Ayrson Heráclito

Para o júri, Ayrson Heráclito na sua obra «investiga as ricas relações entre África e o Brasil, explorando as ligações políticas, sociais e culturais entre estes dois territórios, demonstrando um interesse especial na história da escravatura e nas religiões afro-brasileiras, de uma perspetiva privilegiada: Salvador, Bahia, a capital do Brasil africano, onde vive e trabalha. O vídeo e a fotografia são os principais suportes utilizados pelo artista, que também recorre a instalações e outros media. No ano passado, Ayrson Heráclito participou em várias exposições, onde apresentou trabalhos como Segredos Internos (1999-2009) em Do Valongo à Favela (Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro), Múltiplo II em Histórias Mestiças (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo) e o vídeo Barrueco (2004) em Memórias Inapagáveis (VideoBrasil, SESC Pompeia, São Paulo).»

Edson Chagas

Na opinião do júri, Edson Chagas, no seu trabalho, «usa o contexto urbano de cidades como Luanda, Londres ou Newport como cenário para criar um "arquivo" de objetos banais. O seu interesse centra-se em captar a forma como os objetos abandonados, dispersos pela cidade, oferecem um olhar sobre os hábitos de consumo de um determinado local. Ao fotografar estes objetos, por vezes movendo-os para criar a sua própria composição, o artista cria uma relação entre o objeto e o contexto, entre uma ideia e a realidade. Edson Chagas foi nomeado para o NOVO BANCO Photo 2015 pela exposição Luanda, Encyclopedic City, em representação de Angola na 55.ª Bienal de Veneza (2013), onde conquistou o Leão de Ouro pela melhor participação nacional, bem como pela sua exposição individual na galeria Belfast Exposed Photography (2014), onde apresentou a série em curso Found Not Taken.»