Skip to main content
SEGURANÇA ONLINE:

economia e mercados

360 Economia e Mercados

  

 

Semanal

Publicação semanal com uma análise dos principais desenvolvimentos da conjuntura económica global, procurando explicar e antecipar os seus impactos nos mercados financeiros. Esta publicação apresenta também, de uma forma sistematizada, as expectativas e previsões do Research do novobanco para a economia global e para a economia portuguesa.

Setembro

  • O Fed elevou os juros de referência em 75 bps, para 3%-3.25%, e espera subidas para 4.4% em 2022 e 4.6% em 2023. Fed hawkish, aversão ao risco e outlook mais negativo na Europa alimentam forte apreciação do dólar.

  • A depreciação da generalidade das divisas vs. dólar acentua as (já elevadas) pressões inflacionistas, incentivando os bancos centrais a subirem também os juros agressivamente, o que penaliza mais o outlook global.

  • Preocupações geopolíticas (e.g. escalada de tensões Rússia-Ocidente) acentuam o ambiente de aversão ao risco. 
Ver diário completo Ver diário completo

  • Citando riscos de uma inflação persistente, esta semana o Fed, o Banco de Inglaterra e os bancos centrais da Noruega, Suécia e Suíça deverão elevar as respectivas taxas directoras entre 50 bps e 75 bps.

  • O BCE sinaliza também a necessidade de novos aumentos dos juros. Na Zona Euro, com a retirada de estímulos e o choque energético, o mercado vê um cenário de recessão nos próximos 12 meses com probabilidade de 80%.

  • As eleições em Itália no próximo Domingo devem gerar um Governo de coligação Fratelli d’Italia-Lega-Forza Italia.
Ver diário completo Ver diário completo

  • O BCE subiu os juros de referência em 75 bps e sinalizou novos aumentos nas próximas reuniões (“mais de duas, talvez menos de cinco”). A taxa da facilidade de depósitos pode atingir 2%-2.5% até meados de 2023.

  • A decisão do BCE foi suportada por uma revisão em alta das previsões de inflação, esperada agora em 8.1% em 2022. A subida dos juros e o choque energético aumentam o risco de recessão na Zona Euro.

  • Esta semana, a Comissão Europeia deverá propôr medidas de mitigação da subida dos preços da energia.
Ver diário completo Ver diário completo

  • Alguns sinais de moderação da inflação nos EUA, mas a aceleração dos preços prossegue na Zona Euro. Em geral, existe a percepção de que a inflação deve manter-se bem acima das metas por um período ainda longo. Mercado reforçou as expectativas de subidas dos juros por parte dos principais bancos centrais. Esta 5ª feira, o BCE poderá elevar as taxas directoras nuns inéditos 75 bps. Novas subidas esperadas em Outubro e Dezembro.

  • Depois de um máximo de EUR 317 MWh há 2 semanas, a cotação do gás na Europa evolui no início desta semana de novo em alta, em torno de EUR 240 MWh, com uma subida mensal de 25% e um ganho homólogo de 356%. Com a repercussão nos custos da electricidade, esta evolução levou já à ruptura financeira (e necessidade de bailout) de algumas utilities energéticas europeias no Norte da Europa e traduz-se em fortes dificuldades para o sector industrial. Em conjunto com a subida esperada dos juros, este quadro aumenta a probabilidade de uma recessão na Zona Euro até final do ano.

  • Nos EUA os números de Agosto da criação de emprego sugerem condições do mercado de trabalho anda sólidas e uma taxa de desemprego baixa, o que favorece a expectativa de um ritmo rápido de subidas de juros pelo Fed no curto prazo.
Ver diário completo Ver diário completo

Agosto

  • O mês de Agosto ficou marcado pelas preocupações em torno da retirada de estímulos monetários por parte dos principais bancos centrais, no contexto de uma inflação que se mantém elevada (não obstante um recuo nos preços das commodities não energéticas). Na Zona Euro, o último mês acentuou os receios em torno subida dos custos do gás natural e da electricidade, num quadro marcado pela continuação da guerra da Ucrânia e por restrições ao fornecimento de gás russo. A cotação do gás natural na Europa subiu 49% no mês, levando a respectiva variação homóloga para 504%, e os contratos de futuros para o fornecimento de electricidade a 1 ano atingiram sucessivos máximos históricos.

  • Nos EUA, a inflação medida pelo IPC recuou em Julho mais que o esperado (de 9.1% para 8.5% YoY) e os indicadores de expectativas de inflação moderaram. Mas o mercado de trabalho americano manteve-se robusto, com uma criação de emprego forte em Julho. O Fed afirmou a necessidade de continuar a subir os juros de referência e de os manter elevados por um período de tempo prolongado. Na Zona Euro, o BCE sinalizou também a necessidade de fazer o frontloading da retirada de estímulos monetários, vendo como “apropriadas” novas subidas nas próximas reuniões. Na China, as autoridades anunciaram estímulos orçamentais e monetários (relativamente contidos), procurando contrariar o arrefecimento da procura interna e do mercado imobiliário.

  • A euribor a 3 meses superou os 0.5% e o mercado acentuou em alta as expectativas de subidas de juros, antecipando 100 bps de subidas pelo BCE até final do ano. No último mês, as yields do Treasury e Bund a 10 anos subiram 45 bps e 72 bps, respectivamente, com a yield curve (10Y-2Y) invertida nos EUA. Depois de ganhos na 1ª metade de Agosto, os principais índices accionistas registaram quedas nas últimas duas semanas, em alguns casos exibindo perdas ligeiras no conjunto do mês. O euro desceu abaixo da paridade face ao dólar.

Timeline

16 Ago

  • Resultados favoráveis das retalhistas americanas Walmart e Home Depo aliviaram os receios de recessão na economia dos EUA.
  • Indicador ZEW de sentimento/expectativas para a economia da Alemanha recua em Agosto.

17 Ago

  • A inflação do Reino Unido voltou a subir acima do esperado em Julho, de 9.4% para 10.1% YoY, sobretudo suportada pelos custos com a habitação, alimentos e actividades de lazer.
  • Mercado reagiu com fortes subidas das yields da dívida pública e queda dos principais índices accionistas.
  • Minutas da reunião de Julho do Fed sugerem um período prolongado de retirada de estímulos monetários. Mas membros do FOMC vêem como aconselhável uma atenuação do ritmo de subida dos juros.
  • Vendas a retalho nos EUA com variação mensal nula em Julho, abaixo do esperado. Mas vendas excluindo combustíveis e automóveis subiram 0.7% MoM, sugerindo resiliênca no consumo.
  • Crescimento do PIB da Zona Euro do 2º trimestre revisto em baixa de 0.7% para 0.6% QoQ.

18 Ago

  • Inflação da Zona Euro de Julho confirmada em 8.9% YoY (8.6% em Junho). Inflação core subiu de 3.7% para 4% YoY.
  • Nos EUA, os jobless claims recuaram inesperadamente na semana até 13 Ago. Vendas de habitações existentes caíram 5.9% MoM em Julho, para um mínimo desde Maio 2020 (4.81 milhões).
  • Norges Bank (Noruega) subiu taxas directoras em 50 bps, para 1.75%, e sinalizou nova subida em Setembro. Banco central da Turquia cortou inesperadamente os juros de referência em 100 bps, para 13%, apesar de uma inflação de 79.6% YoY.

19 Ago

  • Na Alemanha, o índice de preços no produtor subiu 37.2% YoY, após ganho mensal de 5.3%. Subidas de 163.8% YoY nos preços da distribuição do gás natural e de 125.4% YoY na electricidade.
  • Gazprom anuncia nova interrupção do fornecimento de gás à Europa através do pipeline Nordstream, por 3 dias a partir de 31 de Agosto, alegando necessidades de manutenção.

21 Ago

  • Na China, o Banco Central cortou a 1Y Loan Prime Rate em 5 bps, para 3.65%, e a 5Y Loan Prime rate em 15 bps, para 4.3%, procurando contrariar a desaceleração da procura interna.

22 Ago

  • Cotação do gás natural na Europa fecha em novos máximos.
  • Euro recua abaixo da paridade face ao dólar.

23 Ago

  • PMI Compósito recua na Zona Euro para 49.2 pontos, com quedas nas componentes da indústria e serviços. PMIs recuam nos EUA, com o índice dos serviços em 44.1 pontos.
  • Preço do petróleo (Brent) sobe acima de USD100/barril, depois de o Ministro da Energia da Arábia Saudita afirmar que a OPEP+ poderá ser forçada a reduzir a produção.

24 Ago

  • Cotação do gás natural na Europa ultrapassa EUR 300 MWh.
  • O Presidente de França, Emmanuel Macron, declarou o fim da “era da abundância”.

25 Ago

  • O Governo da China anunciou um novo pacote de estímulos orçamentais de CNY 1 trillion (USD 146 mil milhões), com investimentos em infraestruturas e apoios ao sector imobiliário.
  • Crescimento do PIB dos EUA do 2º trimestre revisto em alta, de -0.9% para -0.6% (trimestral anualizado), após -1.6% no 1º trimestre. Esther George, do Fed de Kansas City, vê os juros de referência a subir acima de 4% (vs. 2.5% actualmente).

26 Ago

  • Em França e na Alemanha, os preços da electricidade subjacentes aos contratos forward a 1 ano ultrapassaram os EUR 1130 e EUR 995 MWh, respectivamente. Confiança dos consumidores alemães em mínimos históricos.
  • Em Jackson Hole, Jerome Powell afirma que o Fed deverá continuar a subir os juros de referência, mantendo-os elevados por um período de tempo longo. Mercado reage com forte queda nas acções, subida das yields e apreciação do dólar.
  • DBRS sobe rating soberano de Portugal, de BBB (high) para A (low), com outlook estável.
Ver diário completo Ver diário completo

  • A primeira metade de Agosto ficou marcada pela persistência de receios de recessão na economia global, apesar da divulgação de alguns indicadores económicos melhores que o esperado e de indícios de que a inflação poderá ter atingido o seu pico. Na Zona Euro, os receios de recessão continuam a ser suportados, sobretudo, pela subida dos custos do gás natural e da electricidade, num contexto marcado pela continuação da guerra da Ucrânia e por restrições ao fornecimento de gás russo. A cotação do gás natural na Europa subiu 18.8% na primeira metade do mês, levando a respectiva variação homóloga para 391%.

  • Nos EUA, o mercado de trabalho continuou a dar sinais de uma situação robusta, com uma criação de emprego forte em Julho, levando a taxa de desemprego a recuar para 3.5% da população activa e acentuando as expectativas de subidas de juros pelo Fed. Estas expectativas foram arrefecidas pelo recuo da inflação nos EUA em Julho, maior que o esperado (de 9.1% para 8.5% YoY), suportando a propensão ao risco nos mercados financeiros. Os principais índices accionistas americanos e europeus registaram ganhos na primeira metade de Agosto. No mesmo período, as yields do Treasury e Bund a 10 anos subiram cerca de 15 bps e 11 bps, respectivamente (mas com descidas nos últimos dias). O euro manteve-se relativamente estável face ao dólar, evoluindo em torno de EUR/USD 1.01-1.03.

  • Mantém-se, apesar de tudo, a expectativa de efeitos negativos da inflação elevada e da subida de juros na situação financeira e no poder de compra das famílias americanas. O Banco Central da China reduziu uma das suas taxas de juro de referência em 10 bps, sinalizando uma preocupação com a evolução da actividade económica. O Banco de Inglaterra elevou a Bank Rate em 50 bps, para 1.75%, e referiu a expectativa de uma recessão a partir do final do ano na economia do Reino Unido. 
Ver semanal completo Ver semanal completo

Julho

  • O BCE subiu os juros de referência em 50 bps, acima dos 25 bps sinalizados há um mês. O forward guidance como instrumento de política é afastado e futuras decisões serão data dependent e analisadas reunião a reunião.

  • A autoridade monetária apresentou também o novo instrumento anti-fragmentação (TPI), de compra de dívida no mercado secundário, sujeita a condições. Não ficaram claras as circunstâncias exactas em que será accionado.

  • O tom hawkish do BCE coincide com a queda do Governo de Itália e com indicadores negativos para a Zona Euro.
Ver semanal completo Ver semanal completo

  • Esta semana, o BCE deverá subir os juros em 25 bps (pela 1ª vez desde 2011). Atenções centradas nos próximos passos da política monetária (+50 bps em Setembro…?) e nos detalhes da nova ferramenta anti-fragmentação.

  • Autoridade monetária entre a espada (inflação de 8.6% YoY) e a parede (riscos crescentes de recessão, com impactos do choque energético, possível disrupção da oferta de gás russo e crise política em Itália).

  • Euro atingiu brevemente a paridade e deverá manter-se pressionado, o que alimenta as pressões inflacionistas.
Ver semanal completo Ver semanal completo

  • Sinais moderadamente positivos nos EUA atenuaram receios de uma recessão iminente. Fed mantém intenção de subida agressiva dos juros no curto prazo, sobretudo com a inflação ainda a aumentar. Foco na earnings season.
  • Os riscos de recessão no curto prazo são mais visíveis na Zona Euro, sobretudo com os receios de interrupção súbita e total no fornecimento de gás russo, que se traduziriam na disrupção da produção e do consumo.
  • Neste contexto, o USD aprecia em termos efectivos e o EUR recua, aproximando-se da paridade face ao USD.
Ver semanal completo Ver semanal completo

  • O 1º semestre de 2022 revelou-se o pior para alguns índices accionistas desde 1970. Este desempenho pode ser atribuído à combinação de inflação e juros mais altos com expectativas de desaceleração ou queda da actividade. 
  • São visíveis alguns sinais de moderação da procura: a inflação core recuou nos EUA e Zona Euro; os preços das commodities caíram no último mês (excepto o gás na Europa); as pressões sobre a capacidade produtiva aliviam. 
  • A inflação deve manter-se elevada. Mas as subidas de juros poderão vir a ser menores que as agora assumidas. 
Ver semanal completo Ver semanal completo