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economia e mercados

24 Economia e Mercados

  

 

Diário

Publicação diária com os principais indicadores dos mercados financeiros (ações, obrigações, mercado monetário, taxas de câmbio, commodities) e com a análise dos principais “market movers” do dia, incluindo os indicadores de atividade económica, as decisões de política monetária e os eventos políticos mais relevantes.

Maio

  • A generalidade dos mercados accionistas europeus prossegue em alta, na manhã desta 6ª feira, liderada pelas tecnológicas e por muitos sectores cíclicos. A abertura de hoje segue-se a uma sessão de ganhos nas praças americanas, liderados pelas empresas de consumo discricionário (+4.8% no S&P 500), reflectindo a atenuação das perspectivas de arrefecimento do consumo, no actual quadro de forte aumento da inflação. A Macy’s reportou um crescimento robusto das vendas no 1º trimestre de 2022 e elevou o seu guidance para os resultados do conjunto do ano. Igualmente positivas foram as contas das cadeias Dollar General e Dollar Tree, superando as expectivas dos analistas.

  • O euro continua a recuperar terreno face ao dólar, enquanto que o iene deprecia face às divisas principais. Nos juros soberanos, as yields europeias apresentam descidas ligeiras nos prazos mais longos, depois das subidas expressivas de ontem. As expectativas para o ritmo de retirada dos estímulos monetários, pelos principais bancos centrais, permanecem no centro das atenções dos mercados, balanceando-se a necessidade de contenção da inflação com os receios de enfraquecimento da actividade económica.

  • Nas commodities, os futuros do cobre e do alumínio voltaram a fechar ontem com perdas em Londres, pressionados pelos receios de arrefecimento da actividade económica na China. O Primeiro-Ministro chinês alertou ontem para o enfraquecimento da actividade, dados os efeitos dos níveis elevados de surtos de Covid-19 e da manutenção (pelo Governo) da política de Covid-zero. Depois de 3 sessões consecutivas de perdas, assiste-se a uma inversão parcial deste movimento na manhã de hoje.
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  • Prossegue, na manhã desta 5ª feira, o movimento de valorização dos principais mercados accionistas europeus observado já ontem, e que se estendeu aos mercados norte-americanos. O sector da energia é o que apresenta maiores ganhos. Os preços do petróleo voltam a subir de forma ligeira esta manhã (para USD 114.8/barril em Londres), depois de os stocks de crude nos EUA terem diminuído mais que o esperado na última semana.

  • As minutas da última reunião da Reserva Federal americana suportaram as expectativas de um aumento rápido das taxas de juro de referência. O Fed refere que poderá elevar os juros a níveis superiores aos que o mercado antecipa (de terreno “neutral” para “restritivo”), se necessário para debelar as pressões inflacionistas. Consolidou-se, assim, a expectativa de subidas de 50 bps da taxa fed funds nas próximas duas reuniões (Junho e Julho), deixando em aberto a possibilidade de movimentos da mesma magnitude nas reuniões seguintes, se tal se justificar. Nos mercados de dívida pública, registam-se novas descidas das yields, traduzindo o receio com o impacto de uma postura restritiva da política monetária sobre o crescimento, num contexto de novos sinais de desaceleração da economia americana.

  • Nos EUA, as encomendas de bens duradouros tiveram um crescimento inferior ao esperado em Abril, de 0.4% face ao mês anterior, em que tinham crescido 0.6%. Hoje destaca-se a divulgação dos novos pedidos de subsídio de desemprego na última semana. Serão conhecidos os resultados do 1º trimestre da retalhista Macy’s.
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  • Os mercados accionistas europeus exibem variações ligeiras esta manhã, depois de a sessão de ontem ter ficado marcada principalmente por perdas, dados os receios quanto ao crescimento económico, num contexto de remoção dos estímulos monetários. Refira-se a queda de 2.3% do índice Nasdaq ontem, para a qual contribuiu o profit warning da Snap, alertando para a deterioração da conjuntura. As acções da empresa caíram 43%. A confiança dos consumidores permaneceu em níveis muito baixos em França e na Alemanha, tendo no primeiro caso atingido o nível mínimo desde 2014.

  • As yields da dívida pública registam ligeiras descidas, prolongando o movimento de ontem, que ilustra a procura por activos de menor  risco. A yield do Treasury a 10 anos recua para 2.75%, enquanto a taxa do Bund para a mesma maturidade desce para 0.95%. A actuação futura do BCE esteve ontem em destaque. O Governador do Banco da Áustria defendeu que o BCE deveria considerar uma elevação dos juros de referência de 50 bps em Julho. A Presidente Christine Lagarde e outros Governadores defenderam, contudo, uma actuação mais gradual.

  • Merece destaque, na sessão de hoje, a divulgação das minutas da última reunião de política monetária do Fed, em que foi anunciada uma subida de 25 bps da taxa de juro fed funds, para o intervalo entre 0.75% e 1%. O documento poderá trazer mais indicações quanto à actuação futura da política monetária. 
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  • Depois de duas sessões de ganhos, as principais praças europeias abriram esta terça-feira com perdas, reflectindo os receios de quebra da actividade, com a forte subida da inflação e a remoção dos estímulos monetários. Refira-se a queda das tecnológicas, depois de a Snap emitir um profit warning, que alertou para a deterioração da conjuntura macroeconómica.

  • Nos câmbios, o euro aprecia face às divisas principais. Ontem, Christine Lagarde reforçou o cenário de subida dos juros na Zona Euro, ao afirmar que estes começarão a subir em Julho e deixarão de estar em território negativo no final do 3º trimestre de  2022. Já hoje, a Presidente do BCE afastou o cenário de recessão na Zona Euro, citando os baixos níveis de desemprego e a perspectiva de boa performance do turismo nos meses de Verão. De acordo com os índices PMI, divulgados esta manhã, a economia do euro continua a apresentar uma conjuntura de crescimento em Maio, mas com sinais de moderação da actividade, reflectindo os impactos da Guerra na Ucrânia, os continuados constrangimentos nas supply chains e a descida do poder de compra.

  • No mercado obrigacionista, assiste-se a uma inversão do movimento de ontem de subida das yields soberanas. Esther George (do Fed de Kansas City) afirmou que espera que a taxa fed funds atinja os 2% em Agosto (vs. 0.75%-1% actualmente). 
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  • Tom positivo nos mercados accionistas, depois do Presidente americano Joe Biden ter afirmado que as tarifas impostas pela Administração Trump às importações de produtos chineses estão a ser revistas. O dólar deprecia em termos efectivos, após 6 semanas de ganhos, e o yuan chinês aprecia para USD/CNY 6.674. Nas praças asiáticas, o Nikkei 225 valorizou 1% no Nikkei 225 e o Shanghai Composite fechou flat. Pequim continua a reportar números elevados de novos casos de Covid-19, mantendo elevados os receios de quebra da actividade na China.

  • Subida ligeira das yields soberanas. A marcar o sentimento no mercado permanecem os receios de abrandamento da economia americana, perante a subida da inflação e a atitude mais restritiva da política monetária do Fed. Neste sentido, destacamos a divulgação, na 4ª feira, das minutas da última reunião do comité de política monetária do Fed.

  • Esta semana, merece referência a divulgação (amanhã) dos índices PMI de Maio para a Zona Euro, Alemanha, França, EUA e Reino Unido. Já esta manhã, o índice IFO de clima empresarial na Alemanha revelou uma subida inesperada em Maio, de 91.8 para 93 pontos, sobretudo explicada pela melhoria da componente de avaliação da actual conjuntura. Esta tarde, o Eurogrupo reunir-se-á para debater as respostas aos riscos económicos que se colocam à união monetária. Na 6ª feira, nota para a votação final global do OE 2022 em Portugal.
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  • Os mercados accionistas europeus apresentam ganhos expressivos esta 6ª feira, superiores a 1% na maioria dos índices de referência. Trata-se de um movimento de recuperação face às quedas sofridas nas últimas sessões, que deverão conduzir, apesar da evolução positiva de hoje, a uma semana negativa para os activos de maior risco, e de elevada volatilidade. Já hoje, foi conhecida a subida dos preços no produtor na Alemanha, para 33.5% em termos homólogos em Abril, um novo máximo, que ilustra o impacto do agravamento dos custos de energia para as empresas. Na China, o Banco Central reduziu em 15 bps a loan prime rate a 5 anos.

  • As minutas da última reunião do BCE revelaram que os participantes reiteraram que o programa de compra de activos deverá terminar no 3º trimestre, apontando-se a reunião de Junho como o momento em que o BCE deverá discutir a forward guidance relativa à alteração dos juros de referência (sinalização das condições para o 1º movimento de subida). No essencial, o documento mantém em aberto a possibilidade – esperada pelo mercado – de uma 1ª subida da taxa da facilidade de depósito em 25 bps na reunião de Julho. 

  • Destacou-se, ontem, para a economia norte-americana, a subida do número de novos pedidos de subsídio de desemprego na última semana, para o valor mais elevado em 16 semanas. Por seu turno, o índice Philadelphia Fed caiu em Maio de forma acentuada para o valor mais baixo dos últimos 2 anos, sinalizando uma nova desaceleração da indústria. Esta tarde, será divulgado o índice de confiança dos consumidores apurado pela Comissão Europeia para a Zona Euro no mês de Maio.
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  • Assiste-se esta manhã a uma desvalorização expressiva dos mercados accionistas europeus, após as quedas observadas já ontem, particularmente acentuadas nos EUA (-4.7% no Nasdaq e -3.6%, no Dow Jones). Para o sentimento negativo contribuiu a divulgação de resultados decepcionantes no sector do retalho, traduzindo os efeitos das pressões inflacionistas nas despesas de consumo e na rentabilidade das empresas. A subida da inflação no Reino Unido, para 9% YoY, um máximo desde 1982, marcou também a sessão de ontem, gerando receios de estagflação.  

  • Nos mercados de dívida pública, registam-se ligeiras descidas das yields na Europa e nos EUA, prosseguindo o movimento de ontem, que reflecte a expectativa de um possível abrandamento da actividade económica. Neste contexto, as taxas do Treasury e do Bund a 10 anos situam-se em 2.85% e 0.95%, respectivamente. Também na periferia da Zona Euro se assiste a uma descida de taxas, com a da Obrigação do Tesouro português a 10 anos em 2.12%.

  • Merece destaque, hoje, a publicação das minutas da última reunião de política monetária do BCE, que poderão trazer mais indicações acerca do debate em curso no seio da instituição sobre a sua actuação futura. A inflação homóloga na Zona Euro em Abril foi revista marginalmente em baixa, da estimativa inicial de 7.5% para 7.4%, igualando o registo de Março. Tal constitui, ainda assim, um máximo desde a criação da união monetária.
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  • As principais praças accionistas europeias apresentam perdas ligeiras na manhã desta 4ª feira, após a subida registada na sessão de ontem. Jerome Powell defendeu que o Fed irá prosseguir a actual subida dos juros de referência até que haja sinais claros e convincentes de que a inflação esteja a descer para os valores desejados. No Reino Unido, a inflação homóloga ascendeu a 9% em Abril, um novo máximo desde 1982, o que está a penalizar a libra, dados os receios acrescidos de estagflação. A economia do Japão sofreu uma contracção de 1% em termos anualizados no 1º trimestre.

  • O Governador do Banco dos Países Baixos, Klaas Knot, juntou-se ontem aos membros do BCE que já defenderam uma primeira subida dos juros de referência no mês de Julho, tendo mesmo sugerido a possibilidade de esse movimento ser de 50 bps, tendo em conta a evolução da inflação. Villeroy de Galhau, Governador do Banco de França, alertou para o risco de a depreciação do euro dificultar os esforços do BCE na redução dos níveis de inflação. Este conjunto de comentários conduziu a uma recuperação do euro na sessão de ontem, regressando a níveis superiores a EUR/USD 1.05.

  • Os preços do petróleo sobem hoje – o barril de Brent ascende a USD 112 (+1.5%) –, acompanhando a expectativa de incremento da procura, com o alívio de algumas das restrições à actividade na China. Por outro lado, embora não tenha ainda sido aprovado pela UE um novo pacote de sanções à Rússia que contemple o embargo de importações de petróleo, há a expectativa de que tal possa vir a ocorrer em cimeira agendada para os dias 30 e 31.
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  • A manhã desta terça-feira está a ser de ganhos moderados nos principais índices accionistas da Europa. A favorecer o recuo da aversão ao risco está a melhoria das perspectivas para a economia chinesa depois de as medidas de confinamento em Shanghai terem começado a ser aliviadas. Na Ásia, a sessão foi igualmente de ganhos para as acções. No mercado obrigacionista, as yields soberanas retomaram o movimento ascendente.

  • Dados divulgados esta manhã voltaram a sinalizar a perda de poder de compra das famílias britânicas, com as remunerações médias semanais (excluindo bónus) a acelerarem para 4.2% YoY no 1º trimestre de 2022, mas a ficarem ainda assim abaixo da inflação média do período (6.1% YoY). Não obstante, se incluirmos os bónus, as remunerações aceleraram mais que o esperado, para 7% YoY, superando a inflação.

  • Nos EUA, foi conhecida a queda do índice Empire Manufacturing em Maio, de 24.6 para -11.6 pontos, sinalizando uma contracção da actividade industrial na região de Nova Iorque. Esta é explicada, sobretudo, por uma quebra nas encomendas e carregamentos. As componentes de preços (custos e pagos) recuaram, depois de terem atingido máximos em Abril, mas permaneceram em níveis elevados, em linha com o aumento das pressões inflacionistas. O Chair do Fed discursará hoje, mantendo a economia americana em foco.
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  • Os principais índices accionistas europeus iniciam a semana a desvalorizar (-0.12% no Euro Stoxx 600), reflectindo receios sobre o crescimento económico global. Para esta evolução contribuem as quedas homólogas de 11.1% e 2.9%, respectivamente, nas vendas a retalho e produção industrial da China, em Abril, em ambos os casos registos muito piores que o esperado.

  • O petróleo (Brent) recua 1.5%, para USD 109.9/barril. Em contraste, o preço do trigo sobe 5.1%, acumulando um ganho semanal de 13.4%, depois de a Índia ter restringido as exportações deste cereal, acentuando a percepção de escassez das commodities alimentares. O dólar aprecia 0.18% em termos efectivos, evoluindo em torno de EUR/USD 1.041 face ao euro. Esta semana, merece atenção a divulgação das vendas a retalho de Abril nos EUA e Reino Unido, bem como a confiança dos consumidores de Maio na Zona Euro. No Japão, deverá ser conhecida uma contracção do PIB no Q1 2022.

  • Espera-se ainda a divulgação de uma subida da inflação (IPC) do Reino Unido em Abril, de 7% para 9% YoY e uma desaceleração dos preços no produtor na Alemanha. A partir de 4ª feira, terá lugar uma reunião das economias do G7. Hoje, a CE actualiza as suas previsões económicas. A evolução da política monetária continuará em foco esta semana, com os mercados atentos a diversas declarações de responsáveis do Fed, Banco de Inglaterra e BCE, com este último particularmente em foco, procurando-se sinais sobre os próximos passos na retirada de estímulos monetários e a eventual confirmação de uma 1ª subida de juros em Julho.
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  • A volatilidade mantém-se elevada nos mercados. Depois de uma sessão de perdas, os principais índices accionistas europeus regressam aos ganhos, com o recuo dos receios de mais agressividade na retirada de estímulos por parte do Fed. Na base está a sinalização, por Jerome Powell, de que a autoridade monetária americana deverá continuar a subir os juros directores em 50 bps, nas próximas duas reuniões. Com estas declarações, Powell afasta, assim, um cenário de subidas de 75 bps.

  • Recuo do dólar em termos efectivos, depois da apreciação de quase 1% registada ontem. O euro recupera terreno, enquanto que o iene recua face às divisas principais, reflectindo também um alívio da aversão ao risco. No mercado obrigacionista, as yields soberanas retomam o movimento de subida, sobretudo nos prazos mais longos.

  • Os números de Abril dos preços no produtor nos EUA revelaram uma moderação apenas ligeira das pressões inflacionistas, tal como já tinha sido conhecido para o IPC. A taxa de inflação homóloga na produção recuou de 11.5% para 11%, com a medida core a descer de 9.6% para 8.8%. Hoje serão conhecidos os preços de Abril na exportação e importação nos EUA.
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  • Os mercados accionistas europeus sofrem perdas significativas na manhã desta 5ª feira, invertendo o movimento de recuperação ontem observado. Para esta evolução estão a contribuir os receios em torno da inflação nos EUA e do impacto da subida dos juros necessária para a combater. O sector tecnológico norte-americano foi já ontem particularmente penalizado, tendo o índice Nasdaq caído 3.2%. O dólar intensificou o seu movimento de apreciação, atingindo um máximo dos últimos 5 anos face ao euro (EUR/USD 1.044). Por seu turno, a economia do Reino Unido registou uma contracção em Março (de 0.1% face a Fevereiro).

  • Os dados de inflação nos EUA referentes a Abril revelaram uma subida dos preços ligeiramente superior ao esperado, de 0.3% face ao mês anterior, o que conduziu a uma descida menos expressiva que o esperado da taxa homóloga, de 8.5% para 8.3%. A inflação core (que exclui as componentes de energia e alimentação não processada) foi de 0.6%, acelerando de 0.3% no mês anterior; em termos homólogos, desceu de 6.5% para 6.2%. Serão hoje conhecidos os preços no produtor em Abril.

  • A Presidente do BCE, Christine Lagarde, admitiu ontem, de uma forma mais clara, que os juros de referência na Zona Euro poderão subir em Julho. Lagarde afirmou que o BCE irá primeiro terminar o programa de compra de activos, o que, com base nos dados conhecidos, espera que ocorra no início do 3º trimestre. A primeira subida dos juros de referência “pode ocorrer algum tempo depois do fim do programa”, referindo que tal “pode significar um período de apenas algumas semanas”.
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  • Os mercados accionistas europeus avançam na manhã desta 4ª feira, prolongando o movimento de recuperação de ontem, após as fortes quedas das sessões anteriores. O mercado accionista chinês valoriza também esta 4ª feira, favorecido por uma diminuição do número de casos de Covid-19. Na sessão de hoje, destacar-se-á a divulgação dos dados de inflação no mês de Abril nos Estados Unidos. É esperada uma descida da taxa homóloga, de 8.5% para cerca de 8%, o que se terá ficado a dever essencialmente a factores estatísticos de base.

  • As yields da dívida pública nos EUA e na Europa prosseguem o movimento de descida iniciado na 2ª feira. Destaque-se a intervenção de John Williams, Presidente do Fed de Nova Iorque, manifestando confiança no controlo da inflação por parte do Fed, mantendo ao mesmo tempo a actividade robusta. A yield do Treasury a 10 anos desce para 2.94% esta manhã, enquanto a do Bund para a mesma maturidade recua para 0.98%.

  • O índice ZEW de expectativas para a economia alemã melhorou em Maio, de -41 para -34.3 pontos, sinalizando um outlook menos pessimista para a maior economia europeia. A avaliação da situação actual revela, pelo contrário, uma nova queda, para o nível mais baixo do último ano, penalizada pelo impacto esperado das restrições impostas à actividade na China, associadas à política de “Covid zero”, bem como pela antecipação de subidas dos juros de referência pelo BCE.
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  • A manhã desta terça-feira está a ser de subidas moderadas nos principais índices accionistas europeus, espelhando uma moderação do sentimento negativo dos investidores, depois do forte incremento da aversão ao risco que caracterizou as últimas sessões. O generalista Euro Stoxx 600 valoriza 1% esta manhã, após uma queda acumulada de 6.4% nas últimas 4 sessões. As subidas são lideradas pelos sectores cíclicos, como a indústria e empresas de consumer discretionary. Nota, também, para a recuperação das tecnológicas.

  • No mercado obrigacionista, a curva de rendimentos americana abriu o dia com subidas ligeiras, mas já retomou o movimento de descidas de ontem. Na Europa, as yields soberanas registam descidas, que prolongam também os movimentos de ontem. Loretta Mester (do Fed de Cleveland), Raphael Bostic (Atlanta) e John Williams (Nova Iorque) farão hoje intervenções públicas, mantendo a política monetária americana em foco.

  • Apesar da estabilização dos mercados esta manhã, as atenções dos investidores permanecem centradas nas perspectivas para a evolução da política monetária e para a subida da inflação nas principais economias, bem como sobre os riscos que estas colocam à actividade económica. Neste sentido, aguarda-se com expectativa a divulgação, amanhã, da inflação de Abril nos consumidores dos EUA. Em Portugal, nota para a realização de um Conselho de Ministros extraordinário, para aprovar o “pacto ibérico”.
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  • A semana inicia-se com um tom negativo no mercado accionista (quedas de 2.5% no Nikkei e de 1.2% no Euro Stoxx 600), reflectindo preocupações com a inflação, a subida dos juros e a desaceleração da actividade económica. Na China, as exportações cresceram 3.9% YoY em Abril, depois de um registo de 14.7% em Março, enquanto as importações estagnaram (0% YoY), após queda de 0.1% no mês anterior.

  • O petróleo e os metais industriais recuam com a deterioração de expectativas de crescimento (-0.45% no Brent, para USD 111.9/barril, e -2.4% no cobre). O dólar aprecia 0.49% em termos efectivos, continuando a beneficiar do ambiente de aversão ao risco e do diferencial de juros favorável aos EUA. A yield do Treasury a 10 anos sobre 5 bps, para 3.2%, enquanto a rendibilidade do Bund no mesmo prazo sobe perto de 1 bp, para 1.144%.

  • Esta semana, espera-se a divulgação, nos EUA, do primeiro recuo da inflação (IPC) em 8 meses, de 8.5% para 8.1% YoY. No Reino Unido, o crescimento do PIB deverá ter recuado no 1º trimestre de 2022, de 1.3% para 0.9% QoQ. Os receios de desaceleração da actividade económica deverão também ser expressos, esta semana, pelas descidas do indicador de confiança dos consumidores nos EUA e do índice ZEW de sentimento económico na Alemanha.
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  • Os mercados accionistas europeus continuam com tónica negativa, reflectindo os receios com a inflação e o risco que esta coloca à actividade económica. Ontem foi conhecida a maior queda da produtividade nos EUA desde 1947 (-7.5% QoQ no Q1 2022), a par de um aumento de 11.6% QoQ dos custos unitários do trabalho. Estes resultados aumentaram ainda mais a expectativa em torno da divulgação, esta tarde, do relatório de Abril do mercado de trabalho dos EUA, ao reforçarem o cenário de restritividade sinalizada pelas empresas e pelos dados do emprego dos últimos meses.

  • O Banco de Inglaterra (BoE) elevou a bank rate de 0.75% para 1%, um máximo desde 2009, para conter a inflação. Embora a elevação dos juros já fosse amplamente antecipada pelo mercado, o tom pessimista revelado pelo Governador Bailey pressionou em baixa o sentimento dos investidores, fomentando um recuo da libra esterlina (-1.4% vs EUR e -2.1% vs USD) e uma descida das yields  (-9 bps nos 2Y), que prosseguem esta manhã. Para o BoE, a inflação na economia britânica deverá atingir os dois dígitos em Outubro, o que pressionará a actividade económica.

  • Olli Rehn, um dos membros mais dovish do Conselho de Governadores do BCE, defendeu que a autoridade monetária deveria elevar a taxa de facilidade de depósitos (actualmente em -0.50%), a partir de Julho, de modo a trazê-la para 0% no Outono. Anteriormente, Isabel Schnabel já tinha defendido uma elevação dos juros directores a partir de Julho. Luis de Guindos, por seu turno, defende que o referido cenário de subida das taxas benchmark em Julho é possível, mas que não é provável. 
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  • Os mercados accionistas europeus apresentam ganhos expressivos na manhã desta 5ª feira. Para a melhoria de sentimento dos investidores está a contribuir o tom do discurso do Fed na reunião de ontem. Tal como esperado, a autoridade norte-americana elevou a taxa de juro fed funds em 50 bps, para o intervalo entre 0.75% e 1%. Anunciou também que iniciará em Junho o processo de redução do seu balanço. Jerome Powell reiterou que a inflação continua a níveis muito altos, sinalizando novas subidas de 50 bps nas próximas reuniões. Afastou, contudo, a possibilidade de subidas mais agressivas (i.e. de 75 bps). A expectativa do Fed é a de que a inflação venha a moderar-se ao longo dos próximos meses.

  • O Banco de Inglaterra deverá hoje anunciar uma subida da Bank rate em 25 bps, para 1%, a quarta consecutiva. Apesar dos crescentes sinais de desaceleração da actividade, o agravamento da inflação (7% em Março, em termos homólogos) deverá conduzir a tal decisão.

  • As encomendas dirigidas à indústria alemã sofreram uma forte queda de 4.7% no mês de Março, penalizadas pela incerteza gerada pela guerra na Ucrânia, pelas perturbações nas cadeias de distribuição e subida de preços da energia. As vendas a retalho na Zona Euro recuaram 0.4% no mês de Março. Esta evolução reflectirá o efeito do aumento da inflação, com impacto desfavorável sobre o poder de compra das famílias, uma vez que os dados são apurados em termos reais, e a deterioração do sentimento com o conflito na Ucrânia. 
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  • Os mercados accionistas europeus registam perdas ligeiras esta manhã, na expectativa da reunião do Fed, que deverá anunciar uma subida da taxa de juro fed funds de 50 bps, para o intervalo entre 0.75% e 1%. Merecerão especial atenção quaisquer indicações acerca da magnitude de futuras subidas e do processo de redução do balanço do Fed. Os mercados permanecem também muito atentos aos desenvolvimentos da guerra na Ucrânia. A Comissão Europeia propôs um 6º conjunto de sanções a impor à Rússia, que inclui a suspensão gradual das importações de petróleo ao longo dos próximos 6 meses. Os preços do petróleo sobem esta manhã cerca de 3%, para USD 108.30 no caso do Brent. Também o gás natural avança 3%, para EUR 103/MWh.

  • As exportações da Alemanha recuaram 3.3% em Março, com este movimento liderado pela queda de 63% das vendas à Rússia (de 63% no mês), reflectindo o efeito das sanções. Na Zona Euro, os preços no produtor aumentaram 5.3% MoM em Março, elevando a variação homóloga de 31.5% para 36.8%. A subida de preços na produção continua a ser liderada pela energia, onde se registou um agravamento de 104.1% em termos homólogos.

  • O rublo ganhou cerca de 4% ontem, movimento que prossegue hoje (para USD/RUB 64.4, máximo dos últimos 2 anos), depois de ter sido conhecido o pagamento, por parte da Rússia, de USD 649 milhões referentes aos cupões de duas obrigações denominadas em dólares, um dia antes de terminar o período de carência de 30 dias (o vencimento tinha ocorrido a 4 de Abril). A notícia favoreceu o mercado accionista russo, tendo o índice MOEX ganho ontem 2.6%. Contudo, regista hoje perdas devido às novas sanções da UE. 
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  • O banco central australiano aumentou os juros de referência em 25 bps, acima do esperado, para 0.35%. O Governador declarou, ainda, que prevê que sejam necessárias subidas adicionais de juros nos próximos meses, mas garantiu que tudo dependerá da evolução dos principais indicadores de actividade. O mercado reagiu com uma apreciação do dólar australiano e com subidas de 13.5 bps da yield soberana a 10Y e de 20 bps na taxa dos títulos a 2Y. No mercado obrigacionista europeu, assiste-se a um claro movimento de elevação das yields soberanas, que levou a taxa do Bund a 10Y a atingir 1% pela primeira vez desde 2015. Nos EUA, a taxa do Treasury a 10Y superou ontem os 3%, pela primeira vez desde 2018.   

  • Nas commodities, os cereais seguem relativamente estáveis, depois de ontem o milho ter tombado 1.2% e de a soja ter caído 2.3%. A pressionar as cotações dos cereais esteve a previsão de chuvas nos EUA (que melhora as perspectivas para a oferta) e a manutenção de restrições à actividade anti-Covid na China (que reduz as perspectivas para a procura).

  • O índice americano ISM Manufacturing caiu inesperadamente em Abril, de 57.1 para 55.4 pontos, com o alívio da componente de preços pagos (de 87.1 para 84.6) e descidas nas componentes de emprego no sector (de 56.3 para 50.9) e de novas encomendas (de 53.8 para 53.5). O relatório sinaliza uma moderação da procura por bens e um alívio aos constrangimentos que têm afectado as supply chains.
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  • Com o volume de transacções no mercado accionista reduzido devido a feriados no Reino Unido e na China, os principais índices europeus registam, esta 2ª feira, perdas em torno de 0.75%-1.25%, reflectindo receios sobre o crescimento económico global. Na China, os PMIs de Abril recuaram abaixo dos 50 pontos, sugerindo uma contracção da actividade. Na Alemanha, as vendas a retalho recuaram em Março, contrariando uma expectativa de recuperação. As yields do Treasury e Bund a 10 anos seguem relativamente estabilizadas e o euro deprecia 0.2% face ao dólar, para EUR/USD 1.053. O petróleo (Brent) desvaloriza 2.7%, para USD 105.7/barril, e o gás natural na Europa recua 3.9%.   

  • Esta semana, o Fed deverá subir os juros de referência em 50 bps, para 0.75%-1%. O maior interesse da reunião prende-se com a mensagem que o Fed irá passar sobre os próximos passos na retirada de estímulos (esperamos outra subida de 50 bps na reunião de 15 de Junho). Na 5ª feira, esperamos que o Banco de Inglaterra eleve a bank rate em 25 bps, para 1%, respondendo também – embora de forma mais contida – às pressões inflacionistas.

  • Na Zona Euro, o indicador de sentimento económico (a divulgar já esta manhã) deverá ter registado um ligeiro recuo em Abril, sobretudo com uma queda da confiança na indústria, mitigada pela estabilização ou ligeira recuperação da confiança dos consumidores, depois da queda a pique em Março. Nos EUA, os ISM deverão, esta semana, sugerir uma ligeira aceleração da actividade na indústria e serviços, em Abril. Na 6ª feira, deverá ser divulgada mais uma criação de emprego robusta no mês passado na economia americana, permitindo a manutenção da taxa de desemprego em 3.6%. Na frente geopolítica, esperam-se notícias sobre o embargo às importações de petróleo russo.
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Abril

  • Os mercados accionistas europeus prosseguem esta manhã o movimento de valorização das duas últimas sessões, impulsionados pelo tom favorável dos resultados empresariais apresentados. Os ganhos são liderados pelo sector tecnológico, depois de já ontem o índice Nasdaq ter registado um avanço de 3.1%. Na China, o índice Shanghai Composite valorizou 2.4%, depois de as autoridades terem mais uma vez reiterado que suportarão o crescimento.

  • O PIB da Zona Euro cresceu 0.2%, em ligeira desaceleração face ao registo de 0.3% do trimestre anterior. A economia alemã cresceu 0.2% (após a queda de 0.3% no final de 2021), graças à expansão do investimento. Por seu turno, a França estagnou, após um crescimento de 0.8% no 4º trimestre de 2021, tendo-se observado uma contracção do consumo privado. A economia portuguesa acelerou, de 1.7% para 2.6% no 1º trimestre. No plano dos preços, a inflação homóloga na Zona Euro subiu de 7.4% para 7.5% no mês de Abril. Sublinhe-se a subida da inflação core de 2.9% para 3.5%.

  • O PIB dos EUA caiu 1.4% em termos anualizados no 1º trimestre, o que contrasta com a expectativa de um crescimento em torno de 1%, e ocorre após a forte expansão de 6.9% do trimestre anterior. Foram essencialmente o comércio externo e a variação de existências que contribuíram para a quebra do PIB, algo que poderá ser revertido já no 2º trimestre. O deflator core das despesas de consumo privado aumentou 5.2% no trimestre, também em termos anualizados. 
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  • A manhã desta 5ª feira está a ser marcada por ganhos expressivos dos mercados accionistas europeus. Para tal evolução estará a contribuir o tom positivo dos resultados do 1º trimestre apresentados por diversas empresas. Os resultados do Barclays superaram as expectativas. Ontem, tinham-se destacado os bons resultados da Mercedes-Benz e do Deutsche Bank. Nos EUA, a Meta apresentou resultados superiores ao esperado. Em Espanha, a inflação homóloga desceu de 9.8% para 8.4% em Abril, embora a nível core tenha subido, de 3.4% para 4.4%.

  • No plano cambial, intensificou-se o movimento de avanço do dólar, que se encontra, em termos efectivos, aos níveis mais elevados desde Janeiro de 2017. Para tal evolução contribui a expectativa de elevação dos juros de referência pelo Fed, bem como o estatuto de activo de refúgio da divisa norte-americana. O euro recuou para os níveis mais baixos desde Abril de 2017, aproximando-se de EUR/USD 1.050. O iene atingiu a barreira de USD/JPY 130 pela primeira vez desde Abril de 2002, depois de o Banco do Japão ter reafirmado o seu compromisso com a manutenção das yields da dívida japonesa a níveis baixos. Na Suécia, o Banco Central elevou a taxa de juro de referência de 0% para 0.25%.

  • Destaca-se hoje a divulgação da 1ª estimativa de crescimento do PIB dos EUA no 1º trimestre, sendo esperada uma desaceleração de 6.9% para cerca de 1% em termos trimestrais anualizados. Destaque, ainda, para a estimativa de inflação de Abril na Alemanha e para o índice de confiança dos consumidores na Zona Euro. Serão hoje divulgados os resultados do 1º trimestre da Apple, Amazon, Mastercard, Eli Lilly, Merck, Intel, McDonald's, Caterpillar e Twitter.
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  • A manhã desta 4ª feira está a ser marcada por perdas nos mercados accionistas, que prosseguem, assim, o movimento de ontem, motivado em grande medida pela incerteza em torno do outlook para a actividade económica. Merece destaque a suspensão, esta 4ª feira, por parte da Rússia, do fornecimento de gás natural à Polónia e à Bulgária, concretizando-se uma ameaça que vinha sendo formulada, por estes países não terem procedido ao pagamento das importações em rublos. Trata-se de mais um passo na escalada das retaliações da Rússia. Os preços do gás natural na Europa sobem esta manhã mais de 10%, o que sucedera já ontem, para um máximo de 3 semanas, de EUR 117/MWh.

  • A escalada das retaliações por parte da Rússia afecta assim, o sentimento dos investidores, conduzindo a perdas nos mercados accionistas europeus e a uma nova depreciação do euro, que atingiu o nível mais baixo desde 2017, situando-se em torno de EUR/USD 1.060. Na China, o índice Shanghai Composite valorizou 2.5%, favorecido por novas manifestações de compromisso com o apoio à economia por parte das autoridades. Os resultados da Alphabet e da Texas Instruments ficaram aquém do esperado, gerando alguma apreensão quanto à evolução futura dos mercados accionistas. O índice Nasdaq perdeu ontem 4%.

  • Nos EUA, as encomendas de bens duradouros cresceram 0.8% em Março face ao mês anterior. Este desempenho ficou um pouco abaixo do esperado; contudo, as encomendas de bens de capital excluindo os de defesa e aeronáutica, medida que é usada como proxy das intenções de investimento das empresas, cresceu 1% no mês. 
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  • Os mercados accionistas europeus apresentam ganhos moderados na manhã desta terça-feira, reflectindo uma melhoria de sentimento após o Banco Central da China ter reiterado o seu compromisso com o apoio à actividade e a manutenção de uma elevada liquidez. Anunciou a descida do rácio de reservas obrigatórias nos depósitos em moeda estrangeira, de 9% para 8%, visando estabilizar o renminbi. Verifica-se, assim, uma recuperação após as quedas de ontem das bolsas europeias, motivadas pelos receios de uma subida agressiva dos juros pelo Fed e pelo agravamento da situação pandémica na China (em particular, pelos receios de que Pequim possa vir a entrar em confinamento).

  • O dólar prossegue um movimento de apreciação, situando-se esta manhã em EUR/USD 1.068. Esta apreciação do dólar face ao euro, para um novo mínimo da moeda única dos últimos 2 anos, deve ser destacada, uma vez que ocorre apesar dos resultados da 2ª volta das eleições presidenciais francesas, que poderiam ter dado um impulso à moeda única. De facto, a vitória de Emmanuel Macron (com 58.5% dos votos) sobre Marine Le Pen (41.5%) afastou o risco de grande incerteza que uma Presidência Le Pen representaria para a UE.

  • Merece destaque, esta semana, a divulgação da estimativa de crescimento da economia norte-americana no 1º trimestre (5ª feira), e da Zona Euro e suas principais economias (na 6ª). É esperada uma desaceleração dos EUA de 6.9% para cerca de 1% em termos trimestrais anualizados, enquanto a Zona Euro poderá ter mantido um crescimento trimestral de 0.3%. Refira-se, também, hoje, a divulgação do índice de confiança dos consumidores americanos apurado pelo Conference Board para o mês de Abril. No âmbito da earnings season, será uma semana intensa de publicação de resultados do 1º trimestre, dos quais se destacam a Microsoft, Alphabet, General Electric, Mondelez, 3M, General Motors (hoje).
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  • Jerome Powell defendeu que o Fed deverá acelerar a retirada dos estímulos, para conter o aumento da inflação e enfrentar a restritividade patente no mercado do trabalho. O mercado reagiu com um prolongamento da trajectória de subida das yields dos Treasuries, que tem sido dominante nas últimas semanas, levando os 2Y a avançar 11 bps na sessão de ontem. A tendência prossegue esta 6ª feira. Nos câmbios, o dólar prossegue em máximos de 2020.

  • No mercado accionista, a perspectiva de retirada dos estímulos de política monetária continua a pressionar a evolução dos principais índices. O mercado reage, também, à earnings season.

  • Os índices PMI sinalizam melhorias ao nível do sector dos serviços na Zona Euro em Abril, favorecidas pelo alívio das restrições anti-Covid e pela recuperação na procura. Na indústria, os índices PMI sugerem uma moderação da actividade mais suave que a prevista. O sector enfrenta um arrefecimento ao nível da produção, com o segmento automóvel a ser dos mais afectados. Nota para a 2ª volta das eleições presidenciais francesas, que decorrerá este Domingo. Macron segue à frente das sondagens, mas por margem estreita. Uma vitória de Le Pen tenderia a penalizar o euro e introduziria um elemento de incerteza adicional ao outlook, dada a sua postura eurocéptica.
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  • A manhã desta 5ª feira está a ser marcada por ganhos ligeiros dos principais mercados accionistas europeus, permanecendo os investidores muito atentos aos desenvolvimentos da guerra na Ucrânia. Refira-se a descida, ontem, do preço do gás natural na Europa continental para os níveis mais baixos desde o início da guerra na Ucrânia, de EUR 94/MWh. O debate televisivo de ontem entre Emmanuel Macron e Marine Le Pen não terá levado a uma alteração relevante das intenções de voto, apontando as sondagens feitas já posteriormente para uma vantagem de Macron de cerca de 12 pontos percentuais.

  • As yields da dívida pública norte-americana e europeia retomam hoje um movimento de subida, ascendendo a 2.87% e a 0.91% nos EUA e na Alemanha, na maturidade de 10 anos. O Vice-Presidente do BCE, Luis de Guindos, defendeu já hoje que o BCE deverá terminar o seu programa de aquisição de dívida no mês de Julho, possibilitando um primeiro movimento de subida da taxa da facilidade de depósito ainda nesse mês ou, alternativamente, em Setembro. O mercado antecipa neste momento três subidas de 25 bps até ao final do ano da taxa da facilidade de depósito, que se encontra em -0.5%.

  • Destaque-se, na sessão de hoje, a divulgação, na Zona Euro, do índice de confiança dos consumidores em Abril e, nos EUA, do índice Philadelphia Fed para Abril e do número de pedidos de subsídio de desemprego da passada semana. Serão hoje divulgados os resultados do 1º trimestre pela AT&T e Philip Morris. 
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  • Os mercados accionistas europeus apresentam ganhos ligeiros na manhã desta 4ª feira. A impulsionar o sentimento destaque-se o bom crescimento de vendas da Danone e os bons resultados da ASML, produtora de semicondutores. Pelo contrário, nos EUA, a Netflix anunciou ontem uma perda de 200 mil subscritores no 1º trimestre. As vendas de automóveis na UE caíram em Março pelo 9ª mês consecutivo, ilustrando o impacto das perturbações nas cadeias de produção. Os preços no produtor na Alemanha tiveram um crescimento homólogo de 30.9% em Março, um novo máximo. Refira-se que a yield do Treasury a 10 anos em termos reais regressou ontem a terreno positivo pela 1ª vez desde Março de 2020. Destaque-se, esta noite, o debate televisivo entre Emmanuel Macron e Marine Le Pen.

  • O FMI reviu em baixa a perspectiva para o crescimento da economia global este ano de 4.4% para 3.6%, devido sobretudo ao impacto da invasão da Ucrânia pela Rússia e também aos novos confinamentos implementados na China (cujo crescimento é visto agora em 4.4%, vs. 4.8%). Os EUA deverão crescer 3.7% e a Zona Euro 2.8%. A inflação deverá revelar-se mais persistente (5.7% nas economias avançadas e a 8.7% nas emergentes em 2022). O FMI vê estas previsões sujeitas a riscos negativos.

  • O iene atingiu ontem um novo mínimo face ao dólar desde Maio de 2002 (USD/JPY 129), apesar dos comentários do Ministro das Finanças, que voltou a considerar indesejáveis movimentos bruscos da moeda. A queda do iene (5% desde o início de Abril) acompanha a diferença crescente entre as yields americanas e as japonesas, que permanecem a níveis muito baixos, dada a expectativa de continuação de uma política muito expansionista pelo Banco do Japão. O iene recupera hoje ligeiramente, para USD/JPY 128.6.
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  • Os mercados europeus regressam dos feriados da Páscoa com descidas nos principais índices accionistas, pressionadas pelos receios de intensificação da ofensiva russa no Donbass e, uma vez mais, pela expectativa de retirada mais agressiva dos estímulos monetários nas principais economias. Na Ásia, a sessão foi mista, no rescaldo das novas medidas de suporte à actividade, anunciadas pelo banco central da China.

  • No mercado obrigacionista, prossegue o movimento de subida das yields soberanas da Europa, mais intenso nos prazos médios. Ontem, James Bullard, do Fed de St. Louis, defendeu ontem que a autoridade monetária americana precisa de acelerar a subida da taxa fed funds para 3.5% este ano, o que implicaria sucessivos incrementos de 50 bps.

  • O Banco Mundial reduziu a sua previsão de crescimento da economia mundial, de 4.1% para 3.2% este ano (vs. 5.7% em 2021). A deterioração das perspectivas foi mais intensa nas regiões da Europa e Ásia Central, muito por força da Guerra na Ucrânia. Hoje será a vez de o FMI publicar o update ao seu World Economic Outlook. Prevê-se que o Fundo tenha revisto em baixa as previsões de crescimento do PIB para as principais economias. Na earnings season, destaque para os resultados da IBM, Johnson&Johnson e Netflix.
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  • O PIB da China cresceu 1.3% QoQ no 1º trimestre de 2022, em desaceleração face ao registo de 1.5% observado no trimestre anterior. Embora acima do esperado, esta evolução traduz o agravamento da situação pandémica nos últimos meses e a adopção de uma política de Covid-zero, forçando a imposição de restrições à actividade económica. O arrefecimento da procura interna chinesa é sinalizada pela queda de 3.5% YoY nas vendas a retalho em Março (mais forte que o esperado). Em termos homólogos, o PIB da China cresceu 4.8%, depois de 4% YoY no Q4 2021.

  • Os mercados financeiros estarão encerrados esta 2ª feira nas principais economias europeias, por ocasião da 2ª feira de Páscoa. De registar, contudo, a subida da yield do Treasury a 10 anos, de cerca de 4 bps, para 2.866%, e a apreciação do dólar em termos efectivos (+0.27%). Face à divisa americana, o euro deprecia esta manhã 0.25%, para EUR/USD 1.0788. O preço do petróleo (Brent) recua marginalmente, para USD 111.4/barril.

  • Esta semana, os registos preliminares dos PMIs de Abril deverão sugerir uma desaceleração da actividade na indústria e nos serviços, em particular na Europa. Na terça-feira, o World Economic Outlook do FMI deverá rever em baixa as previsões de crescimento do PIB para as principais economias. Merecem atenção, no âmbito das Spring Meetings do FMI e Banco Mundial, as intervenções dos responsáveis máximos do Fed e do BCE. A earnings season acelera esta semana nos EUA, destacando-se os resultados do Bank of America (2ª feira), Netflix, Halliburton, IBM, Johnson & Johnson (terça), Tesla, ASML e Procter & Gamble (4ª feira) e American Express (6ª feira).
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  • Numa sessão que deverá ficar marcada pela reunião do BCE, os mercados accionistas europeus apresentam na sua maioria ganhos ligeiros, beneficiando da descida dos preços do petróleo, após o agravamento de ontem. Na China, o Presidente Xi Jinping defendeu a política de “Covid zero” e, por outro lado, as autoridades comprometeram-se a tomar as medidas necessárias (incluindo no plano monetário) para estimular a actividade, se necessário. Neste contexto, os mercados accionistas chinês e asiático encerraram com ganhos a sessão.

  • Os preços no produtor nos EUA tiveram um crescimento de 1.4% em Março face ao mês anterior, acima do esperado. Em termos homólogos, a variação de preços elevou-se a 11.2%, nível mais alto desde Janeiro de 1981. Esta evolução contrasta com a ligeira desaceleração revelada na véspera pelos preços no consumidor. No plano cambial, o iene atingiu ontem a cotação mais enfraquecida face ao dólar dos últimos 20 anos (USD/JPY 126.32), em função do aumento da diferença entre as yields nos EUA e as japonesas, que permanecem a níveis muito baixos.

  • Na sessão de hoje destaca-se a reunião de política monetária do BCE. Embora não se antecipe o anúncio de qualquer decisão de relevo, será importante avaliar o tom do discurso da instituição e da sua Presidente quanto ao agravamento das pressões inflacionistas e quanto aos riscos negativos à actividade decorrentes da guerra na Ucrânia. Esperamos que o BCE reitere uma mensagem de actuação flexível e data dependent. Mas é possível que o discurso aponte no sentido de uma retirada mais rápida dos estímulos, o que tem vindo a ser defendido recentemente por vários membros do Conselho de Governadores.
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  • A inflação homóloga do Reino Unido subiu, em Março, de 6.2% para 7%, acima do esperado, com o movimento suportado, sobretudo, pelos preços da energia. Nos EUA, a inflação subiu, em Março, de 7.9% para 8.5% YoY, com a componente das commodities energéticas a subir 18.1% em termos mensais ou 48.3% em termos homólogos. A inflação core subiu menos que o esperado (de 6.4% para 6.5% YoY), o que foi inicialmente bem recebido pelos mercados.

  • O mercado accionista europeu evolui esta manhã entre ganhos e perdas (+0.14% no CAC, -0.36% no DAX). As yields do Treasury e Bund a 10 anos recuperam das quedas de ontem, avançando entre 4 e 5 bps, para 2.77% e 0.83%. Prossegue a tendência de subida dos juros de curto prazo, com o mercado a antecipar uma euribor a 3 meses positiva já a partir de Setembro. O euro segue estabilizado, em EUR/USD 1.083. O preço do petróleo (Brent) sobe 0.37%, para USD 105.08/barril, e o gás natural na Europa valoriza 1.25%, para EUR 103.5/MWh.

  • Na China, as importações recuaram inesperadamente em Março (-0.1% YoY), reflectindo a moderação da procura interna, em resultado das restrições da Covid-19. Já as exportações cresceram 14.7% YoY, acima do esperado. Na Alemanha, o indicador ZEW sinalizou uma deterioração do sentimento económico no início de Abril. De referir, contudo, a descida significativa da componente de expectativas de inflação. No seu conjunto, a informação económica mais recente ilustra a tensão entre a subida dos preços associada às matérias-primas e, por outro lado, a moderação da procura decorrente da queda dos rendimentos reais. Hoje, merece atenção a divulgação do índice de preços no produtor nos EUA e, na earnings season, os resultados da J.P. Morgan.
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  • O movimento de subida das yields soberanas prossegue na manhã desta terça-feira, espelhando a desvalorização dos respectivos títulos, perante a expectativa de bancos centrais mais agressivos na retirada dos estímulos monetários, face à escalada da inflação. Nos 10Y, as taxas seguem em máximos de 2018 nos EUA e em máximos de 2014 na Alemanha. É aguardada com expectativa a publicação, esta tarde, dos números de Março da inflação no consumidor nos EUA.

  • Nas commodities, as cotações do petróleo retomam esta manhã as subidas, depois de ontem terem caído cerca de 4%, com a perspectiva de abrandamento da procura de crude na China, devido à reintrodução de restrições anti-Covid. Nos câmbios, o dólar segue em alta em termos efectivos, apreciando pela 9ª sessão consecutiva.

  • No mercado accionista, a manhã está a ser de perdas, em linha com o fecho de ontem das praças americanas e, já esta terça-feira, dos mercados asiáticos. A pressionar as acções está a forte inflação e a perspectiva de bancos centrais mais agressivos na retirada de estímulos, a par dos receios de enfraquecimento da China, da Guerra na Ucrânia e da persistência de disrupções nas supply chains. No Reino Unido, dados divulgados hoje revelam que as remunerações excluindo bónus dos trabalhadores caíram 1.3% YoY em termos reais.
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  • Os mercados accionistas europeus iniciam a semana com perdas moderadas, na expectativa da divulgação de novos dados de inflação e seu impacto na política monetária dos bancos centrais. Os desenvolvimentos da guerra da Ucrânia permanecem também no centro das atenções. Em França, a 1ª volta das eleições presidenciais deste Domingo determinou que a 2ª volta, no dia 24 de Abril, será disputada entre o actual Presidente Emmanuel Macron (27.6%) e Marine Le Pen (23.4%). Embora a maioria das sondagens sugira a vitória de Macron na 2ª volta, a sua vantagem nas intenções de voto pode ser cons