas pelo sector energético, encontrando-se os preços do petróleo a descer (USD 89.5/barril em Londres).

  • Os índices PMI, divulgados esta manhã, sugerem um acentuar da contracção da actividade nos sectores da indústria e dos serviços no mês de Setembro. A subida de preços, em particular da energia, está a penalizar a procura das famílias, estando também a contribuir para limitar a produção em algumas indústrias e mesmo em alguns serviços. Já ontem, o índice de confiança dos consumidores na Zona Euro tinha caído para um novo mínimo (-28.8) em Setembro.

  • As yields da dívida pública prosseguiram ontem a trajectória de subida generalizada, com as taxas do Treasury e do Bund a 10 anos a ascenderem a 3.71% e 1.97%. Assiste-se hoje a uma descida marginal. Na sessão de ontem, o Banco de Inglaterra elevou a sua taxa de juro de referência em 50 bps, para 2.25%, no seu 7º movimento de subida, e o Banco Nacional da Suíça, o último banco central na Europa que mantinha níveis de juros negativos, subiu em 75 bps a respectiva taxa, para 0.5%. O dólar prolonga a trajectória de apreciação face à generalidade das divisas, com a taxa EUR/USD a descer para 0.978
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  • Os mercados accionistas europeus apresentam perdas esta 5ª feira, depois de também os índices de referência norte-americanos terem encerrado a sessão de ontem em queda. O Fed elevou a taxa de juro fed funds em 75 bps, sinalizando a continuação de uma actuação agressiva no curto prazo, o que conduziu a um agravamento dos receios de recessão na economia norte-americana. A escalada da retórica da Rússia quanto à guerra na Ucrânia estará também a penalizar o sentimento dos investidores. O euro recua para EUR/USD 0.984, encontrando-se o dólar a apreciar face à generalidade das divisas.

  • Jerome Powell reiterou que a instituição se encontra firmemente comprometida com o combate à inflação, pretendendo fazer os seus níveis regressar ao objectivo de 2%. Este forte compromisso é patente na sinalização de novas subidas dos juros nos próximos meses, apontando as expectativas dos membros do Fed para um nível da taxa fed funds de 4.4% no final de 2022 (mais 1.25 p.p. que o nível actual) e de 4.6% em 2023, um agravamento dos juros mais expressivo que o esperado. No plano da actividade, Powell reconheceu que a actuação da política monetária conduzirá a um crescimento inferior ao potencial durante alguns trimestres. Reduziu-se, assim, a probabilidade de soft landing.

  • Nos mercados de dívida pública, a taxa do Treasury a 2 anos subiu de forma clara, superando o patamar de 4% e alcançando o nível mais elevado desde 2007 (4.09%). Também na Europa se assiste a uma subida generalizada de taxas nos prazos mais curtosNa sessão de hoje, o Banco de Inglaterra deverá anunciar uma nova subida da taxa de juro de referência em 50 bps, para 2.25%. Esta tarde, destaque-se a divulgação, na Zona Euro, do índice de confiança dos consumidores apurado para o mês de Setembro.
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  • Depois de um fecho de sessão claramente negativo ontem nos EUA e hoje na Ásia, os índices accionistas europeus evoluiam esta manhã entre ganhos e perdas (-0.27% no DAX, +0.26% no Euro Stoxx 600). O clima de aversão ao risco é hoje suportado pelos receios de uma escalada da guerra na Ucrânia, depois de o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ter anunciado a mobilização de 300 mil reservistas e ameaçado utilizar “todas as armas disponíveis” para responder à “ameaça à integridade territorial” da Rússia e à “chantagem nuclear” do Ocidente.

  • Estes receios são também sustentados pelo anúncio de referendos sobre a integração na “Nova Rússia” nas regiões ocupadas de Lugansk, Donetsk, Kherson e Zaporijia. Os preços do petróleo (Brent) e do gás natural sobem 2.6% e 8.5%, respectivamente, para USD 93/barril e EUR 210 MWh. As yields a 10 anos do Treasury e Bund recuam 3 bps e 8 bps, para 3.53% e 1.85%. As yields da dívida da periferia da Zona Euro acompanham estes movimentos, mantendo os spreads relativamente estáveis.

  • Hoje, o Fed deverá elevar os juros de referência em 75 bps, para 3%-3.25% (não se excluindo totalmente a possibilidade de uma subida de 100 bps). Os membros do comité de política monetária apresentarão também a actualização das suas projecções económicas. Algumas previsões apontam já para a necessidade de os juros subirem eventualmente acima de 5%. Ontem, o Riksbank (Suécia) surpreendeu o mercado com uma subida de 100 bps nos juros de referência, para 1.75% (vs. expectativa de 75 bps), sinalizando subidas adicionais nos próximos 6 meses. Hoje, o Banco Central do Brasil deverá manter a taxa Selic em 13.75%.
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  • Os  mercados accionistas europeus apresentam perdas ligeiras na manhã desta terça-feira, depois de uma abertura claramente positiva. Os investidores permanecem na expectativa das decisões de diversos bancos centrais esta semana, em especial do Fed, que deverá anunciar amanhã uma nova subida da taxa de juro fed funds. A elevação dos juros de referência em curso pelos principais bancos centrais continua em foco, gerando apreensão quanto aos seus impactos desfavoráveis sobre a actividade. Já hoje, o Banco Central da Suécia elevou a sua taxa de juro de referência em 100 bps, mais que o esperado, para 1.75%.

  • A taxa da dívida pública norte-americana a 10 anos atingiu 3.5% na sessão de ontem, pela primeira vez desde 2011. A subida voltou a ser mais expressiva no prazo dos 2 anos, mais sensível às expectativas para a actuação da política monetária. A taxa do Treasury a 2 anos sobe, assim, para 3.96%, nível máximo dos últimos 15 anos. Também na Europa se assistiu a nova subida de taxas nos mercados de dívida pública, com a yield do Bund a 10 anos a ascender a 1.90% esta manhã.

  • Na Alemanha, os preços no produtor subiram 7.9% em Agosto face ao mês anterior, impulsionados pela energia, agravando a respectiva variação homóloga de 37.2% para 45.8%. Na sessão de hoje, destaque-se a divulgação, para a economia norte-americana, do início de novas construções e da atribuição de licenças de construção no mês de Agosto. 
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  • A semana inicia-se com quedas nos índices accionistas europeus (em torno de 0.3%-0.5% no DAX e Euro Stoxx 600), lideradas pelos sectores cíclicos, tecnológico, energético e financeiro. Para esta evolução contribui a postura cautelosa dos investidores numa semana em que diversos bancos centrais deverão subir os juros de referência de forma agressiva; bem como o recuo das commodities energéticas, com o preço do petróleo (Brent) a cair 1.3%, para USD 90.2/barril. O ambiente de aversão ao risco e a possibilidade de uma subida dos juros nos EUA acima do esperado esta semana suportam a apreciação do dólar. Face à divisa americana, o euro recua 0.39%, evoluindo em torno de EUR/USD 0.9978.

  • Esta será uma semana cheia no que respeita à actuação dos bancos centrais. Nos EUA, o Fed deverá elevar os juros de referência em 75 bps (4ª feira), para 3%-3.25%, não se excluindo totalmente a possibilidade de um movimento de 100 bps. Na 5ª feira, o Banco de Inglaterra deverá elevar a Bank rate em 50 bps, para 2.25%. Esperam-se ainda subidas dos juros de 75 bps pelo Riksbank (Suécia, terça-feira), de 50 bps pelo Norges Bank (Noruega, 4ª feira) e de 75 bps pelo SNB (Suíça, 5ª feira). Já o Banco do Japão (-0.1%) e o Banco Central do Brasil (13.75%) deverão manter os juros inalterados.

  • A semana será leve em indicadores. Na Zona Euro, os PMIs preliminares de Setembro deverão acentuar a expectativa de arrefecimento ou queda da actividade. No próximo Domingo, terão lugar as eleições legislativas em Itália, sendo esperada uma vitória da coligação de direita Fratelli d’Italia-Lega-Forza Italia, liderada por Georgia Meloni. A provável futura 1ª Ministra tem procurado contrariar receios de uma postura anti-integração europeia e/ou de uma posição desalinhada no conflito Rússia-Ucrânia, e o programa da coligação tem sido lido como relativamente moderado. Mas o mercado aguarda a escolha dos ministros, para melhor avaliar a futura actuação do Governo.
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  • Os mercados accionistas europeus apresentam novas perdas na manhã desta 6ª feira, o que ocorre pela 4ª sessão consecutiva. Os índices de referência recuam mais de 1%, penalizados pelos receios de ocorrência de uma recessão, depois de os mercados norte-americanos terem também encerrado ontem com perdas. O CEO da FedEx manifestou a expectativa de uma recessão a nível global, sublinhando o recuo dos volumes de comércio internacional. Merece referência a queda superior a 3% dos preços do petróleo na sessão de ontem, acompanhando a deterioração de perspectivas para o crescimento mundial e para a procura da matéria-prima. 

  • Na China, assistiu-se a uma desvalorização significativa do mercado accionista, com o índice Shanghai Composite a perder 2.3%, apesar de a evolução das vendas a retalho e da produção industrial em Agosto ter superado as expectativas. A menor expectativa quanto a novas medidas expansionistas por parte do Banco Central da China explicará o desempenho negativo do mercado accionista. A pesar também sobre o sentimento está o surgimento de novos surtos de Covid-19 e os receios de correcção mais abrupta do mercado imobiliário. 

  • Nos EUA, o número de novos pedidos de subsídio de desemprego voltou a diminuir na última semana, ilustrando a robustez que continua a caracterizar o mercado de trabalho. As vendas a retalho revelaram um crescimento inesperado no mês de Agosto, sugerindo alguma resiliência da despesa das famílias apesar dos aumentos de preços e das taxas de juro. Consolidou-se a expectativa de uma nova subida da taxa fed funds de 75 bps na próxima semana. As yields dos prazos mais curtos voltaram a subir, acentuando-se a inversão da curva de rendimentos norte-americana, muitas vezes vista como sinal que antecede a ocorrência de uma recessão.
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  • Os mercados accionistas europeus exibem ganhos ligeiros na manhã desta 5ª feira, depois de os índices de referência norte-americanos terem encerrado a sessão de ontem com valorizações. Nos EUA será hoje divulgada a evolução das vendas a retalho e da produção industrial no mês de Agosto. O gás natural na Europa sobe hoje cerca de 10% (EUR 241/MWh), após a queda da última semana, reflectindo a incerteza quanto ao momento e ao modo de implementação das propostas da Comissão Europeia.

  • Nos mercados de dívida pública, as yields registam ligeiras subidas esta 5ª feira (4 bps nos Treasuries e Bunds a 10 anos, para 3.44% e 1.76%). Em Portugal, a taxa da Obrigação do Tesouro a 10 anos sobe 4 bps, para 2.79%. Nos leilões de OTs ontem realizados, o IGCP colocou um montante total de EUR 1250 milhões em títulos a 4 e 10 anos a taxas mais elevadas. A subida acompanha a elevação recente das yields em mercado secundário, impulsionadas pela actuação do BCE, tendo-se verificado também uma menor procura por parte dos investidores.

  • Da informação ontem conhecida, destaque-se, na Zona Euro, a quebra produção industrial, de 2.3% em Julho face ao mês anterior, consideravelmente mais desfavorável que o esperado. Na economia norte-americana, os preços no produtor evoluíram em linha com o esperado em Agosto, tendo descido marginalmente face ao mês anterior, propiciando uma descida da variação homóloga (de 9.8% para 8.7%, nível mais baixo do último ano). 
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  • Os índices accionistas europeus recuam esta manhã (em torno de 0.3% no DAX e Euro Stoxx 600), na sequência do forte sell-off registado ontem nos EUA. Para esta evolução contribuiu a descida menor que esperada da inflação nos EUA, de 8.5% para 8.3% YoY (vs. expectativa de 8.1%), bem como a subida da inflação core acima do esperado, de 5.9% para 6.3% YoY (vs. expectativa de 6.1%), criando a percepção de uma inflação mais persistente.

  • Neste sentido, o mercado reforçou as expectativas de elevação de juros. As yields dos Treasuries a 2 e 10 anos subiram ontem 18 bps e 5 bps, respectivamente, acentuando a inversão da yield curve nos EUA. Uma subida de 75 bps na target rate dos fed funds na próxima semana é agora totalmente antecipada. A subida dos juros de mercado foi extensível à Europa, com a yield do Bund a 10 anos a avançar 8 bps. Esta manhã, as yields do Treasury e Bund a 10 anos descem marginalmente, para 3.42% e 1.72%. No monetário, o mercado vê já a Euribor a 3 meses a subir até um valor em torno de 2.64% em meados de 2023 (a partir dos actuais 1%).

  • A Presidente da CE, Ursula Von der Leyen, apresentou esta manhã um conjunto de propostas de mitigação do choque energético, incluindo, entre outras, (i) a limitação/tributação dos lucros extraordinários das empresas energéticas; (ii) a criação de um novo benchmark europeu para o preço do gás; (iii) uma “reforma profunda” do mercado de electricidade, procurando fazer o decoupling do preço do gás; (iv) a criação de um Banco Europeu de Hidrogénio, para dinamizar este mercado; (v) a imposição de uma redução do consumo de electricidade em horas de ponta; e (vi) o apoio à liquidez das empresas no sector da electricidade. 
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  • Os mercados accionistas prolongam, na manhã desta terça-feira, o movimento de valorização ontem observado, aguardando-se com expectativa a publicação, esta tarde, dos dados de inflação nos Estados Unidos referentes ao mês de Agosto. A sessão de ontem ficou marcada por um recuo do dólar face às restantes divisas, que prossegue esta terça-feira pela 3ª sessão consecutiva. A cotação EUR/USD situa-se, esta manhã, em torno de 1.014. A evolução favorável dos activos de maior risco prender-se-á com a percepção de que a inflação poderá já ter ultrapassado o seu pico, em particular nos EUA.

  • Os preços do gás natural voltam a descer hoje, pela 3ª sessão consecutiva, num momento em que se aguarda a apresentação de novas medidas pela Comissão Europeia, amanhã, no sentido de combater a elevação dos preços da energia. O preço de referência para a Europa continental recua, assim, cerca de 4.8% já hoje.

  • No centro das atenções dos investidores na sessão de hoje estará a divulgação dos dados de inflação na economia norte-americana no mês de Agosto. É esperada uma nova diminuição da taxa de inflação homóloga, de 8.5% para cerca de 8%, resultante de uma ligeira diminuição dos preços face ao mês anterior, reflectindo o impacto da descida do preço do petróleo. Estes serão os últimos dados de inflação a serem conhecidos antes da próxima reunião do Fed, no dia 21. Ontem, uma medida do Fed de Nova Iorque apontou para uma redução clara das expectativas de inflação dos consumidores para os próximos anos.      
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  • A semana inicia-se com ganhos nos índices accionistas europeus (1.6% no DAX, 0.8% no Euro Stoxx 600) e nos futuros do S&P 500 (0.7%), prolongando o fecho de sessão positivo na 6ª feira e beneficiando da reentrada dos investidores no mercado, após os índices terem atingido níveis extremos de bearishness. O dólar recua 0.65% em termos efectivos, com as expectativas de que a inflação nos EUA poderá já ter passado o seu pico. Face à divisa americana, o euro aprecia 1.4%, para EUR/USD 1.019, beneficiando também da postura mais hawkish do BCE. O preço do gás natural na Europa recua 5.4%, para EUR 196 MWh (novos mínimos do último mês).

  • Esta semana, merece atenção a divulgação da inflação de Agosto nos EUA (IPC), esperando-se um recuo de 8.5% para 8.1% YoY (2º mês consecutivo de desaceleração). No Reino Unido, os preços no consumo terão voltado a acelerar no mês passado, de 10.1% para 10.3% YoY. Na China, as vendas a retalho e a produção industrial deverão sugerir alguma estabilização da actividade. Na Alemanha, o indicador de sentimento ZEW deverá ter recuado em Setembro. Depois da reunião dos Ministros da Energia da UE na passada 6ª feira, espera-se que a CE anuncie medidas de mitigação dos impactos do choque energético.

  • Na Suécia, as eleições de Domingo produziram um resultado muito equilibrado, com uma maioria apenas marginal da coligação de direita, que alimenta alguma incerteza quanto à formação e estabilidade de um futuro Governo (o resultado final será conhecido na 4ª feira). A coroa sueca deprecia apenas marginalmente face ao euro. No Reino Unido, o PIB mensal cresceu 0.2% MoM em Julho, abaixo do esperado. No Reino Unido, o PIB mensal cresceu 0.2% MoM em Julho, abaixo do esperado.
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  • Os principais índices accionistas europeus evoluíam esta manhã em alta, depois de sessões positivas nos EUA (ontem) e na Ásia (hoje). O euro aprecia ligeiramente e segue acima da paridade, suportado pela subida dos juros de mercado na Zona Euro, após a reunião de ontem do BCE. As yields do Bund a 2 e 10 anos avançaram ontem 23 e 14 bps, movimento que prossegue esta manhã, para 1.39% e 1.77%. De referir a subida da yield da dívida italiana a 10 anos acima dos 4%. O preço do gás na Europa recua 2.5%, no dia em que os Ministros da Energia da UE se reúnem para discutir e apresentar medidas de mitigação dos efeitos do choque energético.

  • Como esperado, o BCE subiu ontem os juros de referência em 75 bps. A Presidente Lagarde manteve uma mensagem hawkish relativamente à política monetária. Embora as decisões futuras continuem a ser descritas como data dependent, Lagarde foi muito clara a afirmar que os juros observados após esta subida se encontram ainda longe dos níveis necessários para levar a inflação de volta para o seu target. Neste sentido, sugeriu que as próximas reuniões (“mais de duas, talvez menos de cinco”) trarão novas subidas das taxas directoras. Mantemos a expectativa de que a taxa da facilidade de depósitos possa chegar a valores em torno de 2%-2.5% até meados de 2023.

  • A decisão do BCE foi suportada por uma forte revisão em alta das previsões de inflação. Para 2022, é agora esperada uma inflação de 8.1%, vs. 6.8% nas previsões anteriores, de Junho. O crescimento dos preços é visto a manter-se elevado e muito acima da meta da “estabilidade de preços” em 2023, em 5.5%, recuando para 2.3% em 2024. Depois de um crescimento de 3.1% em 2022, a actividade é vista a desacelerar em 2023, com uma expansão de 0.9% (2.1% na anterior previsão), recuperando depois em 2024, com um crescimento de 1.9%. De notar que o BCE não assume (para já) um cenário de recessão.
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  • Os índices accionistas europeus oscilavam esta manhã entre ligeiros ganhos e perdas, depois de uma sessão positiva, ontem, nos EUA. Esta manhã, o preço do gás na Europa recua mais de 5%, para perto de EUR 200 MWh e de mínimos do mês. Para esta evolução contribuem notícias de que o processo de acumulação de reservas de gás na UE se encontra avançado (com 82.5% da capacidade preenchida, em antecipação das metas traçadas), bem como a expectativa de que, amanhã, a UE apresente medidas de contenção dos preços, de poupança energética e de apoio à economia (numa altura em que várias utilities enfrentam dificuldades financeiras e necessidades de bailouts).

  • Hoje, as atenções centram-se na reunião de política monetária do BCE, com a expectativa de uma subida de 75 bps nos juros de referência (admitindo-se, embora com menor probabilidade, um movimento de 50 bps). Depois da subida da inflação core em Agosto, diversos responsáveis têm sinalizado a necessidade de o BCE fazer o front loading da retirada de estímulos. Merece também atenção, hoje, a actualização das previsões económicas para a Zona Euro do staff do BCE. A yield do Bund a 10 anos segue estabilizada em 1.58% e o euro deprecia 0.2% face ao dólar, evoluindo abaixo da paridade.

  • Ao nível dos indcadores, destaca-se a revisão em alta do crescimento do PIB da Zona Euro na 1ª metade do ano, de 0.5% para 0.7% QoQ no 1Q e de 0.6% para 0.8% QoQ no Q2, com o consumo privado a mostrar-se resiliente. Em Espanha, os preços da habitação desaceleraram de 8.5% para 8% YoY no 2º trimestre.
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  • Os índices accionistas europeus evoluíam esta manhã em queda (-0.5% no Euro Stoxx 600), depois de uma sessão maioritariamente negativa na Ásia e na sequência da desvalorização dos principais índices, ontem, nos EUA. O sentimento dos investidores mantém-se condicionado por receios de arrefecimento da actividade económica global, em parte ligados à perspectiva de subida dos juros. Na China, as exportações cresceram 7.1% YoY em Agosto, muito abaixo do esperado, reflectindo as recentes restrições da Covid-19, os problemas nas cadeias de abastecimento e, sobretudo, a desaceleração da procura externa. O preço do petróleo (Brent) recua 0.6%, para USD 92.3/barril.

  • Para o sentimento de aversão ao risco contribuiu também um novo reforço das expectativas de subidas dos juros de referência nos EUA, reflectido na subida, ontem, de 16 bps na yield do Treasury a 10 anos (-3 bps esta manhã, para 3.32%). A evolução ontem observada resultou da divulgação de um registo acima do esperado do indicador ISM Non-Manufacturing de Agosto, sugerindo uma aceleração da actividade nos serviços, o que suportou o cenário de front loading da retirada de estímulos monetários por parte do Fed.

  • Na Zona Euro, a sessão de ontem foi marcada por alguma moderação na probabilidade atribuída pelo mercado a uma subida de 75 bps nos juros de referência, pelo BCE, esta 5ª feira. Este movimento traduziu a ideia de que  BCE terá que ponderar as pressões inflacionistas com os riscos crescentes de recessão, associados ao choque energético. Sucedem-se as notícias de dificuldades financeiras (e bailouts) de várias utilities energéticas europeias, bem como os anúncios de medidas de poupança de energia e de apoios estatais a empresas e consumidores.
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  • As encomendas à indústria alemã acentuaram o ritmo de queda em Julho (de -0.3% para -1.1% MoM), mais forte que o esperado. Esta foi a 6ª queda consecutiva do indicador, explicada pelo enfraquecimento das encomendas domésticas (-4.5% MoM) e das provenientes da Zona Euro (-6.4% MoM). Na Austrália, o banco central elevou a taxa de juro de referência em 50 bps, para 2.35%, um máximo de Janeiro de 2015.

  • O petróleo segue em alta moderada, depois de a OPEP+ ter anunciado um corte na produção de 100 mil barris/dia em Outubro. A medida pretende estabilizar o mercado, após as recentes quedas de preço, no contexto de enfraquecimento da procura. No gás natural, o referencial europeu recua esta manhã, após os ganhos de 14.6% de ontem, com o continuado encerramento do gasoduto Nord Stream. O Governo alemão decidiu manter 2 centrais nucleares em funcionamento no Inverno.

  • O Partido Conservador britânico elegeu Liz Truss para sucessora de Boris Johnson na liderança do Governo. Truss é associada a políticas pouco ortodoxas, defendendo estímulos orçamentais para combater os impactos dos níveis elevados de inflação. A libra segue em alta esta manhã, com a perspectiva de descidas de impostos e de alivio no custo da energia. Truss deverá apresentar a composição do novo Governo ainda hoje.
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  • A semana inicia-se com fortes quedas nos índices accionistas europeus (-1.7% no Euro Stoxx 600, -3.2% no DAX), suportadas por receios crescentes de que o choque energético em curso se traduza numa recessão na Zona Euro. Na 6ª feira, a Gazprom anunciou que o pipeline Norstream não iria reabrir no Sábado, como inicialmente previsto, permanecendo encerrado por tempo indeterminado. A cotação do gás natural na Europa sobe perto de 32%, para EUR 282 MWh. O preço do petróleo (Brent) avança 2.3%, para USD 95.1/barril, no dia em que a OPEP+ se reúne para decidir os níves de produção a partir de Outubro.

  • Esta semana será leve no que respeita à divulgação de indicadores de actividade. Na Zona Euro, o maior destaque será a reunião de política monetária do BCE (5ª feira), sendo forte a probabilidade de uma subida inédita de 75 bps nos juros de referência. Merece atenção a actualização das projecções económicas do staff do BCE. Na 6ª feira, terão lugar reuniões do Eurogrupo e dos Ministros da Energia da EU, devendo ser anunciadas medidas de emergência, para contenção dos preços da electricidade. Esta manhã, soube-se que os registos finais dos PMIs Serviços e Compósito vieram abaixo do esperado, e abaixo dos 50 pontos, sugerindo contracção da actividade.

  • Nos EUA, depois do feriado de hoje (Labor Day), destaca-se, amanhã, a divulgação do ISM Non-Manufacturing, que deverá apontar para uma desaceleração da actividade no sector dos serviços. Na China, as atenções centram-se na balança comercial e na inflação de Agosto. Em Inglaterra, será hoje conhecido o novo líder dos Conservadores e próximo Primeiro Ministro, com Liz Truss – que defende uma postura abertamente expansionista da política orçamental – aparentemente na frente da corrida.
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  • Os principais índices accionistas da Europa abriram esta manhã com ganhos moderados, após 4 sessões de perdas. Já na Ásia, o fecho voltou a ser negativo, ainda na sequência dos indicadores macro mais fracos na China e na reintrodução de medidas de confinamento anti-Covid em Chengdu. O euro aprecia face ao dólar, depois de ontem ter voltado a cotar abaixo de EUR/USD 1.0. O petróleo valoriza cerca de 2%, travando as perdas que somava desde o início da semana, antes da próxima reunião da OPEP+ (na próxima 2ª feira). No gás natural, o referencial europeu segue em baixa, na véspera da reabertura do gasoduto Nord Stream I.

  • No mercado obrigacionista, assiste-se a um prolongamento da tendência de subida das yields soberanas de longo prazo. Globalmente, e com as descidas das últimas sessões, o mercado obrigacionista chegou mesmo a entrar em bear market. Esta manhã serão divulgados números de Julho da evolução dos preços no produtor no conjunto dos Dezanove.

  • Hoje será divulgado do relatório de Agosto do mercado do trabalho americano. Ontem voltaram a surgir sinais de restritividade no mercado do trabalho dos EUA, com os números de novos pedidos de subsídio de desemprego a surgirem abaixo do esperado. Paralelamente, o ISM Manufacturing manteve-se nos 52.8 pontos em Agosto, sugerindo uma estabilização do ritmo de expansão da indústria americana, com uma melhoria da componente de novas encomendas domésticas e de emprego no sector, mas com um arrefecimento dos níveis de produção e sinais de queda nas encomendas externas.
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  • Os principais índices accionistas europeus exibiam esta manhã perdas superiores a 1%, lideradas pelo real estate, consumo discricionário, indústria e materiais. Para esta evolução contribuem notícias desfavoráveis sobre a actividade económica na China. O indicador PMI Manufacturing Caixin recuou inesperadamente abaixo dos 50 pontos em Agosto, sugerindo uma contracção da actividade industrial. No âmbito da sua política de Covid-zero, as autoridades chinesas anunciaram a imposição de um lockdown a Chengdu, uma metrópole com 21 milhões de habitantes, responsável por 1.7% do PIB. Os preços do petróleo (Brent) e do cobre recuam ambos em torno de 1.8%.

  • Para o sentimento negativo no mercado accionista contribui também o reforço de expectativas de subidas de juros, após a subida da inflação na Zona Euro, para 9.1% YoY em Agosto. Com a aceleração dos preços core (de 4% para 4.3% YoY) a sugerir uma inflação mais impregnada e persistente, o mercado desconta já a 100% uma subida acumulada de 75 bps nas taxas directoras até Outubro (vemos com uma probabilidade muito elevada uma subida de 75 bps já na próxima semana, seguindo-se subidas de menor dimensão em Outubro e Dezembro).

  • Ontem, destacou-se também o recuo da cotação do gás natural na Europa em mais de 5%, para perto de EUR 240 MWh, um mínimo das duas últimas semanas. A descida ocorreu apesar do encerramento do pipeline Nordstream, à partida por 3 dias e para manutenção, que alimentou receios de disrupções mais permanentes na oferta de energa na Europa. Este facto foi mitigado por um aumento do fornecimento de gás a partir na Noruega. A queda prolonga-se esta manhã (-3.3%), evoluindo perto de EUR 230 MWh.
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Agosto

  • A inflação medida pelo IPC subiu de 8.9% para 9.1% YoY em Agosto na Zona Euro, ligeiramente acima do esperado. Os preços da energia e da alimentação não processada desaceleraram, de 39.6% para 38.3% YoY e de 11.1% para 10.9% YoY, respectivamente. Mas a inflação dos bens industriais não energéticos e dos serviços aumentou, de 4.5% para 5% YoY e de 3.7% para 3.8% YoY, contribuindo para uma subida da inflação homóloga core, de 4% para 4.3%. Este registo deverá favorecer uma subida dos juros mais agressiva pelo BCE na reunião da próxima semana, admitindo-se com uma probabilidade elevada um aumento de 75 bps nas taxas directoras, não obstante a queda no sentimento económico em Agosto, sugerida ontem pelos indicadores da Comissão Europeia.

  • Os índices accionistas europeus inverteram os ganhos da abertura da sessão de hoje e evoluíam em queda, em torno de 0.4%-0.5%. A cotação do gás natural na Europa voltou a subir esta manhã (+10%), depois das quedas dos últimos dias, levando a valorização no último mês para 39%. O fornecimento de gás através do pipeline Nordstream é hoje de novo interrompido, à partida por 3 dias e para manutenção, mas receiam-se impactos mais permanentes na oferta de gás russo à Europa.

  • Na China, o PMI Manufacturing subiu ligeiramente em Agosto, mas continuou a sugerir uma contracção da actividade industrial. O mesmo indicador relativo aos serviços aponta para uma desaceleração da actividade no sector. Ontem, registou-se a 3ª sessão consecutiva de perdas no mercado accionista dos EUA, após a divulgação de indicadores a suportar subidas mais agressivas dos juros (aumento das ofertas de emprego e melhoria da confiança dos consumidores). O Presidente do Fed de Nova York, John Williams, reafirmou que os juros de referência vão continuar a subir até níveis restritivos para a economia, devendo manter-se aí por um período de tempo prolongado.
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  • Os principais índices accionistas europeus regressam esta manhã a variações positivas (+1.5% no DAX, +0.88% no Euro Stoxx 600), depois das quedas dos últimos dias. Para a pausa na aversão ao risco contribui o recuo de 4.9% na cotação do gás natural na Europa esta manhã, prolongando a queda de 18% registada ontem (depois de uma subida próxima de 40% na semana passada), com a notícia de que a Alemanha espera ver as suas reservas de gás atingirem 85% da capacidade já em Setembro, um mês antes do previsto. A Comissão Europeia anunciou ontem que deverá apresentar em breve medidas para conter os preços da electricidade.

  • Esta manhã foi conhecida uma descida maior que a esperada da inflação em Espanha, em Agosto, de 10.8% para 10.4% YoY. A yield do Bund a 10 anos recua 5 bps, para 1.45%, após a subida de 11 bps registada ontem. O euro aprecia 0.3% face ao dólar, evoluindo marginalmente acima da paridade. O preço do petróleo (Brent) recua 0.15%, para USD 104.9/barril. Hoje, merece atenção a divulgação da inflação (IPC) de Agosto na Alemanha, bem como dos indicadores de confiança mais recentes da Zona Euro, apurados pela Comissão Europeia. Nos EUA, será conhecido o indcador de confiança dos consumidores de Agosto (do Conference Board).

  • Na última 6ª feira, o Chair Jerome Powell defendeu a necessidade de o Fed continuar a subir os juros de referência e de os manter em níveis mais elevados por um período de tempo prolongado. Isabel Schnabel, do BCE, defendeu a importância de se trazer rapidamente a inflação da Zona Euro para o seu target e, reconhecendo os riscos de uma recessão, afirmou que, mesmo nesse cenário, não há outra opção se não prosseguir a trajectória de normalização da política monetária. Aumenta, entre os membros do Conselho de Governadores do BCE, a pressão no sentido de uma subida dos juros de 50 bps ou mesmo 75 bps na reunião da próxima semana.
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  • O mês de Agosto ficou marcado pelas preocupações em torno da retirada de estímulos monetários por parte dos principais bancos centrais, no contexto de uma inflação que se mantém elevada (não obstante um recuo nos preços das commodities não energéticas). Na Zona Euro, o último mês acentuou os receios em torno subida dos custos do gás natural e da electricidade, num quadro marcado pela continuação da guerra da Ucrânia e por restrições ao fornecimento de gás russo. A cotação do gás natural na Europa subiu 49% no mês, levando a respectiva variação homóloga para 504%, e os contratos de futuros para o fornecimento de electricidade a 1 ano atingiram sucessivos máximos históricos.

  • Nos EUA, a inflação medida pelo IPC recuou em Julho mais que o esperado (de 9.1% para 8.5% YoY) e os indicadores de expectativas de inflação moderaram. Mas o mercado de trabalho americano manteve-se robusto, com uma criação de emprego forte em Julho. O Fed afirmou a necessidade de continuar a subir os juros de referência e de os manter elevados por um período de tempo prolongado. Na Zona Euro, o BCE sinalizou também a necessidade de fazer o frontloading da retirada de estímulos monetários, vendo como “apropriadas” novas subidas nas próximas reuniões. Na China, as autoridades anunciaram estímulos orçamentais e monetários (relativamente contidos), procurando contrariar o arrefecimento da procura interna e do mercado imobiliário.

  • A euribor a 3 meses superou os 0.5% e o mercado acentuou em alta as expectativas de subidas de juros, antecipando 100 bps de subidas pelo BCE até final do ano. No último mês, as yields do Treasury e Bund a 10 anos subiram 45 bps e 72 bps, respectivamente, com a yield curve (10Y-2Y) invertida nos EUA. Depois de ganhos na 1ª metade de Agosto, os principais índices accionistas registaram quedas nas últimas duas semanas, em alguns casos exibindo perdas ligeiras no conjunto do mês. O euro desceu abaixo da paridade face ao dólar.

Timeline

16 Ago

  • Resultados favoráveis das retalhistas americanas Walmart e Home Depo aliviaram os receios de recessão na economia dos EUA.
  • Indicador ZEW de sentimento/expectativas para a economia da Alemanha recua em Agosto.

17 Ago

  • A inflação do Reino Unido voltou a subir acima do esperado em Julho, de 9.4% para 10.1% YoY, sobretudo suportada pelos custos com a habitação, alimentos e actividades de lazer.
  • Mercado reagiu com fortes subidas das yields da dívida pública e queda dos principais índices accionistas.
  • Minutas da reunião de Julho do Fed sugerem um período prolongado de retirada de estímulos monetários. Mas membros do FOMC vêem como aconselhável uma atenuação do ritmo de subida dos juros.
  • Vendas a retalho nos EUA com variação mensal nula em Julho, abaixo do esperado. Mas vendas excluindo combustíveis e automóveis subiram 0.7% MoM, sugerindo resiliênca no consumo.
  • Crescimento do PIB da Zona Euro do 2º trimestre revisto em baixa de 0.7% para 0.6% QoQ.

18 Ago

  • Inflação da Zona Euro de Julho confirmada em 8.9% YoY (8.6% em Junho). Inflação core subiu de 3.7% para 4% YoY.
  • Nos EUA, os jobless claims recuaram inesperadamente na semana até 13 Ago. Vendas de habitações existentes caíram 5.9% MoM em Julho, para um mínimo desde Maio 2020 (4.81 milhões).
  • Norges Bank (Noruega) subiu taxas directoras em 50 bps, para 1.75%, e sinalizou nova subida em Setembro. Banco central da Turquia cortou inesperadamente os juros de referência em 100 bps, para 13%, apesar de uma inflação de 79.6% YoY.

19 Ago

  • Na Alemanha, o índice de preços no produtor subiu 37.2% YoY, após ganho mensal de 5.3%. Subidas de 163.8% YoY nos preços da distribuição do gás natural e de 125.4% YoY na electricidade.
  • Gazprom anuncia nova interrupção do fornecimento de gás à Europa através do pipeline Nordstream, por 3 dias a partir de 31 de Agosto, alegando necessidades de manutenção.

21 Ago

  • Na China, o Banco Central cortou a 1Y Loan Prime Rate em 5 bps, para 3.65%, e a 5Y Loan Prime rate em 15 bps, para 4.3%, procurando contrariar a desaceleração da procura interna.

22 Ago

  • Cotação do gás natural na Europa fecha em novos máximos.
  • Euro recua abaixo da paridade face ao dólar.

23 Ago

  • PMI Compósito recua na Zona Euro para 49.2 pontos, com quedas nas componentes da indústria e serviços. PMIs recuam nos EUA, com o índice dos serviços em 44.1 pontos.
  • Preço do petróleo (Brent) sobe acima de USD100/barril, depois de o Ministro da Energia da Arábia Saudita afirmar que a OPEP+ poderá ser forçada a reduzir a produção.

24 Ago

  • Cotação do gás natural na Europa ultrapassa EUR 300 MWh.
  • O Presidente de França, Emmanuel Macron, declarou o fim da “era da abundância”.

25 Ago

  • O Governo da China anunciou um novo pacote de estímulos orçamentais de CNY 1 trillion (USD 146 mil milhões), com investimentos em infraestruturas e apoios ao sector imobiliário.
  • Crescimento do PIB dos EUA do 2º trimestre revisto em alta, de -0.9% para -0.6% (trimestral anualizado), após -1.6% no 1º trimestre. Esther George, do Fed de Kansas City, vê os juros de referência a subir acima de 4% (vs. 2.5% actualmente).

26 Ago

  • Em França e na Alemanha, os preços da electricidade subjacentes aos contratos forward a 1 ano ultrapassaram os EUR 1130 e EUR 995 MWh, respectivamente. Confiança dos consumidores alemães em mínimos históricos.
  • Em Jackson Hole, Jerome Powell afirma que o Fed deverá continuar a subir os juros de referência, mantendo-os elevados por um período de tempo longo. Mercado reage com forte queda nas acções, subida das yields e apreciação do dólar.
  • DBRS sobe rating soberano de Portugal, de BBB (high) para A (low), com outlook estável.
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  • Depois de uma abertura moderadamente positiva, os principais índices accionistas europeus registaram uma erosão nos ganhos, levando o Euro Stoxx 600 para terreno marginalmente negativo e o DAX para uma variação em torno de 0.1%. A yield do Treasury a 10 anos sobe 4 bps, para 3.07% e a yield do Bund na mesma maturidade ganha 2 bps, para 1.34%. O preço do petróleo (Brent) avança quase 0.9%, superando de novo os USD 100/barril. Por seu lado, os futuros do gás natural na Europa recuam 6.7% esta manhã, evoluindo, ainda assim, em torno de EUR 300 MWh..

  • Nos EUA, o crescimento do PIB do 1º trimestre foi revisto em alta, a partir de desempenhos melhores que os estimados do consumo privado e da variação de stocks (ainda assim, o PIB americano manteve-se em contracção: -0.6% trimestral anualizado, vs. -0.9% na 1ª estimativa, após queda de 1.6% no 1º trimestre). Ontem foi também conhecido um ligeiro recuo dos pedidos iniciais de subsídio de desemprego nos EUA, num registo abaixo das expectativas. Na Zona Euro, foi hoje divulgada uma melhoria inesperada da confiança dos consumidores em França, em contraste com uma deterioração do sentimento das famílias na Alemanha, para novos mínimos históricos.

  • O Chair do Fed, Jerome Powell, deverá hoje reafirmar, na sua intervenção em Jackson Hole, a necessidade de subidas adicionais da target rate dos fed funds. Ontem, a Presidente do Fed de Kansas City, Esther George (membro votante do comité de política monetária) admitiu a possibilidade de os juros de referência ultrapassarem 4% (vs. 2.5% actualmente), discordando de um cenário de descidas já no próximo ano, como antecipado pelo mercado. Na Zona Euro, as minutas da última reunião do BCE confirmaram a intenção de um frontloading da retirada de estímulos. Embora data dependent, o BCE vê novas subidas dos juros como “apropriadas” nas próximas reuniões.
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  • Os índices accionistas europeus e os futuros dos principais índices americanos evoluíam esta manhã em alta, com o DAX a avançar 0.78% e os futuros do S&P 500 a ganhar 0.9%. Na China, o Governo anunciou um novo pacote de estímulos orçamentais no valor de CNY 1 trillion (USD 146 mil milhões), centrado em investimentos em infraestruturas e apoios ao sector imobiliário. Na Alemanha, o crescimento do PIB do 2º trimestre foi revisto em alta, de 0% para 0.1% QoQ, com o consumo privado a crescer 0.6%, e o indicador IFO, de confiança empresarial, manteve-se relativamente estabilizado em Agosto, com um registo acima do esperado.

  • O euro aprecia 0.27% face ao dólar, evoluindo em torno da paridade. As yields do Treasury e do Bund a 10 anos recuam 2 bps. Na Europa, os futuros do gás natural voltaram ontem a subir, ultrapassando os EUS 300 MWh, evoluindo esta manhã em alta (+5.6%), em torno de EUR 308 MWh. O preço do petróleo (Brent) sobe 0.1%, para USD 101.3/barril, suportado por receios de restrições na oferta de crude.

  • Hoje, as atenções centram-se no início do simpósio de 3 dias sobre política monetária organizado pelo Fed em Jackson Hole, nos EUA. O mercado aguarda a intervenção do Chair Jerome Powell (amanhã de manhã), procurando-se sinais sobre a evolução da política monetária na economia americana. A inflação recuou em Julho mais que o esperado (de 9.1% para 8.5% YoY) e os indicadores de expectativas de inflação recuaram no último mês. Não vemos estes movimentos como suficientes para interromper a trajectória de subida dos juros de referência anunciada pelo Fed, mas eles criam alguma incerteza no mercado sobre as intenções da autoridade monetária. Neste sentido, qualquer clarificação sobre os próximos passos do Fed será importante.    

 

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  • Os índices accionistas DAX e Euro Stoxx 600 atenuavam esta manhã as quedas registadas na abertura, recuando menos de 0.1%. O sentimento dos investidores mantém-se condicionado por receios de deterioração do outlook global, em função de expectativas de aumento das taxas de juro.  O Presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, referiu ontem que é um risco subestimar as pressões inflacionistas e que o Fed teria que ser mais agressivo por mais tempo no caso de a inflação persistir. Depois das subidas dos últimos dias, a yield do Bund a 10 anos sobe 1 bps esta manhã, para 1.33%. A yield do Treasury a 10 anos segue estabilizada em torno de 3.05%.

  • O preço do Brent ultrapassou ontem os USD 100/barril, prolongando hoje a subida (+0.8%, para perto de USD 101/barril). Para esta evolução contribuiu a notícia de uma nova descida dos stocks de crude nos EUA e, sobretudo, as declarações do Ministro da Energia da Arábia Saudita, Abdulaziz bin Salman, afirmando que a OPEP+ poderá ser forçada a restringir a produção de petróleo. Na Europa, o preço do gás natural prolonga esta manhã a queda ligeira de ontem, recuando 0.14%, mas em níveis ainda elevados (EUR 268.7 MWh, +18.6% na última semana).

  • No mercado cambial, o euro recua 0.24% face ao dólar, mantendo-se abaixo da paridade, em torno de EUR/USD 0.9947. A depreciação do euro acentua as pressões inflacionistas na Zona Euro, ao suportar em alta os preços das importações, sobretudo de energia. Neste sentido, é mais um factor a pressionar o BCE no sentido da subida dos juros. As preocupações com o crescimento global foram reforçadas com a descida dos indicadores de sentimento PMI na Zona Euro e nos EUA, para registos abaixo dos 50 pontos, com a indústria mais penalizada na Zona Euro e os serviços mais penalizados nos EUA. Nesta economia, as vendas de habitações recuaram 12.6% MoM em Julho, acima do esperado.    

 

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  • Os indicadores de sentimento PMI recuaram em Agosto na Alemanha e em França, sinalizando um arrefecimento da actividade e acentuando as preocupações quanto ao outlook para a Zona Euro. O indicador relativo à indústria situou-se abaixo dos 50 pontos naquelas duas economias, um registo consistente com uma queda da actividade. Na Alemanha, o indicador relativo aos serviços caiu para perto de 48 pontos. No conjunto da Zona Euro, o PMI Compósito recuou para 49.2 pontos. Os índices acconistas europeus evoluíam esta manhã entre ligeiros ganhos e perdas, depois de uma sessão maioritariamente negativa na Ásia. A yield do Treasury a 10 anos subiu acima dos 3%. A rendibilidade do Bund na mesma maturidade segue estável em torno de 1.31%.

  • Ontem, a sessão foi marcada por quedas significativas nos principais índices accionistas nos EUA e na Europa, com o sentimento dos investidores penalizado pelas expectativas de subidas dos juros e, na Europa, pelo forte aumento do preço do gás natural. Nos EUA, espera-se que o Chair Powell reafirme, no final da semana, a necessidade de o Fed continuar a subir os juros de referência. Na Zona Euro, o Presidente do Bundesbank, Joaquim Nagel, afirmou ontem que o BCE deve prosseguir com a subida das taxas directoras iniciada em Julho, mesmo com riscos acrescidos de recessão.

  • Depois de a Gazprom ter anunciado uma nova interrupção do fornecimento do gás à Europa através do pipeline Nordstream (a ter lugar entre 31 de Agosto e 2 de Setembro), a cotação do gás natural na Europa fechou ontem num máximo de EUR 276.75 MWh, recuando ligeiramente esta manhã. Em França e na Alemanha, os preços da electricidade subjacentes aos contratos forward a 1 ano ultrapassaram pela 1 vez os EUR 800 e EUR 700 MWh, respectivamente. Com os receios de disrupção na oferta de energia e a necessidade de redução do consumo de gás e electricidade a alimentarem receios de recessão, o euro caiu abaixo da paridade face ao dólar, para mínimos de 2002, evoluindo esta manhã em torno de EUR/USD 0.9929, em ligeira recuperação.    
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  • A semana inicia-se com quedas nos principais índices accionistas europeus (-1.6% no DAX, -1% no Euro Stoxx 600), depois de fechos negativos nos índices americanos na 6ª feira. Para esta evolução contribuem as expectativas de continuação de subida dos juros de referência nos EUA e o aumento do preço do gás natural na Europa (15.9% esta manhã, tendo chegado a superar os EUR 290 MWh, levando a variação do último mês para 60.1% e a subida homóloga para 578.5%). A Gazprom anunciou uma nova interrupção do fornecimento do gás através do pipeline Nordstream no final de Agosto (por 3 dias), alimentando novos receios sobre o outlook.

  • Esta semana, merece atenção o simpósio anual sobre política monetária organizado pelo Fed em Jackson Hole nos EUA, a partir de 5ª feira. O mercado estará atento ao discurso do Chair Jerome Powell (6ª feira), procurando-se pistas sobre os próximos passos da política monetária. Apesar de alguns sinais de que a inflação dos EUA poderá moderar nos próximos meses, o Fed deverá continuar a elevar os juros de referência nas próximas reuniões. Na China, o Banco Central cortou ontem a 5Y Loan Prime rate em 15 bps, para 4.3%, procurando contrariar o abrandamento da procura interna.

  • Ao nível dos indicadores de actividade, esta semana destaca-se a divulgação dos PMIs de Agosto (terça-feira), com a expectativa de um novo recuo nas componentes da indústria e serviços na Zona Euro. No mesmo dia, deverá ser conhecida mais uma deterioração da confiança dos consumidores europeus (em Agosto), em função dos impactos da subida da inflação, em particular na energia e alimentação. Nos EUA, será conhecida a 2ª estimativa do PIB do 2º trimestre (5ª feira), bem como o rendimento e despesas pessoais das famílias americanas, e o deflator core do consumo pessoal (medida de inflação de referência para o Fed).    
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  • O final da semana encontra-se marcado por quedas nos principais índices accionistas europeus (-0.6% no Euro Stoxx 600) e pela continuação da subida das yields da dívida pública (+7 bps no Bund a 10 anos). Para estes movimentos contribui a divulgação, esta manhã, de uma nova aceleração do índice de preços no produtor da Alemanha em Julho, de 32.7% para 37.2% YoY, muito acima do esperado. A componente de energia é a principal responsável por esta evolução, com um registo de 105% YoY. As pressões inflacionistas globais ficaram também visíveis na aceleração do índice de preços no consumidor no Japão, em Julho, de 2.4% para 2.6%.

  • Os preços do gás natural e do petróleo recuam esta manhã 0.6% e 0.75%, respectivamente. Os indicadores de actividade conhecidos entre ontem e hoje assumiram um tom misto. Nos EUA, os pedidos iniciais de subsídio de desemprego recuaram inesperadamente na semana até 13 Ago, para 250 mil, mas as vendas de habitações existentes caíram 5.9% MoM em Julho, para um mínimo desde Maio 2020 e prolongando a tendência negativa das 5 semanas anteriores. No Reino Unido, as vendas a retalho cresceram 0.3% MoM em Julho, desafiando a expectativa de uma queda. Na Zona Euro, o Eurostat confirmou a inflação de Julho em 8.9% YoY (vs. 8.6% em Junho).

  • Ontem, o Banco Central da Noruega subiu a sua taxa directora em 50 bps, para 1.75%, repetindo o movimento de Julho, e sinalizou nova subida em Setembro. Já o Banco Central da Turquia cortou inesperadamente os juros de referência em 100 bps, para 13%, apesar de uma inflação de 79.6% YoY. A lira turca recuou para mínimos de 8 meses face a dólar, ultrapassando USD/TRY 18.0.    
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  • Os principais índices accionistas europeus evoluíam, esta manhã, com ganhos ligeiros, depois de uma sessão negativa, esta 5ª feira, na Ásia (-0.96% no Nikkei), que prolongou o movimento de quedas observado, na véspera, nos EUA e na Europa. Ontem, o sentimento foi afectado negativamente pela divulgação de mais um registo de inflação acima do esperado no Reino Unido (10.1% YoY em Julho), que se traduziu num movimento de subida das yields da dívida pública, que prossegue esta manhã na Europa.

  • As minutas da última reunião de política monetária do Fed (divulgadas ontem) foram interpretadas pelo mercado como algo dovish. Embora seja clara a perspectiva de continuação de subida dos juros, os membros do comité de política monetária mostram-se mais cautelosos e referem que fará sentido, a certa altura, moderar o ritmo de subida das taxas directoras. O mercado interpretou isto como um possível sinal de “luz ao fundo do túnel” no processo de retirada de estímulos monetários. Ainda nos EUA, as vendas a retalho registaram uma variação mensal nula em Julho, abaixo do esperado. Mas excluindo combustíveis e automóveis subiram 0.7% MoM, sugerindo resiliência dos consumidores.

  • Nos mercados das commodities, destaca-se a subida do preço do petróleo (+1.7% no Brent, para USD 95.3/barril), interrompendo o movimento de queda da última semana, após a divulgação de stocks de crude abaixo do esperado nos EUA. Na Europa, prossegue a subida da cotação do gás natural (+1.8%), levando a variação mensal para 48.9% e a variação homóloga para 469.4%. A utility alemã Uniper (maior importadora europeia de gás russo) reportou ontem um prejuízo de EUR 12.3 mil milhões na 1ª metade do ano e admitiu que os riscos de insolvência são muito elevados.
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  • Os principais índices accionistas europeus seguiam, esta manhã, em queda (-0.44% no DAX, -0.13% no Euro Stoxx 600), com o sentimento negativo a reflectir receios de recessão, associados à elevada inflação e às perspectivas de condições monetárias e financeiras mais restritivas. A inflação do Reino Unido voltou a subir acima do esperado em Julho, de 9.4% para 10.1% YoY. A yield do Gilt a 10 anos sobe 11 bps e a libra aprecia ligeiramente face ao dólar, reflectindo perspectivas de um BoE mais agressivo na subida dos juros.

  • As yields do Treasury e Bund a 10 anos sobem 7 bps e 10 bps, respectivamente, no 2º caso para perto de 1.07%, um máximo de 3 semanas. Na Zona Euro, o crescimento do PIB do 2º trimestre foi revisto marginalmente em baixa, de 0.7% para 0.6% QoQ. A cotação do gás natural na Europa prossegue o recente movimento de subida (+4.8%), acumulando ganhos de 50.4% no último mês e 421% no último ano.

  • Ontem, a sessão foi marcada por ganhos no mercado accionista, suportados pela divulgação de resultados favoráveis de duas retalhistas americanas (Walmart e Home Depo), que aliviaram os receios de uma recessão na economia dos EUA. Hoje, merecem atenção as vendas a retalho de Julho nos EUA, que deverão exibir um abrandamento. O Fed publica as minutas da última reunião de política monetária. Na Alemanha, foi ontem conhecida a queda do indicador de confiança/expectativas ZEW em Agosto, sugerindo riscos elevados de abrandamento na 2ª metade do ano.
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  • A primeira metade de Agosto ficou marcada pela persistência de receios de recessão na economia global, apesar da divulgação de alguns indicadores económicos melhores que o esperado e de indícios de que a inflação poderá ter atingido o seu pico. Na Zona Euro, os receios de recessão continuam a ser suportados, sobretudo, pela subida dos custos do gás natural e da electricidade, num contexto marcado pela continuação da guerra da Ucrânia e por restrições ao fornecimento de gás russo. A cotação do gás natural na Europa subiu 18.8% na primeira metade do mês, levando a respectiva variação homóloga para 391%.

  • Nos EUA, o mercado de trabalho continuou a dar sinais de uma situação robusta, com uma criação de emprego forte em Julho, levando a taxa de desemprego a recuar para 3.5% da população activa e acentuando as expectativas de subidas de juros pelo Fed. Estas expectativas foram arrefecidas pelo recuo da inflação nos EUA em Julho, maior que o esperado (de 9.1% para 8.5% YoY), suportando a propensão ao risco nos mercados financeiros. Os principais índices accionistas americanos e europeus registaram ganhos na primeira metade de Agosto. No mesmo período, as yields do Treasury e Bund a 10 anos subiram cerca de 15 bps e 11 bps, respectivamente (mas com descidas nos últimos dias). O euro manteve-se relativamente estável face ao dólar, evoluindo em torno de EUR/USD 1.01-1.03.

  • Mantém-se, apesar de tudo, a expectativa de efeitos negativos da inflação elevada e da subida de juros na situação financeira e no poder de compra das famílias americanas. O Banco Central da China reduziu uma das suas taxas de juro de referência em 10 bps, sinalizando uma preocupação com a evolução da actividade económica. O Banco de Inglaterra elevou a Bank Rate em 50 bps, para 1.75%, e referiu a expectativa de uma recessão a partir do final do ano na economia do Reino Unido. 
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  • As bolsas europeias seguem esta manhã em alta, animadas pelos sinais de alívio dos preços nos EUA. Ontem foi conhecida a redução inesperada dos preços no produtor, de 0.5% MoM em Julho, muito por força do recuo do custo da energia (-9% MoM). Em termos homólogos, a inflação no produtor desceu de 11.3% para 9.8%.

  • OPEP antecipa um excesso de oferta no mercado do petróleo este trimestre, graças à revisão em baixa das perspectivas para o crescimento da procura (de 3.5% para 3.1%) e ao esperado aumento da oferta dos produtores externos à Organização. Por seu turno, a AIE antevê um aumento da procura por crude, devido à valorização do gás natural.

  • No Reino Unido, os números do PIB do 2º trimestre revelaram uma queda de 0.1% QoQ, reflectindo a diminuição do consumo privado, perante o enfraquecimento do poder de compra das famílias. Do lado da oferta, os serviços (-0.4% QoQ) foram o principal responsável pela quebra do Produto.
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  • A manhã desta 5ª feira está a ser marcada pela valorização dos principais mercados accionistas na Europa, prosseguindo o movimento de ontem, particularmente expressivo nos EUA e no sector tecnológico. Para a evolução favorável dos activos de maior risco contribuiu a descida da inflação nos EUA em Julho, ontem conhecida, gerando especulação quanto a uma possível desaceleração do ritmo de subida dos juros de referência. A Rússia retomou ontem o fornecimento de petróleo à Hungria, Eslováquia e República Checa através do oleoduto de Druzhba. O gás natural na Europa continental sobe mais de 3%, renovando máximos de 2 semanas.

  • Nos EUA, os preços no consumidor desaceleraram mais que o esperado no mês de Julho, tendo a taxa de inflação homóloga recuado de 9.1% para 8.5%. A variação de preços face ao mês anterior foi nula, tendo a queda nos combustíveis compensado o aumento observado na alimentação e despesas de habitação. Apesar de estes níveis de inflação permanecerem ainda elevados (sobretudo na alimentação), esta evolução vem aliviar a pressão sobre o Fed no sentido do aperto da política monetária, refreando as expectativas para a subida dos juros de referência.

  • As yields da dívida norte-americana dos prazos mais curtos exibiram um movimento de descida, a que corresponde uma valorização dos respectivos títulos. O dólar recuou 1.1% em termos efectivos, tendo a cotação EUR/USD regressado a valores superiores a 1.03.  
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  • Os mercados accionistas europeus apresentam variações ligeiras, sem direcção bem definida, sendo grande a expectativa em torno da divulgação dos dados de inflação no consumidor em Julho nos EUA (13h30). O sector tecnológico está a ter um desempenho negativo, tal como sucedeu ontem nos Estados Unidos, sendo de destacar o outlook desfavorável para as vendas apresentado pela Micron Technology, importante produtor de semicondutores, o que renovou os receios de ocorrência de uma recessão.

  • Nos EUA, depois da subida inesperada da taxa de inflação homóloga em Junho para 9.1%, nível mais elevado desde o final de 1981, é antecipada uma desaceleração dos preços no último mês, esperando-se uma taxa homóloga em torno de 8.7%. Os dados de hoje poderão vir a ter um impacto relevante sobre as perspectivas de actuação do Fed e as yields, em particular se se revelarem muito distantes das expectativas, num momento em que os mercados anseiam por sinais de alívio da inflação.

  • A evolução dos preços do petróleo revela uma elevada volatilidade. Por um lado, o anúncio da suspensão do fornecimento de crude russo através do braço sul do oleoduto Druzhba, que passa pela Ucrânia e serve a Hungria, a República Checa e a Eslováquia conduziu a uma subida a meio da sessão de ontem. No entanto, os preços acabaram por descer ligeiramente ontem, movimento que prossegue esta manhã, dados os receios quanto à procura futura. O barril de petróleo Brent recua, assim, para USD 95.7.
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  • Um survey do Fed de Nova Iorque revelou que as expectativas dos consumidores americanos para a inflação nos próximos 3 anos diminuíram. Não obstante, estas mantêm-se acima do target de 2% do Fed em todos os prazos, permanecendo elevados os receios quanto aos impactos das fortes pressões inflacionistas.

  • O petróleo segue em baixa, depois de a União Europeia ter apresentado uma proposta de acordo para a reimplementação de um acordo nuclear com o Irão. O documento terá, agora, de ser revisto e aprovado por Washington e Teerão. As cotações europeias de gás natural seguem igualmente em baixa, pelo 3º dia consecutivo, reflectindo os níveis mais elevados das reservas do combustível, face à média histórica para esta altura do ano

  • A Nvidia reportou um volume de receitas que desiludiu os investidores, pressionado pelo segmento de gaming, e citou os efeitos dos constrangimentos que continuam a afectar as global supply chains. No Japão, os resultados da Tokyo Electron também surgiram abaixo do esperado. Apesar da tónica mais fraca das tecnológicas, a earnings season do 2º trimestre tem-se revelado globalmente positiva. Das empresas do S&P 500 que já reportaram as contas (88% do total), 75% apresentaram resultados que superaram as expectativas do mercado
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  • Aumento de 18% YoY das exportações chinesas (em USD) em Julho, acima do esperado. Estes dados favoreceram um alargamento do excedente comercial, para um novo máximo, e vieram suportar uma atenuação dos receios quanto à deterioração da conjuntura na China, no actual contexto de arrefecimento da economia mundial.

  • Moderação das yields soberanas de longo prazo da Europa, depois das fortes subidas da passada 6ª feira, em reacção à forte criação de emprego nos EUA em Julho (+528 mil postos de trabalho, acima do esperado). A taxa de desemprego deslizou de 3.6% para 3.5% da população activa, enquanto que o aumento das remunerações médias horárias estabilizou em 5.2% YoY. Estes dados vieram reforçar as expectativas para os juros directores nos EUA, ao corroborarem o cenário de pleno emprego na economia americana. 

  • Esta semana, a política monetária americana manter-se-á no centro das atenções, com a divulgação dos números de Julho dos índices de preços consumidor e produtor (4ª e 5ª feira) nos EUA. Na Europa, merecerão atenção os números do PIB do 2º trimestre do Reino Unido (6ª), sobretudo depois de o Banco de Inglaterra ter alertado, na última semana, para a deterioração da conjuntura económica. Na earnings season do 2º trimestre, destaque para as contas da Disney, Lenovo (4ª), Deutsche Telecom e Siemens (5ª). 
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