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24 Economia e Mercados

  

 

Diário

Publicação diária com os principais indicadores dos mercados financeiros (ações, obrigações, mercado monetário, taxas de câmbio, commodities) e com a análise dos principais “market movers” do dia, incluindo os indicadores de atividade económica, as decisões de política monetária e os eventos políticos mais relevantes.

Outubro

  • A manhã desta terça-feira está a ser caracterizada por ganhos generalizados dos mercados accionistas, que prosseguem, assim, o movimento de recuperação iniciado ontem. O índice Euro Stoxx 600 avança cerca de 2%, depois de os índices de referência norte-americanos terem ontem valorizado mais de 2.3%. A contribuir para esta evolução está a percepção de que o processo de elevação dos juros de referência pelos principais bancos centrais poderá desacelerar em breve, em face de alguns dados macroeconómicos que sugerem uma desaceleração mais intensa da actividade.

  • Destacou-se, ontem, o recuo do índice ISM Manufacturing nos Estados Unidos em Setembro para o valor mais baixo desde Maio de 2020. Tendo descido para 50.9 pontos, esta evolução sinaliza uma desaceleração da actividade na indústria, aproximando-se da estagnação. Este dado reduziu de forma clara as expectativas do mercado para a subida da taxa fed funds, que apontam agora para mais 125 bps, no total, até Março. As yields da dívida pública norte-americana desceram ontem de forma acentuada, movimento que se prolonga hoje, com a taxa do Treasury a 10 anos em 3.58%. O movimento estende-se à Europa, com a yield do Bund para a mesma maturidade a descer para 1.82%. O dólar recua ligeiramente.

  • Os preços do petróleo voltam a subir hoje (para USD 89.1/barril em Londres), com a expectativa do anúncio de um corte da produção de 1 milhão de barris/dia na reunião de amanhã da OPEP+. Pelo contrário, os preços do gás natural na Europa caem hoje para o valor mais baixo das últimas 10 semanas, graças ao aumento das reservas na UE, bem como à previsão de temperaturas acima da média nas próximas 2 semanas. 
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  • Os principais índices accionistas europeus abriram a semana em queda (-1.5% no Euro Stoxx 600), continuando a reflectir os receios dos investidores em torno de uma potencial recessão. Esta manhã, o sentimento negativo é acentuado pela subida do preço do petróleo (+4.2% no Brent, para USD 88.7/barril) num contexto de inflação elevada, com a expectativa de que a OPEP+ poderá anunciar, esta 4ª feira, um corte de 1 mb/d na produção, para conter a recente tendência descendente da cotação do crude.

  • O tom negativo no mercado accionista reflecte ainda a especulação em torno da solidez do Crédit Suisse. O CEO do banco afirmou que a posição de capital e de liquidez da instituição é forte, e que um novo plano estratégico será apresentado em menos de 100 dias. Ainda assim, as acções prolongam a queda esta manhã (recuando 7.8%), para mínimos históricos. Destaque, ainda, para a apreciação da libra (+0.4% face ao dólar, para GBP/USD 1.12), depois de o Governo britânico ter desistido da redução de impostos sobre os níveis mais elevados de rendimento (anunciada há apenas 10 dias), numa tentativa de conter a reacção adversa dos mercados e dos próprios deputados Conservadores.

  • Esta semana, espera-se o anúncio de que a economia americana terá criado cerca de 250 mil postos de trabalho no último mês (vs. 315 mil de Agosto). A taxa de desemprego ter-se-á mantido em 3.7% da população activa. Estes números suportariam as expectativas de novas subidas dos juros pelo Fed nos próximos meses. Na Zona Euro, merecem atenção as minutas da última reunião de política monetária do BCE. Ao nível dos indicadores, destacam-se o índice de preços no produtor e as vendas a retalho de Agosto. Na Alemanha, as atenções focam-se nas exportações e nas encomendas à indústria. Os riscos geopolíticos manter-se-ão em foco, depois de a Rússia ter anexado 4 regiões da Ucrânia. O mercado accionista chinês estará encerrado esta semana, devido às comemorações do Dia Nacional da China.
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Setembro

  • Chegando ao fim uma semana de forte volatilidade, a manhã desta 6ª feira está a ser caracterizada por ganhos moderados dos mercados accionistas europeus, que recuperam assim das quedas expressivas ontem sofridas, com o sentimento dos investidores muito condicionado pelos receios de recessão, num contexto de maior restritividade da política monetária dos principais bancos centrais. Também nos Estados Unidos os índices de referência encerraram com perdas expressivas, tendo o S&P 500 atingido o nível mais baixo desde o início do ano.

  • No plano cambial, assiste-se a uma clara recuperação da libra esta 6ª feira, tendo chegado mesmo a superar pontualmente o nível a que se encontrava antes da apresentação das novas medidas do Governo pelo Ministro das Finanças, na 6ª feira passada (GBP/USD 1.12). Neste contexto, desde o mínimo atingido na 2ª feira, a libra exibe uma recuperação superior a 7% face ao dólar. Note-se, no entanto, que a Primeira-Ministra voltou ontem a defender as medidas de política orçamental que levaram à instabilidade do mercado.

  • A estimativa do Eurostat aponta para uma subida da taxa de inflação homóloga na Zona Euro de 9.1% para 10% em Setembro, um novo máximo desde a criação da moeda única. Ontem, os indicadores de confiança apurados pela Comissão Europeia revelaram uma nova deterioração em Setembro (pelo 7º mês). O agravamento da inflação e os crescentes receios em torno do outlook económico, no actual contexto de crise energética, estarão a pesar sobre o sentimento de empresários e das famílias. Destaque-se a divulgação, esta tarde, nos EUA, da evolução em Agosto da medida de inflação mais acompanhada pelo Fed (deflator core das despesas de consumo privado). 
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  • A aversão ao risco volta a marcar a evolução dos mercados financeiros na manhã desta 5ª feira, com os receios de recessão a penalizar o sentimento dos investidores. Neste contexto, os principais índices europeus recuam mais de 1%, depois de ganhos ligeiros na sessão de ontem. A inflação na Alemanha, a ser divulgada esta tarde, deverá revelar um agravamento, após terem chegado ao fim as medidas temporárias do Governo que tinham contribuído para limitar os aumentos de preços. Na sessão de hoje, destaca-se ainda a divulgação dos indicadores de confiança da Comissão Europeia para Setembro e, nos EUA, o número de pedidos de subsídio de desemprego na última semana.

  • Na sessão de ontem destacou-se o anúncio, pelo Banco de Inglaterra, de que intervirá no mercado de dívida pública, comprando títulos de maturidades longas nos montantes que forem necessários para assegurar a estabilidade financeira. Sem definir limites, estas intervenções visam restaurar a estabilidade do mercado da dívida pública britânica, onde, nos últimos dias, se assistiu a uma subida acentuada de taxas, em reacção ao anúncio das medidas de política orçamental do novo Governo (que incluem cortes de impostos). A intervenção do Banco de Inglaterra acabou por ter efeitos numa descida generalizada das yields a nível global.

  • A Comissão Europeia propôs a imposição de novas sanções à Rússia, incluindo um preço máximo para a venda de petróleo russo a países terceiros. Depois de uma subida, ontem, os preços do petróleo e gás natural regressam hoje às quedas, reflectindo os receios de recessão, com o barril de Brent em USD 88.1. 
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  • O mercado accionista acentua, esta manhã, as quedas registadas ontem (-1.3% no Euro Stoxx 600), reflectindo a tendência de subida dos juros de mercado e a deterioração do sentimento económico. A yield do Treasury a 10 anos ultrapassou pontualmente os 4%, um máximo desde Abril de 2010, evoluindo esta manhã próxima de 3.99%. Já a yield do Bund na mesma maturidade sobe 1 bps, para 2.24%, depois de avançar ontem 12 bps. O movimento de subida das yields é comum à periferia da Zona Euro. A aversão ao risco favorece a apreciação do dólar, que avança 0.37% em termos efectivos, para máximos de 20 anos. O euro recua evolui em torno de EUR/USD 0.956. 
     
  • Para o sentimento negativo contribui também a divulgação, esta manhã, de quedas nos indicadores de confiança dos consumidores na Alemanha e em França, no primeiro caso para mínimos históricos. Ontem, os receios em torno da oferta de gás na Europa foram acentuados pela suspeita de actos de sabotagem nos pipelines Nord Stream 1 e 2. Apesar de nenhum dos pipelines se encontrar actualmente em uso, estes actos alimentam a incerteza sobre a infraestrutura europeia de gás e sobre a sua capacidade de satisfazer a procura no Inverno. A cotação do gás natural na Europa reagiu em alta, chegando a subir ontem 12% (+8.1% esta manhã, para EUR 201 MWh).   

  • Nos EUA, a confiança dos consumidores subiu em Setembro, reflectindo a descida dos preços dos combustíveis, e as vendas de habitações novas cresceram 28.8% MoM em Agosto, acima do esperado. Do lado negativo, em Agosto as encomendas de bens duradouros recuaram 0.2% MoM e, em Julho, o Índice S&P CoreLogic registou a 1ª queda mensal dos preços da habitação nos EUA em mais de 10 anos (-0.4%).
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  • Os mercados accionistas europeus exibem ganhos moderados na manhã desta terça-feira, após três sessões consecutivas de perdas. O sentimento dos investidores permanece, no entanto, muito condicionado pela deterioração do outlook económico, no actual contexto de maior restritividade da política monetária e de crise energética. A Goldman Sachs e a BlackRock divulgaram perspectivas negativas para a evolução dos mercados accionistas no curto prazo. A OCDE reviu ontem em baixa as perspectivas para o crescimento mundial, de 2.8% para 2.2% este ano.

  • Nos mercados de dívida pública, verificou-se ontem uma nova subida das taxas de juro, particularmente expressiva nos EUA. A yield do Treasury a 10 anos ascendeu a 3.92%, subindo 24 bps na sessão. Na Alemanha, a taxa para a mesma maturidade subiu 9 bps, para 2.12%, nível a que permanece hoje. As subidas foram extensíveis à periferia da Zona Euro, onde continuam a subir esta manhã. Destaque-se a elevação da taxa de Itália a 10 anos para 4.60%, ampliando o spread face à Alemanha para 248 bps.

  • A libra recupera cerca de 1% face ao dólar, para GBP/USD 1.08, depois de ter atingido ontem um mínimo de 1.0327, penalizada pelas preocupações em torno das medidas apresentadas pelo novo Governo (que incluem uma redução de impostos) e suas implicações para a evolução da dívida pública. Destaque-se, hoje, nos EUA, a divulgação do índice de confiança dos consumidores para o mês de Setembro.
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  • O início da semana segue marcado pela forte depreciação da libra, para mínimos históricos face ao dólar. A divisa evoluía em torno de USD/GBP 1.07 (-0.8%), recuperando parcialmente de um crash durante a sessão desta 2ª feira na Ásia, que a levou a tocar USD/GBP 1.0327 (-5%). Esta evolução reflecte os receios de descontrolo orçamental no Reino Unido, depois de o  Ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng, ter sugerido reduções adicionais de impostos, para além das medidas fortemente expansionistas já anunciadas na 6ª feira. Especulava-se esta manhã sobre a necessidade de uma intervenção de emergência do BoE. O euro recua 0.1% face ao dólar, para EUR/USD 0.9685 (apreciando, assim, 0.9% face à libra, para perto de EUR/GBP 0.9003).   

  • Como previsto, a coligação de Direita Fratelli d’Italia-Lega-Forza Italia venceu as eleições italianas deste Domingo, com cerca de 43% dos votos, o que lhe permitirá ter uma maioria em ambas as câmaras do Parlamento (embora não chegando à maioria de dois terços necessária para alterar unilateralmente a Constituição). O mercado reagiu com um alargamento apenas marginal do spread soberano de Itália face ao Bund (+4 bps nos 10 anos, para 236 bps; o spread da OT portuguesa mantém-se estável em 105 bps). Giorgia Meloni, líder dos Fratelli d’Italia, deverá ser a próxima Primeira-Ministra. O novo Parlamento entra em funções no dia 13 de Outubro.

  • Esta semana, merece especial atenção a divulgação da inflação de Setembro na Zona Euro (6ª feira, 30), esperando-se uma nova aceleração dos preços, de 9.1% para 9.7% YoY. Na 5ª feira, deverá ser conhecida uma queda do índice de sentimento económico na Zona Euro. Nos EUA, esperam-se novos indicadores de uma actividade resiliente (e.g. subida da confiança dos consumidores, aceleração do deflator core das despesas de consumo pessoal), validando novas subidas dos juros. No plano geopolítico, as atenções centram-se nos referendos sobre a integração na Rússia das regiões ocupadas na Ucrânia. Esta manhã, foi conhecida uma queda maior que esperada do indicador IFO, de confiança empresarial na Alemanha.       
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  • A manhã desta 6ª feira está a ser marcada por novas perdas da generalidade dos mercados accionistas, penalizados pelas expectativas de restritividade da política monetária dos principais bancos centrais e suas consequências desfavoráveis para a economia global. Na Europa, as perdas são lideradas pelo sector energético, encontrando-se os preços do petróleo a descer (USD 89.5/barril em Londres).

  • Os índices PMI, divulgados esta manhã, sugerem um acentuar da contracção da actividade nos sectores da indústria e dos serviços no mês de Setembro. A subida de preços, em particular da energia, está a penalizar a procura das famílias, estando também a contribuir para limitar a produção em algumas indústrias e mesmo em alguns serviços. Já ontem, o índice de confiança dos consumidores na Zona Euro tinha caído para um novo mínimo (-28.8) em Setembro.

  • As yields da dívida pública prosseguiram ontem a trajectória de subida generalizada, com as taxas do Treasury e do Bund a 10 anos a ascenderem a 3.71% e 1.97%. Assiste-se hoje a uma descida marginal. Na sessão de ontem, o Banco de Inglaterra elevou a sua taxa de juro de referência em 50 bps, para 2.25%, no seu 7º movimento de subida, e o Banco Nacional da Suíça, o último banco central na Europa que mantinha níveis de juros negativos, subiu em 75 bps a respectiva taxa, para 0.5%. O dólar prolonga a trajectória de apreciação face à generalidade das divisas, com a taxa EUR/USD a descer para 0.978
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  • Os mercados accionistas europeus apresentam perdas esta 5ª feira, depois de também os índices de referência norte-americanos terem encerrado a sessão de ontem em queda. O Fed elevou a taxa de juro fed funds em 75 bps, sinalizando a continuação de uma actuação agressiva no curto prazo, o que conduziu a um agravamento dos receios de recessão na economia norte-americana. A escalada da retórica da Rússia quanto à guerra na Ucrânia estará também a penalizar o sentimento dos investidores. O euro recua para EUR/USD 0.984, encontrando-se o dólar a apreciar face à generalidade das divisas.

  • Jerome Powell reiterou que a instituição se encontra firmemente comprometida com o combate à inflação, pretendendo fazer os seus níveis regressar ao objectivo de 2%. Este forte compromisso é patente na sinalização de novas subidas dos juros nos próximos meses, apontando as expectativas dos membros do Fed para um nível da taxa fed funds de 4.4% no final de 2022 (mais 1.25 p.p. que o nível actual) e de 4.6% em 2023, um agravamento dos juros mais expressivo que o esperado. No plano da actividade, Powell reconheceu que a actuação da política monetária conduzirá a um crescimento inferior ao potencial durante alguns trimestres. Reduziu-se, assim, a probabilidade de soft landing.

  • Nos mercados de dívida pública, a taxa do Treasury a 2 anos subiu de forma clara, superando o patamar de 4% e alcançando o nível mais elevado desde 2007 (4.09%). Também na Europa se assiste a uma subida generalizada de taxas nos prazos mais curtosNa sessão de hoje, o Banco de Inglaterra deverá anunciar uma nova subida da taxa de juro de referência em 50 bps, para 2.25%. Esta tarde, destaque-se a divulgação, na Zona Euro, do índice de confiança dos consumidores apurado para o mês de Setembro.
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  • Depois de um fecho de sessão claramente negativo ontem nos EUA e hoje na Ásia, os índices accionistas europeus evoluiam esta manhã entre ganhos e perdas (-0.27% no DAX, +0.26% no Euro Stoxx 600). O clima de aversão ao risco é hoje suportado pelos receios de uma escalada da guerra na Ucrânia, depois de o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ter anunciado a mobilização de 300 mil reservistas e ameaçado utilizar “todas as armas disponíveis” para responder à “ameaça à integridade territorial” da Rússia e à “chantagem nuclear” do Ocidente.

  • Estes receios são também sustentados pelo anúncio de referendos sobre a integração na “Nova Rússia” nas regiões ocupadas de Lugansk, Donetsk, Kherson e Zaporijia. Os preços do petróleo (Brent) e do gás natural sobem 2.6% e 8.5%, respectivamente, para USD 93/barril e EUR 210 MWh. As yields a 10 anos do Treasury e Bund recuam 3 bps e 8 bps, para 3.53% e 1.85%. As yields da dívida da periferia da Zona Euro acompanham estes movimentos, mantendo os spreads relativamente estáveis.

  • Hoje, o Fed deverá elevar os juros de referência em 75 bps, para 3%-3.25% (não se excluindo totalmente a possibilidade de uma subida de 100 bps). Os membros do comité de política monetária apresentarão também a actualização das suas projecções económicas. Algumas previsões apontam já para a necessidade de os juros subirem eventualmente acima de 5%. Ontem, o Riksbank (Suécia) surpreendeu o mercado com uma subida de 100 bps nos juros de referência, para 1.75% (vs. expectativa de 75 bps), sinalizando subidas adicionais nos próximos 6 meses. Hoje, o Banco Central do Brasil deverá manter a taxa Selic em 13.75%.
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  • Os  mercados accionistas europeus apresentam perdas ligeiras na manhã desta terça-feira, depois de uma abertura claramente positiva. Os investidores permanecem na expectativa das decisões de diversos bancos centrais esta semana, em especial do Fed, que deverá anunciar amanhã uma nova subida da taxa de juro fed funds. A elevação dos juros de referência em curso pelos principais bancos centrais continua em foco, gerando apreensão quanto aos seus impactos desfavoráveis sobre a actividade. Já hoje, o Banco Central da Suécia elevou a sua taxa de juro de referência em 100 bps, mais que o esperado, para 1.75%.

  • A taxa da dívida pública norte-americana a 10 anos atingiu 3.5% na sessão de ontem, pela primeira vez desde 2011. A subida voltou a ser mais expressiva no prazo dos 2 anos, mais sensível às expectativas para a actuação da política monetária. A taxa do Treasury a 2 anos sobe, assim, para 3.96%, nível máximo dos últimos 15 anos. Também na Europa se assistiu a nova subida de taxas nos mercados de dívida pública, com a yield do Bund a 10 anos a ascender a 1.90% esta manhã.

  • Na Alemanha, os preços no produtor subiram 7.9% em Agosto face ao mês anterior, impulsionados pela energia, agravando a respectiva variação homóloga de 37.2% para 45.8%. Na sessão de hoje, destaque-se a divulgação, para a economia norte-americana, do início de novas construções e da atribuição de licenças de construção no mês de Agosto. 
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  • A semana inicia-se com quedas nos índices accionistas europeus (em torno de 0.3%-0.5% no DAX e Euro Stoxx 600), lideradas pelos sectores cíclicos, tecnológico, energético e financeiro. Para esta evolução contribui a postura cautelosa dos investidores numa semana em que diversos bancos centrais deverão subir os juros de referência de forma agressiva; bem como o recuo das commodities energéticas, com o preço do petróleo (Brent) a cair 1.3%, para USD 90.2/barril. O ambiente de aversão ao risco e a possibilidade de uma subida dos juros nos EUA acima do esperado esta semana suportam a apreciação do dólar. Face à divisa americana, o euro recua 0.39%, evoluindo em torno de EUR/USD 0.9978.

  • Esta será uma semana cheia no que respeita à actuação dos bancos centrais. Nos EUA, o Fed deverá elevar os juros de referência em 75 bps (4ª feira), para 3%-3.25%, não se excluindo totalmente a possibilidade de um movimento de 100 bps. Na 5ª feira, o Banco de Inglaterra deverá elevar a Bank rate em 50 bps, para 2.25%. Esperam-se ainda subidas dos juros de 75 bps pelo Riksbank (Suécia, terça-feira), de 50 bps pelo Norges Bank (Noruega, 4ª feira) e de 75 bps pelo SNB (Suíça, 5ª feira). Já o Banco do Japão (-0.1%) e o Banco Central do Brasil (13.75%) deverão manter os juros inalterados.

  • A semana será leve em indicadores. Na Zona Euro, os PMIs preliminares de Setembro deverão acentuar a expectativa de arrefecimento ou queda da actividade. No próximo Domingo, terão lugar as eleições legislativas em Itália, sendo esperada uma vitória da coligação de direita Fratelli d’Italia-Lega-Forza Italia, liderada por Georgia Meloni. A provável futura 1ª Ministra tem procurado contrariar receios de uma postura anti-integração europeia e/ou de uma posição desalinhada no conflito Rússia-Ucrânia, e o programa da coligação tem sido lido como relativamente moderado. Mas o mercado aguarda a escolha dos ministros, para melhor avaliar a futura actuação do Governo.
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  • Os mercados accionistas europeus apresentam novas perdas na manhã desta 6ª feira, o que ocorre pela 4ª sessão consecutiva. Os índices de referência recuam mais de 1%, penalizados pelos receios de ocorrência de uma recessão, depois de os mercados norte-americanos terem também encerrado ontem com perdas. O CEO da FedEx manifestou a expectativa de uma recessão a nível global, sublinhando o recuo dos volumes de comércio internacional. Merece referência a queda superior a 3% dos preços do petróleo na sessão de ontem, acompanhando a deterioração de perspectivas para o crescimento mundial e para a procura da matéria-prima. 

  • Na China, assistiu-se a uma desvalorização significativa do mercado accionista, com o índice Shanghai Composite a perder 2.3%, apesar de a evolução das vendas a retalho e da produção industrial em Agosto ter superado as expectativas. A menor expectativa quanto a novas medidas expansionistas por parte do Banco Central da China explicará o desempenho negativo do mercado accionista. A pesar também sobre o sentimento está o surgimento de novos surtos de Covid-19 e os receios de correcção mais abrupta do mercado imobiliário. 

  • Nos EUA, o número de novos pedidos de subsídio de desemprego voltou a diminuir na última semana, ilustrando a robustez que continua a caracterizar o mercado de trabalho. As vendas a retalho revelaram um crescimento inesperado no mês de Agosto, sugerindo alguma resiliência da despesa das famílias apesar dos aumentos de preços e das taxas de juro. Consolidou-se a expectativa de uma nova subida da taxa fed funds de 75 bps na próxima semana. As yields dos prazos mais curtos voltaram a subir, acentuando-se a inversão da curva de rendimentos norte-americana, muitas vezes vista como sinal que antecede a ocorrência de uma recessão.
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  • Os mercados accionistas europeus exibem ganhos ligeiros na manhã desta 5ª feira, depois de os índices de referência norte-americanos terem encerrado a sessão de ontem com valorizações. Nos EUA será hoje divulgada a evolução das vendas a retalho e da produção industrial no mês de Agosto. O gás natural na Europa sobe hoje cerca de 10% (EUR 241/MWh), após a queda da última semana, reflectindo a incerteza quanto ao momento e ao modo de implementação das propostas da Comissão Europeia.

  • Nos mercados de dívida pública, as yields registam ligeiras subidas esta 5ª feira (4 bps nos Treasuries e Bunds a 10 anos, para 3.44% e 1.76%). Em Portugal, a taxa da Obrigação do Tesouro a 10 anos sobe 4 bps, para 2.79%. Nos leilões de OTs ontem realizados, o IGCP colocou um montante total de EUR 1250 milhões em títulos a 4 e 10 anos a taxas mais elevadas. A subida acompanha a elevação recente das yields em mercado secundário, impulsionadas pela actuação do BCE, tendo-se verificado também uma menor procura por parte dos investidores.

  • Da informação ontem conhecida, destaque-se, na Zona Euro, a quebra produção industrial, de 2.3% em Julho face ao mês anterior, consideravelmente mais desfavorável que o esperado. Na economia norte-americana, os preços no produtor evoluíram em linha com o esperado em Agosto, tendo descido marginalmente face ao mês anterior, propiciando uma descida da variação homóloga (de 9.8% para 8.7%, nível mais baixo do último ano). 
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  • Os índices accionistas europeus recuam esta manhã (em torno de 0.3% no DAX e Euro Stoxx 600), na sequência do forte sell-off registado ontem nos EUA. Para esta evolução contribuiu a descida menor que esperada da inflação nos EUA, de 8.5% para 8.3% YoY (vs. expectativa de 8.1%), bem como a subida da inflação core acima do esperado, de 5.9% para 6.3% YoY (vs. expectativa de 6.1%), criando a percepção de uma inflação mais persistente.

  • Neste sentido, o mercado reforçou as expectativas de elevação de juros. As yields dos Treasuries a 2 e 10 anos subiram ontem 18 bps e 5 bps, respectivamente, acentuando a inversão da yield curve nos EUA. Uma subida de 75 bps na target rate dos fed funds na próxima semana é agora totalmente antecipada. A subida dos juros de mercado foi extensível à Europa, com a yield do Bund a 10 anos a avançar 8 bps. Esta manhã, as yields do Treasury e Bund a 10 anos descem marginalmente, para 3.42% e 1.72%. No monetário, o mercado vê já a Euribor a 3 meses a subir até um valor em torno de 2.64% em meados de 2023 (a partir dos actuais 1%).

  • A Presidente da CE, Ursula Von der Leyen, apresentou esta manhã um conjunto de propostas de mitigação do choque energético, incluindo, entre outras, (i) a limitação/tributação dos lucros extraordinários das empresas energéticas; (ii) a criação de um novo benchmark europeu para o preço do gás; (iii) uma “reforma profunda” do mercado de electricidade, procurando fazer o decoupling do preço do gás; (iv) a criação de um Banco Europeu de Hidrogénio, para dinamizar este mercado; (v) a imposição de uma redução do consumo de electricidade em horas de ponta; e (vi) o apoio à liquidez das empresas no sector da electricidade. 
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  • Os mercados accionistas prolongam, na manhã desta terça-feira, o movimento de valorização ontem observado, aguardando-se com expectativa a publicação, esta tarde, dos dados de inflação nos Estados Unidos referentes ao mês de Agosto. A sessão de ontem ficou marcada por um recuo do dólar face às restantes divisas, que prossegue esta terça-feira pela 3ª sessão consecutiva. A cotação EUR/USD situa-se, esta manhã, em torno de 1.014. A evolução favorável dos activos de maior risco prender-se-á com a percepção de que a inflação poderá já ter ultrapassado o seu pico, em particular nos EUA.

  • Os preços do gás natural voltam a descer hoje, pela 3ª sessão consecutiva, num momento em que se aguarda a apresentação de novas medidas pela Comissão Europeia, amanhã, no sentido de combater a elevação dos preços da energia. O preço de referência para a Europa continental recua, assim, cerca de 4.8% já hoje.

  • No centro das atenções dos investidores na sessão de hoje estará a divulgação dos dados de inflação na economia norte-americana no mês de Agosto. É esperada uma nova diminuição da taxa de inflação homóloga, de 8.5% para cerca de 8%, resultante de uma ligeira diminuição dos preços face ao mês anterior, reflectindo o impacto da descida do preço do petróleo. Estes serão os últimos dados de inflação a serem conhecidos antes da próxima reunião do Fed, no dia 21. Ontem, uma medida do Fed de Nova Iorque apontou para uma redução clara das expectativas de inflação dos consumidores para os próximos anos.      
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  • A semana inicia-se com ganhos nos índices accionistas europeus (1.6% no DAX, 0.8% no Euro Stoxx 600) e nos futuros do S&P 500 (0.7%), prolongando o fecho de sessão positivo na 6ª feira e beneficiando da reentrada dos investidores no mercado, após os índices terem atingido níveis extremos de bearishness. O dólar recua 0.65% em termos efectivos, com as expectativas de que a inflação nos EUA poderá já ter passado o seu pico. Face à divisa americana, o euro aprecia 1.4%, para EUR/USD 1.019, beneficiando também da postura mais hawkish do BCE. O preço do gás natural na Europa recua 5.4%, para EUR 196 MWh (novos mínimos do último mês).

  • Esta semana, merece atenção a divulgação da inflação de Agosto nos EUA (IPC), esperando-se um recuo de 8.5% para 8.1% YoY (2º mês consecutivo de desaceleração). No Reino Unido, os preços no consumo terão voltado a acelerar no mês passado, de 10.1% para 10.3% YoY. Na China, as vendas a retalho e a produção industrial deverão sugerir alguma estabilização da actividade. Na Alemanha, o indicador de sentimento ZEW deverá ter recuado em Setembro. Depois da reunião dos Ministros da Energia da UE na passada 6ª feira, espera-se que a CE anuncie medidas de mitigação dos impactos do choque energético.

  • Na Suécia, as eleições de Domingo produziram um resultado muito equilibrado, com uma maioria apenas marginal da coligação de direita, que alimenta alguma incerteza quanto à formação e estabilidade de um futuro Governo (o resultado final será conhecido na 4ª feira). A coroa sueca deprecia apenas marginalmente face ao euro. No Reino Unido, o PIB mensal cresceu 0.2% MoM em Julho, abaixo do esperado. No Reino Unido, o PIB mensal cresceu 0.2% MoM em Julho, abaixo do esperado.
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  • Os principais índices accionistas europeus evoluíam esta manhã em alta, depois de sessões positivas nos EUA (ontem) e na Ásia (hoje). O euro aprecia ligeiramente e segue acima da paridade, suportado pela subida dos juros de mercado na Zona Euro, após a reunião de ontem do BCE. As yields do Bund a 2 e 10 anos avançaram ontem 23 e 14 bps, movimento que prossegue esta manhã, para 1.39% e 1.77%. De referir a subida da yield da dívida italiana a 10 anos acima dos 4%. O preço do gás na Europa recua 2.5%, no dia em que os Ministros da Energia da UE se reúnem para discutir e apresentar medidas de mitigação dos efeitos do choque energético.

  • Como esperado, o BCE subiu ontem os juros de referência em 75 bps. A Presidente Lagarde manteve uma mensagem hawkish relativamente à política monetária. Embora as decisões futuras continuem a ser descritas como data dependent, Lagarde foi muito clara a afirmar que os juros observados após esta subida se encontram ainda longe dos níveis necessários para levar a inflação de volta para o seu target. Neste sentido, sugeriu que as próximas reuniões (“mais de duas, talvez menos de cinco”) trarão novas subidas das taxas directoras. Mantemos a expectativa de que a taxa da facilidade de depósitos possa chegar a valores em torno de 2%-2.5% até meados de 2023.

  • A decisão do BCE foi suportada por uma forte revisão em alta das previsões de inflação. Para 2022, é agora esperada uma inflação de 8.1%, vs. 6.8% nas previsões anteriores, de Junho. O crescimento dos preços é visto a manter-se elevado e muito acima da meta da “estabilidade de preços” em 2023, em 5.5%, recuando para 2.3% em 2024. Depois de um crescimento de 3.1% em 2022, a actividade é vista a desacelerar em 2023, com uma expansão de 0.9% (2.1% na anterior previsão), recuperando depois em 2024, com um crescimento de 1.9%. De notar que o BCE não assume (para já) um cenário de recessão.
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  • Os índices accionistas europeus oscilavam esta manhã entre ligeiros ganhos e perdas, depois de uma sessão positiva, ontem, nos EUA. Esta manhã, o preço do gás na Europa recua mais de 5%, para perto de EUR 200 MWh e de mínimos do mês. Para esta evolução contribuem notícias de que o processo de acumulação de reservas de gás na UE se encontra avançado (com 82.5% da capacidade preenchida, em antecipação das metas traçadas), bem como a expectativa de que, amanhã, a UE apresente medidas de contenção dos preços, de poupança energética e de apoio à economia (numa altura em que várias utilities enfrentam dificuldades financeiras e necessidades de bailouts).

  • Hoje, as atenções centram-se na reunião de política monetária do BCE, com a expectativa de uma subida de 75 bps nos juros de referência (admitindo-se, embora com menor probabilidade, um movimento de 50 bps). Depois da subida da inflação core em Agosto, diversos responsáveis têm sinalizado a necessidade de o BCE fazer o front loading da retirada de estímulos. Merece também atenção, hoje, a actualização das previsões económicas para a Zona Euro do staff do BCE. A yield do Bund a 10 anos segue estabilizada em 1.58% e o euro deprecia 0.2% face ao dólar, evoluindo abaixo da paridade.

  • Ao nível dos indcadores, destaca-se a revisão em alta do crescimento do PIB da Zona Euro na 1ª metade do ano, de 0.5% para 0.7% QoQ no 1Q e de 0.6% para 0.8% QoQ no Q2, com o consumo privado a mostrar-se resiliente. Em Espanha, os preços da habitação desaceleraram de 8.5% para 8% YoY no 2º trimestre.
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  • Os índices accionistas europeus evoluíam esta manhã em queda (-0.5% no Euro Stoxx 600), depois de uma sessão maioritariamente negativa na Ásia e na sequência da desvalorização dos principais índices, ontem, nos EUA. O sentimento dos investidores mantém-se condicionado por receios de arrefecimento da actividade económica global, em parte ligados à perspectiva de subida dos juros. Na China, as exportações cresceram 7.1% YoY em Agosto, muito abaixo do esperado, reflectindo as recentes restrições da Covid-19, os problemas nas cadeias de abastecimento e, sobretudo, a desaceleração da procura externa. O preço do petróleo (Brent) recua 0.6%, para USD 92.3/barril.

  • Para o sentimento de aversão ao risco contribuiu também um novo reforço das expectativas de subidas dos juros de referência nos EUA, reflectido na subida, ontem, de 16 bps na yield do Treasury a 10 anos (-3 bps esta manhã, para 3.32%). A evolução ontem observada resultou da divulgação de um registo acima do esperado do indicador ISM Non-Manufacturing de Agosto, sugerindo uma aceleração da actividade nos serviços, o que suportou o cenário de front loading da retirada de estímulos monetários por parte do Fed.

  • Na Zona Euro, a sessão de ontem foi marcada por alguma moderação na probabilidade atribuída pelo mercado a uma subida de 75 bps nos juros de referência, pelo BCE, esta 5ª feira. Este movimento traduziu a ideia de que  BCE terá que ponderar as pressões inflacionistas com os riscos crescentes de recessão, associados ao choque energético. Sucedem-se as notícias de dificuldades financeiras (e bailouts) de várias utilities energéticas europeias, bem como os anúncios de medidas de poupança de energia e de apoios estatais a empresas e consumidores.
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  • As encomendas à indústria alemã acentuaram o ritmo de queda em Julho (de -0.3% para -1.1% MoM), mais forte que o esperado. Esta foi a 6ª queda consecutiva do indicador, explicada pelo enfraquecimento das encomendas domésticas (-4.5% MoM) e das provenientes da Zona Euro (-6.4% MoM). Na Austrália, o banco central elevou a taxa de juro de referência em 50 bps, para 2.35%, um máximo de Janeiro de 2015.

  • O petróleo segue em alta moderada, depois de a OPEP+ ter anunciado um corte na produção de 100 mil barris/dia em Outubro. A medida pretende estabilizar o mercado, após as recentes quedas de preço, no contexto de enfraquecimento da procura. No gás natural, o referencial europeu recua esta manhã, após os ganhos de 14.6% de ontem, com o continuado encerramento do gasoduto Nord Stream. O Governo alemão decidiu manter 2 centrais nucleares em funcionamento no Inverno.

  • O Partido Conservador britânico elegeu Liz Truss para sucessora de Boris Johnson na liderança do Governo. Truss é associada a políticas pouco ortodoxas, defendendo estímulos orçamentais para combater os impactos dos níveis elevados de inflação. A libra segue em alta esta manhã, com a perspectiva de descidas de impostos e de alivio no custo da energia. Truss deverá apresentar a composição do novo Governo ainda hoje.
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  • A semana inicia-se com fortes quedas nos índices accionistas europeus (-1.7% no Euro Stoxx 600, -3.2% no DAX), suportadas por receios crescentes de que o choque energético em curso se traduza numa recessão na Zona Euro. Na 6ª feira, a Gazprom anunciou que o pipeline Norstream não iria reabrir no Sábado, como inicialmente previsto, permanecendo encerrado por tempo indeterminado. A cotação do gás natural na Europa sobe perto de 32%, para EUR 282 MWh. O preço do petróleo (Brent) avança 2.3%, para USD 95.1/barril, no dia em que a OPEP+ se reúne para decidir os níves de produção a partir de Outubro.

  • Esta semana será leve no que respeita à divulgação de indicadores de actividade. Na Zona Euro, o maior destaque será a reunião de política monetária do BCE (5ª feira), sendo forte a probabilidade de uma subida inédita de 75 bps nos juros de referência. Merece atenção a actualização das projecções económicas do staff do BCE. Na 6ª feira, terão lugar reuniões do Eurogrupo e dos Ministros da Energia da EU, devendo ser anunciadas medidas de emergência, para contenção dos preços da electricidade. Esta manhã, soube-se que os registos finais dos PMIs Serviços e Compósito vieram abaixo do esperado, e abaixo dos 50 pontos, sugerindo contracção da actividade.

  • Nos EUA, depois do feriado de hoje (Labor Day), destaca-se, amanhã, a divulgação do ISM Non-Manufacturing, que deverá apontar para uma desaceleração da actividade no sector dos serviços. Na China, as atenções centram-se na balança comercial e na inflação de Agosto. Em Inglaterra, será hoje conhecido o novo líder dos Conservadores e próximo Primeiro Ministro, com Liz Truss – que defende uma postura abertamente expansionista da política orçamental – aparentemente na frente da corrida.
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  • Os principais índices accionistas da Europa abriram esta manhã com ganhos moderados, após 4 sessões de perdas. Já na Ásia, o fecho voltou a ser negativo, ainda na sequência dos indicadores macro mais fracos na China e na reintrodução de medidas de confinamento anti-Covid em Chengdu. O euro aprecia face ao dólar, depois de ontem ter voltado a cotar abaixo de EUR/USD 1.0. O petróleo valoriza cerca de 2%, travando as perdas que somava desde o início da semana, antes da próxima reunião da OPEP+ (na próxima 2ª feira). No gás natural, o referencial europeu segue em baixa, na véspera da reabertura do gasoduto Nord Stream I.

  • No mercado obrigacionista, assiste-se a um prolongamento da tendência de subida das yields soberanas de longo prazo. Globalmente, e com as descidas das últimas sessões, o mercado obrigacionista chegou mesmo a entrar em bear market. Esta manhã serão divulgados números de Julho da evolução dos preços no produtor no conjunto dos Dezanove.

  • Hoje será divulgado do relatório de Agosto do mercado do trabalho americano. Ontem voltaram a surgir sinais de restritividade no mercado do trabalho dos EUA, com os números de novos pedidos de subsídio de desemprego a surgirem abaixo do esperado. Paralelamente, o ISM Manufacturing manteve-se nos 52.8 pontos em Agosto, sugerindo uma estabilização do ritmo de expansão da indústria americana, com uma melhoria da componente de novas encomendas domésticas e de emprego no sector, mas com um arrefecimento dos níveis de produção e sinais de queda nas encomendas externas.
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  • Os principais índices accionistas europeus exibiam esta manhã perdas superiores a 1%, lideradas pelo real estate, consumo discricionário, indústria e materiais. Para esta evolução contribuem notícias desfavoráveis sobre a actividade económica na China. O indicador PMI Manufacturing Caixin recuou inesperadamente abaixo dos 50 pontos em Agosto, sugerindo uma contracção da actividade industrial. No âmbito da sua política de Covid-zero, as autoridades chinesas anunciaram a imposição de um lockdown a Chengdu, uma metrópole com 21 milhões de habitantes, responsável por 1.7% do PIB. Os preços do petróleo (Brent) e do cobre recuam ambos em torno de 1.8%.

  • Para o sentimento negativo no mercado accionista contribui também o reforço de expectativas de subidas de juros, após a subida da inflação na Zona Euro, para 9.1% YoY em Agosto. Com a aceleração dos preços core (de 4% para 4.3% YoY) a sugerir uma inflação mais impregnada e persistente, o mercado desconta já a 100% uma subida acumulada de 75 bps nas taxas directoras até Outubro (vemos com uma probabilidade muito elevada uma subida de 75 bps já na próxima semana, seguindo-se subidas de menor dimensão em Outubro e Dezembro).

  • Ontem, destacou-se também o recuo da cotação do gás natural na Europa em mais de 5%, para perto de EUR 240 MWh, um mínimo das duas últimas semanas. A descida ocorreu apesar do encerramento do pipeline Nordstream, à partida por 3 dias e para manutenção, que alimentou receios de disrupções mais permanentes na oferta de energa na Europa. Este facto foi mitigado por um aumento do fornecimento de gás a partir na Noruega. A queda prolonga-se esta manhã (-3.3%), evoluindo perto de EUR 230 MWh.
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