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25 Maio 2020
João Caldeira da Silva, Especialista em seleção de fundos



Princípios de Investimento

Temas a destacar

  • Defina uma estratégia de investimento adequada ao seu caso particular;
  • Mantenha uma perspetiva de longo prazo;
  • Tire partido dos benefícios da diversificação;
  • Implemente um plano de investimento regular.
Covid - 19 e os mercados financeiros
Como reagir enquanto investidor particular?


No passado março, os mercados acionistas globais, abalados pelo alastramento global do COVID-19 e pela queda abrupta do preço do petróleo, sofreram perdas cuja amplitude e velocidade não têm paralelo na sua história. De uma forma surpreendente, estes mesmos mercados encetaram uma extraordinária recuperação, sem antecedentes, ao longo de todo o mês de abril. Confrontados com tamanha volatilidade, é natural que os investidores particulares sintam alguma desorientação, que não é propícia à tomada de decisões de investimento.

Por esta razão, cremos ser este o momento apropriado para recordar os Princípios de Investimento que nos devem nortear enquanto investidores:
  • Definição de uma Estratégia de Investimento;
  • Manutenção de uma Perspetiva de Longo Prazo;
  • Construção de uma Carteira Diversificada;
  • Implementação de um Plano de Investimento Regular.
Munidos da bússola constituída por estes Princípios de Investimento, os investidores particulares estarão em condições de realizar, com confiança, os investimentos mais adequados para alcançar os seus objetivos financeiros.

 

 

Estratégia de investimento
Investir de acordo com os nossos objetivos


Para que as decisões de investimento não variem em função dos movimentos do mercado, é fundamental definir uma estratégia de investimento adequada às nossas características, objetivos e necessidades, ou seja, ao nosso perfil de investidor.

Implementar uma estratégia consiste em definir qual a percentagem a investir em obrigações e em ações. Quanto mais conservador for o investidor, maior deverá ser a percentagem alocada a obrigações e quanto mais dinâmico for o investidor, maior deverá ser a percentagem alocada ações. A estratégia moderada corresponde a um meio termo entre as outras duas estratégias.

 

 

Perspetiva de longo prazo
O tempo como nosso aliado


Mesmo durante as quedas mais recentes, o índice representativo dos mercados acionistas desenvolvidos (MSCI World) nunca encerrou a um nível inferior a 1.600, confortavelmente acima dos 805 pontos atingidos em março de 2009, o ponto mais baixo da correção iniciada com o início da Grande Crise Financeira.

Adicionalmente, há que ter bem presente, que a rendibilidade de longo prazo do mercado acionista depende, em larga medida, da rendibilidade positiva excecionalmente alta, que se verifica num número muito restrito de dias. O investidor, que perca esses (poucos) dias, corre um sério risco de obter uma rendibilidade claramente inferior à de quem permaneceu investido ao longo de todo o período.

 

 

Diversificação
Não ponha os ovos todos no mesmo cesto


O benefício da diversificação resulta da inclusão numa carteira de investimento de diferentes ativos, que se comportam de forma diferente, ou seja, com um reduzido fator de correlação. Esta "técnica" permite aos investidores construir carteiras de investimento cujo nível de risco é inferior ao risco dos ativos individuais, ao mesmo tempo, que capturam a totalidade da rendibilidade gerada por cada um desses ativos.

Existem vários tipos de diversificação, entre as quais se destacam: por classe de ativo, regional, setorial, por estilo de investimento e temporal.

 

 

Plano de Investimento Regular
Tire partido da volatilidade


A volatilidade é uma realidade incontornável dos mercados financeiros em geral e dos mercados acionistas em particular.

Uma forma eficaz e simples de se tirar partido da volatilidade dos mercados dá pelo nome de diversificação temporal, que consiste em pôr em prática um plano de investimento regular. Esta tática de colocar os nossos investimentos em "piloto automático", assegura, que vamos "comprar" tanto "na baixa" ("a um preço barato"), como "na alta" ("a um preço caro"), aumentando, assim, de forma drástica a probabilidade de o preço médio dos nossos investimentos ser bastante correto.

 

 

 

 

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