8ª edição
 

O júri da 8ª edição do BESrevelação (o agora NOVO BANCO Revelação), seleccionou por unanimidade, os projectos apresentados a concurso por Diana Carvalho, Joana Escoval, Tiago Casanova e pela dupla Mariana Caló & Francisco Queimadela.

Cada vencedor recebeu uma bolsa de produção no valor de 7500 Euros, que lhes permitiu produzir os projectos, que agora são apresentados, a partir de 30 de Novembro de 2012 até 31 de Março de 2013, na Casa de Serralves, numa exposição comissariada por Carolina Rito.

 

 

 

Os vencedores

 
 
Diana Carvalho (Lisboa, 1986)
Projecto a materializar em fotografia analógica ampliada a partir de processos digitais (jato de tinta sobre papel ou projeção slide). As imagens correspondem a planos, muito semelhantes, de uma piscina que pertence ao Clube Aquático Bosque da Saúde, em São Paulo (Brasil) e que a artista captou desde a varanda da sua casa em novembro de 2011. No centro deste trabalho estão as ideias de série, de aparente repetição e de pequenas diferenças. Interessou-lhe relacionar o caráter imutável da arquitetura com a forma como alterações climatéricas (de luz, por exemplo), mesmo que subtis, podem transformar a nossa perceção dos objetos.
 
 
 
Joana Escoval (Lisboa, 1982)
Projeto que parte da observação de um aquário de Lisboa, o hoje considerado obsoleto Vasco da Gama (uma espécie de versão “museificada” de aquários e espaços científicos), mais especificamente de dois cavalos-marinhos aí residentes. Segundo a artista, “propõe-se a reflexão sobre um conjunto de situações que ocorrem dentro daquele pequeno espaço subaquático, numa perspetiva essencialmente espacial e pictórica para a construção de composições vídeo – seguindo os ritmos de cor/luz, movimento e textura vividos naquele cenário. Sem procurar uma narrativa ou qualquer ideia de ação documental desta “amostra” de universo marinho, este projeto utilizará o meio audiovisual para expandir e transformar o espaço daquele aquário.”
 
 
 
Tiago Casanova (Funchal, Ilha da Madeira, 1988)

Projeto, traduzido em fotografia analógica e em filme, que “pretende questionar o significado de memória através do cariz documental da fotografia, explorando conceitos como perdidos e achados, recuperação, restauração, conservação e destruição de arquivos pessoais e de memórias”.

 
   
 
Mariana Caló (Viana do Castelo, 1984) e Francisco Queimadela (Coimbra, 1985)

Projeto de uma instalação vídeo intitulada Observatório do Desconhecido. Em três ecrãs veremos desfilar, nas palavras dos artistas, “imagética relacionada com a noção de descoberta e revelação do desconhecido, desenvolvida no panorama cultural português ao longo dos tempos; [no fundo] parte de uma pesquisa sobre o papel da relação com o desconhecido no processo de edificação da identidade cultural e memória coletiva.

 
 
 
 
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