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24 Economia e Mercados

  

 

Diário

Publicação diária com os principais indicadores dos mercados financeiros (ações, obrigações, mercado monetário, taxas de câmbio, commodities) e com a análise dos principais “market movers” do dia, incluindo os indicadores de atividade económica, as decisões de política monetária e os eventos políticos mais relevantes.

Maio

  • A percepção de que os juros permanecerão elevados por mais tempo nos EUA continua a condicionar o optimismo dos mercados. O Presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que o banco central pode ter de esperar mais tempo para cortar ao juros, mesmo depois do alívio da inflação em Abril. A subida mais forte que a esperada dos índices PMI de Maio nos EUA, reforçou também o cenário de que o Fed não tem pressa no alívio dos juros directores.

  • A evolução mais forte que a esperada dos índices PMI da Zona Euro em Maio, sugerindo uma recuperação da actividade, veio atenuar as expectativas de descida de juros por parte do BCE. A percepção de juros altos por mais tempo nas principais economia alimentou uma trajectória de subida expressiva das yields na sessão de ontem. O dólar recua 0.1% em termos efectivos esta manhã, mas aprecia 0.5% no conjunto da semana.

  • Neste contexto, as bolsas europeias abriram esta manhã com descidas nos principais índices de acções. Já ontem, as praças americanas fecharam em baixa, não obstante o entusiasmo com os fortes resultados divulgados pela Nvidia (que levaram a empresa a valorizar 9.3%). No Reino Unido, as vendas a retalho caíram mais que o esperado em Abril (-2.3% MoM), depois de um recuo de 0.2% MoM no mês anterior.
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  • A manhã arranca com optimismo no mercado de acções da Europa, liderado pelo sector tecnológico, que reage aos fortes resultados reportados ontem pela Nvidia. A empresa apresentou resultados superiores ao esperado, com as receitas a triplicarem no 1º trimestre de 2024, e reviu em alta as estimativas de receitas para o 2º trimestre. Este desempenho levou as acções da Nvidia a valorizarem 7.8% no mercado after-hours e contribuíram para a valorização de outras empresas associadas à Inteligência Artificial.

  • Na Zona Euro, o indicador PMI Compósito sugeriu uma ligeira aceleração da actividade em Maio (subida de 51.7 para 52.3 pontos), com os serviços a manterem o ritmo de expansão (53.3 pontos) e a indústria a atenuar o ritmo de queda (subida de 45.7 para 47.4 pontos). Regista-se uma melhoria nas componentes de emprego e novas encomendas, bem como algum alívio nas componentes de preços. O PMI Compósito sugere uma aceleração da actividade na Alemanha, mas uma contracção marginal em França.

  • A yield dos JGBs a 10 anos subiu acima de 1%, pela 1ª vez em 11 anos, reflectindo a expectativa de que o Banco do Japão adopte uma política menos expansionista. Nos EUA, as minutas da última reunião do comité de política monetária do Fed revelaram um tom relativamente hawkish. No Reino Unido, o Primeiro-Ministro Rishi Sunak convocou inesperadamente eleições para o dia 4 de Julho, numa altura em que as sondagens sugerem uma vitória dos Trabalhistas por uma larga margem. A libra registou algum aumento de volatilidade.
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  • Os dados de inflação de Abril no Reino Unido revelaram uma desaceleração dos preços menos expressiva que o esperado, em função da persistência de pressões inflacionistas nos serviços. Os preços no consumidor subiram 0.3% em Abril face ao mês anterior, em que tinham aumentado 0.1%. A taxa de inflação desceu de 3.2% para 2.3% YoY na economia britânica, uma clara redução (explicada sobretudo pela componente de energia), mas menos acentuada que o esperado. O mercado reduziu de forma evidente a probabilidade atribuída ao anúncio de uma descida da Bank rate pelo Banco de Inglaterra na reunião de 20 de Junho (para apenas 11%). Um primeiro movimento de corte dos juros é agora antecipado na totalidade apenas em Novembro. A libra avança face ao dólar (GBP/USD 1.275) e face ao euro (EUR/GBP 0.851).

  • Os dados de inflação no Reino Unido estão a conduzir a uma subida das yields não só da dívida britânica, mas também da norte-americana e da Zona Euro, invertendo a descida ontem verificada. A persistência de pressões inflacionistas (sobretudo nos serviços) ilustrada pelos dados hoje conhecidos está a penalizar o sentimento dos investidores. Os mercados accionistas europeus recuam hoje, prolongando o movimento de ontem. Nos EUA, contudo, os índices S&P 500 e Nasdaq atingiram ontem novos máximos, antes da apresentação dos resultados do 1º trimestre da Nvidia, hoje, após o fecho do mercado, que está de novo a gerar grande expectativa.

  • Na Zona Euro, a Presidente do BCE Christine Lagarde voltou a sinalizar ontem que é provável uma descida dos juros de referência do BCE na reunião de 6 de Junho, manifestando confiança na trajectória de descida da inflação. A actuação posterior é nitidamente mais incerta, tendo Joachim Nagel, Presidente do Bundesbank, apelado a uma atitude cautelosa após a 1ª descida dos juros, juntando-se assim a Isabel Schnabel (do BCE) nessa posição. 
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  • A sessão desta terça-feira arranca em baixa no mercado de acções da Europa, depois dos novos máximos atingidos ontem. A favorecer este movimento estão as declarações de ontem de Raphael Bostic, Presidente do Fed de Atlanta, defendendo que a autoridade monetária americana precisa de tempo até estar confiante do regresso da inflação ao target de 2%, pelo que será necessário apenas um corte nos juros directores este ano. Por seu turno, Loretta Mester, do Fed de Cleveland, admitiu que há menos margem para descidas dos juros nos EUA do que o anteriormente previsto. O mercado reagiu com um novo adiamento nas expectativas para a descida do target para a taxa fed funds, patente na subida das yields dos Treasuries, para 4.44% nos 10Y e 4.84% nos 2Y (prazo mais sensíveis às expectativas para os juros).

  • Na Alemanha, os preços no produtor caíram 3.3% YoY em Abril, ligeiramente mais que o esperado e cumprindo uma sequência de 10 registos consecutivos de descida. A principal driver desta evolução foi o recuo dos preços da energia. Este resultado vem reforçar o cenário de alívio das pressões inflacionistas na Zona Euro. Com as expectativas para um primeiro corte de juros pelo BCE bastante ancoradas em torno da reunião de Junho, assiste-se a uma tendência ligeira de descida das yields soberanas, para 2.51% no Bund a 10Y. A yield da OT portuguesa na mesma maturidade recua para 3.14%.

  • Os preços do petróleo prolongam o movimento de descida, para USD 83.1/barril em Londres e USD 78.9/barril na praça de Nova Iorque, pressionados pelo recuo de expectativas para o corte de juros pelo Fed. A desvalorização do petróleo reflecte, ainda, a percepção de que a morte do Presidente iraniano e a deterioração do estado de saúde do Rei da Arábia Saudita não acarretam riscos de disrupção à oferta de crude pela OPEP. O cobre e o ouro recuam esta manhã, depois de ontem terem atingido novos máximos. O ouro desce 0.5%, para USD 2415/onça, e o cobre recua 0.4%, para USD 10810/tonelada. 
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  • A semana inicia-se com um movimento de valorização ligeira dos mercados accionistas a nível global, numa manhã marcada pela subida dos preços do cobre e do ouro para novos máximos históricos, prolongando a trajectória recente. De facto, o ouro ascendeu já esta 2ª feira a USD 2450/onça, favorecido pela expectativa de que o Fed iniciará ainda este ano a descida dos juros de referência, consolidada pela descida de inflação conhecida na passada semana. A cotação do cobre ultrapassou o patamar de USD 11000/tonelada pela 1ª vez, resultante da antecipação de um acentuar do défice de oferta.

  • Os desenvolvimentos geopolíticos no Médio Oriente permanecem em foco, depois de conhecida a morte do Presidente e do Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão este fim de semana num acidente de helicóptero. A notícia não está, para já, a gerar consequências significativas nos mercados, assistindo-se a uma estabilização dos preços do petróleo, com o barril de Brent em USD 84.0/barril.

  • No plano macroeconómico, destacar-se-á esta semana a divulgação dos índices PMI referentes à actividade na indústria e nos serviços na Zona Euro em Maio (5ª feira). Também no Reino Unido serão conhecidos os índices PMI de Maio (5ª feira), destacando-se ainda a inflação de Abril (na 4ª), que deverá revelar uma descida expressiva da taxa homóloga. Depois de o Banco de Inglaterra ter aberto a possibilidade de uma descida da Bank rate já na reunião de Junho, estes dados ganham particular relevância. Na Zona Euro, merece ainda destaque a evolução dos salários negociados no 1º trimestre (5ª feira). Nos EUA, o Fed divulgará, na 4ª feira, as minutas da última reunião de política monetária e será conhecida a evolução das encomendas dirigidas à indústria em Abril (6ª feira). Refira-se, ainda, na 4ª feira, a apresentação dos resultados da Nvidia relativos ao 1º trimestre, com potenciais ramificações a todo o sector tecnológico.  
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  • A manhã desta 6ª feira está a ser marcada por quedas dos mercados accionistas a nível global, depois de já ontem os índices de referência norte-americanos e europeus terem encerrado em terreno negativo. A contribuir para a deterioração do sentimento dos investidores estão sinais de debilidade da economia chinesa, com maiores ritmos de queda das vendas de habitações e da descida dos preços das novas habitações em Abril. Também o desempenho das vendas a retalho na economia chinesa foi significativamente inferior ao esperado. As autoridades chinesas anunciaram, já hoje, novas medidas visando estimular o mercado imobiliário.

  • A penalizar também o sentimento dos investidores estão novos comentários de responsáveis do Fed sugerindo a necessidade de juros elevados por um período prolongado. As yields da dívida norte-americana subiram ontem, sobretudo nos prazos mais curtos. O dólar apreciou face à generalidade das divisas, movimento que se prolonga esta manhã, com a cotação EUR/USD em 1.086.

  • Em entrevista hoje publicada, Isabel Schnabel, da Comissão Executiva do BCE, reconhece que uma primeira descida dos juros em Junho poderá ser apropriada, mas sinaliza uma actuação posterior cautelosa. A responsável sublinha os elevados níveis de incerteza actuais bem como o facto de a inflação estar ainda sujeita a riscos em alta.
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  • Os mercados accionistas asiáticos exibem hoje valorizações generalizadas, depois de diversos índices de referência norte-americanos e europeus terem alcançado ontem novos máximos. A contribuir para esta evolução esteve a divulgação dos dados de inflação nos EUA em Abril, que, ao retomarem uma trajectória descendente, consolidaram a expectativa de que o Fed iniciará a descida dos juros de referência ainda este ano.

  • Nos EUA, os preços no consumidor subiram 0.3% em Abril face ao mês anterior (marginalmente abaixo do esperado e do que em Março), tendo a taxa de inflação homóloga descido de 3.5% para 3.4%, depois de dois aumentos sucessivos. Por seu turno, as vendas a retalho nos EUA revelaram um arrefecimento em Abril, tendo estagnado face ao mês anterior. As taxas da dívida americana desceram de forma clara, para 4.73% e 4.33% a 2 e a 10 anos.

  • A produção industrial da Zona Euro cresceu 0.6% em Março face ao mês anterior, cujo crescimento foi revisto em alta para 1%. Com esta evolução mais favorável que o esperado, a variação homóloga passou de -6.3% para -1%. As previsões de Primavera da Comissão Europeia, ontem apresentadas, mantêm como cenário central um soft landing da economia europeia, apontando para uma descida da inflação mais expressiva que o anteriormente antecipado. A Comissão espera um crescimento do PIB dos Vinte de 0.8% este ano e de 1.4% em 2025, enquanto para a inflação se prevê uma taxa média de 2.5% em 2024 e 2.1% no próximo ano
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  • Os mercados accionistas prolongam na manhã desta 4ª feira a valorização das últimas sessões, com diversos índices de referência a atingir novos máximos históricos. É grande a expectativa dos investidores em torno da divulgação, hoje pelas 13h30, dos dados de inflação de Abril nos EUA, que poderão retomar uma trajectória descendente, permitindo ao Fed iniciar a descida dos juros de referência até ao final do ano. Note-se, no entanto, que ontem, Jerome Powell voltou a sinalizar juros altos por um período mais prolongado que o antecipado previamente, dada a evolução mais desfavorável da inflação nos últimos meses.

  • Nos EUA, os preços no produtor subiram 0.5% em Abril face ao mês anterior. Em termos homólogos, aumentaram 2.2%, variação mais significativa desde Abril de 2023. Apesar de esta evolução ter sido mais desfavorável que o esperado, registou-se uma descida em algumas componentes com influência relevante sobre a evolução dos preços no consumidor, como as despesas de ambulatório hospitalar. Neste contexto, as yields da dívida pública norte-americana desceram, voltando hoje a recuar para 4.81% e 4.43% a 2 e a 10 anos. O dólar depreciou, e a cotação EUR/USD regressou a valores superiores a 1.08.

  • A Administração Biden anunciou ontem a imposição de novas tarifas sobre um conjunto de bens importados da China, como semincondutores, baterias, material médico, veículos eléctricos, aço, alumínio e certos minérios. De acordo com a estimativa da Casa Branca, as medidas deverão afectar cerca de USD 18 mil milhões das importações da China. Trata-se da maior actualização à primeira aplicação destas medidas por parte do Presidente Trump.
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  • O índice ZEW de expectativas para a economia alemã subiu mais que o esperado em Maio, de 42.9 para 47.2 pontos, um máximo desde Fevereiro de 2022. De tarde, serão divulgados os números de Abril da inflação no produtor nos EUA, sendo esperada uma descida ligeira a nível core, de 2.4% para 2.3% YoY. Nas commodities, o petróleo desliza 0.2%, depois de ganhar ontem 0.7% no Brent e 1.1% no WTI. Hoje será divulgado o novo relatório da OPEP com a avaliação da conjuntura do mercado do petróleo. 

  • O euro segue flat face ao dólar, em EUR/USD 1.079, e o iene volta a recuar, para USD/JPY 156.5. Yields japonesas de longo prazo sobem, com especulação de uma eventual redução das operações de aquisição de dívida do Banco do Japão, para conter a depreciação da divisa. Na base esteve a redução da procura de títulos pelo Banco do Japão, na operação de ontem.

  • O vice-Chair do Fed, Philip Jefferson, declarou que as taxas de juro deverão permanecer restritivas nos EUA, até que haja “evidência adicional” de que a inflação esteja a convergir para o target de 2%. Segundo dados divulgados ontem pelo Fed de Nova Iorque, as expectativas dos consumidores americanos para a inflação a 12 meses subiram de 3% para 3.3% em Abril, um máximo desde Novembro, mas recuaram nos horizontes maiores, de 2.9% para 2.8% a 3 anos e de 2.8% para 2.6% a 5 anos.  
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  • A semana iniciou-se sem movimentos muito significativos nos mercados, em função da ausência de drivers ao nível de eventos ou indicadores económicos relevantes. Os principais índices accionistas europeus evoluíam esta manhã entre pequenos ganhos e perdas, depois de uma sessão também mista na Ásia. As yields dos Treasuries e Bunds registavam variações mínimas e o petróleo (Brent) subia 0.16%, para USD 82.9/barril. O Banco do Japão reduziu a procura de JGBs numa operação regular esta 2ª feira, o que se traduz numa subida de 4 bps na yield a 10 anos, para 0.946%

  • Esta semana, serão divulgados os números mais recentes do crescimento dos preços nos EUA. Em Abril, a inflação medida pelo IPC terá recuado de 3.5% para 3.4% YoY na economia americana. A nível core, a inflação terá descido de 3.8% para 3.6% YoY. Na última 6ª feira, foi conhecida uma deterioração da confiança dos consumidores americanos já em Maio, em parte explicada por um aumento das expectativas de inflação. Ainda nos EUA, espera-se a divulgação de um ligeiro abrandamento das vendas a retalho em Abril. A situação dos consumidores americanos estará também em foco na divulgação dos resultados do 1º trimestre de algumas das principais empresas retalhistas americanas.

  • Na Zona Euro, o crescimento do PIB do 1º trimestre e a inflação de Abril devem ser confirmados em 0.4% QoQ e 2.4% YoY, respectivamente. A Comissão Europeia apresenta, na 4ª feira, a actualização das suas previsões económicas e, no final da semana, o BCE divulga o relatório com a mais recente Financial Stability Review. No Japão, deverá ser conhecida uma queda do PIB de 0.4% QoQ no 1º trimestre. Já na China, os registos de Abril das vendas a retalho, produção industrial e investimento em activos fixos deverão sugerir recuperação da actividade.
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  • Os mercados accionistas prosseguem esta 6ª feira a valorização dos últimos dias, beneficiando do tom genericamente favorável dos resultados empresariais do 1º trimestre e da consolidação da expectativa de cortes dos juros de referência pelos principais bancos centrais ao longo dos próximos meses. O índice Euro Stoxx 600 situa-se em novos máximos, podendo vir a registar o maior ganho semanal dos últimos 3 meses. Nos EUA, o S&P 500 encerrou ontem menos de 1% abaixo do seu máximo histórico.

  • Nos EUA, os novos pedidos de subsídio de desemprego aumentaram substancialmente na última semana, de 209 para 231 mil, nível mais elevado desde Agosto. Este novo sinal de arrefecimento do mercado de trabalho norte-americano levou a uma descida das yields da dívida dos EUA, que se situam em 4.82% e 4.45% a 2 e a 10 anos. Esta tarde, merece destaque a divulgação do índice de confiança dos consumidores apurado pela Universidade de Michigan para o mês de Maio.

  • O Banco de Inglaterra decidiu ontem manter inalterada a Bank rate em 5.25%. O Governador Andrew Bailey afirmou que uma descida dos juros na reunião de 20 de Junho não está “nem afastada nem assegurada”, sublinhando a importância dos dois registos de inflação e evolução salarial que serão conhecidos até então. Bailey afirmou ser provável que o Banco venha a reduzir a Bank rate ao longo dos próximos trimestres, “possivelmente mais que o antecipado pelo mercado”. Já hoje, foi conhecido o crescimento de 0.6% QoQ da economia britânica, um desempenho mais forte que o esperado após dois trimestres de queda trimestral do PIB.  
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  • As exportações chinesas (medidas em USD) tiveram uma recuperação mais forte que a esperada em Abril, ao crescerem 1.5% YoY após o recuo de 7.5% YoY do mês anterior, impulsionadas pelas vendas para os países do sueste asiático (+8.1% YoY). Na Europa, o mercado de acções segue misto, não se observado para já uma tendência clara, depois dos novos máximos históricos atingidos ontem. Em Espanha, destaque-se o anúncio de uma oferta de compra hostil lançada pelo BBVA ao Sabadell.

  • Susan Collins, do Fed de Boston, declarou ontem que o target para a taxa fed funds deverá permanecer aos níveis actuais por mais tempo que o anteriormente esperado, dado o desempenho mais forte que o previsto que a actividade e o crescimento dos preços têm revelado. Estas declarações favoreceram, uma vez mais, um aumento das expectativas para os juros nos EUA, suportando a apreciação do dólar e a subida das yields dos Treasuries.

  • O Banco de Inglaterra reúne hoje o comité de política monetária, sendo elevada a expectativa quanto a uma eventual sinalização do timing para o início do processo de descida dos juros directores. Para já, a Bank rate deverá permanecer inalterada nos 5.25%, com o banco central a sinalizar um eventual primeiro corte de 25 bps algures no Verão. O mercado aponta o mês de Agosto como a data mais provável. A libra segue relativamente estável face ao euro, mas recua face ao dólar para GBP/USD 1.247. 
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  • O Banco Central da Suécia anunciou esta manhã uma descida da taxa de juro de referência de 4% para 3.75%. Esta descida, a primeira desde 2016, e que poderá ser seguida por outras duas na 2ª metade do ano, antecede movimento semelhante esperado por parte do BCE no próximo mês. O Banco Central da Suécia torna-se, assim, na segunda autoridade monetária das economias avançadas a descer os juros, depois do Banco Nacional da Suíça, a 21 de Março. A coroa sueca perde 0.7% face ao euro (EUR/SEK 11.75) e 1% face ao dólar. O dólar recupera em termos efectivos pela 3ª sessão consecutiva, situando-se a cotação EUR/USD em torno de 1.074.

  • Os mercados accionistas europeus apresentam hoje ganhos pela 4ª sessão consecutiva, tendo o índice Euro Stoxx 600 atingido um novo máximo histórico esta manhã. A recuperação dos últimos dias tem beneficiado do tom genericamente positivo dos resultados empresariais do 1º trimestre e da expectativa de que o Fed venha a iniciar um corte dos juros de referência ainda este ano. No entanto, é ainda grande a incerteza em torno da actuação do Fed. Neel Kashkari, Presidente do Fed de Minneapolis, defendeu ontem que os juros de referência do Fed deverão permanecer aos níveis actuais por um período prolongado e afirmou mesmo que apoiaria uma subida dos juros caso a inflação permanecesse a níveis excessivos. Note-se, contudo, que Kashkari não tem actualmente poder de voto no comité de política monetária do Fed.

  • Os preços do petróleo caem hoje mais de 1%, com o Brent a ser transaccionado a USD 82.1/barril, com o mercado a antecipar que, esta tarde, será divulgado um aumento significativo dos stocks de crude nos EUA na última semana. A situação geopolítica no Médio Oriente continua, no entanto, a condicionar o mercado, depois de Israel não ter aceite uma proposta de cessar-fogo em Gaza, tendo iniciado uma intervenção militar na cidade de Rafah. Esta operação tem merecido a crítica dos EUA, que terão suspendido temporariamente o fornecimento de material militar a Israel. 
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  • O clima de optimismo prossegue nos mercados financeiros, suportando a valorização do mercado accionista europeu, descidas moderadas nas yields soberanas e um recuo ligeiro do ouro. A suportar a propensão ao risco está o reforço das expectativas de descida dos juros directores nas principais economias. Nas commodities, o petróleo prolonga as subidas de ontem, reflectindo o aumento dos preços de venda por parte da Arábia Saudita e as baixas expectativas para um cessar-fogo em Gaza.
         
  • No mercado accionista, o optimismo é alimentado, ainda, pelo tom relativamente positivo que a earnings season tem revelado. O UBS e o Unicredit apresentaram resultados mais fortes que o esperado no 1º trimestre de 2024. A BP revelou uma redução mais expressiva que a esperada dos lucros, mas manteve o ritmo do programa de share buyback, enquanto que a retalhista alemã Zalando reportou uma melhoria dos resultados operacionais.

  • As encomendas à indústria alemã caíram 0.4% MoM em Março, contrariando a expectativa de crescimento, pressionadas pela queda de 2.3% MoM nos pedidos de grandes meios de transporte (e.g. aeronaves e navios). Mas, excluindo este factor que tende a ser mais volátil, os dados core aumentaram 0.1% MoM. As exportações alemães cresceram 0.9% MoM em Março, acima do esperado e após -1.6% MoM em Fevereiro.
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  • Os índices accionistas europeus iniciaram a semana em alta, suportados pela expectativa de um outlook global benigno no que respeita à actividade económica e à evolução das taxas de juro. O Chief Economist do BCE, Philip Lane, reafirmou a convicção de convergência da inflação para 2%, aumentando a probabilidade de redução dos juros em Junho. Os registos finais dos PMIs de Abril reviram em alta os valores preliminares e confirmaram uma ligeira recuperação da actividade na Zona Euro. Na China, o PMI Caixin Serviços sinalizou uma expansão da actividade no sector em Abril. A yield do Bund a 10 anos recua 3 bps.

  • Nos EUA, a criação de emprego caiu em Abril de 315 mil para 175 mil, um registo abaixo do estimado. A taxa de desemprego subiu de 3.8% para 3.9% da população activa e a remuneração média horária desacelerou de 4.1% para 3.9% YoY. O ISM Serviços sugeriu inesperadamente uma queda da actividade no sector (recuo de 51.4 para 49.4), destacando-se o abrandamento das encomendas e a queda do emprego. De notar, ainda, a forte subida da componente de preços. Apesar deste último ponto, esta informação alimentou as expectativas de que o Fed poderá ainda cortar juros este ano.

  • Nos EUA, espera-se a divulgação, no final da semana, de uma ligeira queda da confiança dos consumidores no início de Maio, merecendo atenção a componente de expectativas de inflação. Na Zona Euro, para além de indicadores sobre actividade industrial e exportações relativos a Março (na Alemanha), merece destaque a actualização das previsões da Comissão Europeia (já hoje). No Reino Unido, o BoE deverá manter a Bank Rate inalterada em 5.25%. O PIB da economia britânica terá crescido 0.4% QoQ no 1Q, vs. -0.3% no Q4’23. Na China, deverá ser conhecida uma recuperação das exportações e importações em Abril, e espera-se a divulgação de uma ligeira subida da inflação. Em Portugal, o IGCP leva a cabo na 4ª feira dois leilões de OTs com maturidades em Out 2034 e Jun 2038, com um montante indicativo global de EUR 1000-1250 milhões.
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  • A manhã desta 6ª feira está a ser caracterizada por ganhos da generalidade dos mercados accionistas, liderados pelo sector tecnológico. A propiciar esta recuperação estará a apresentação de fortes resultados pela Apple, após o fecho dos mercados norte-americanos, que encerraram ontem em alta. Merecem também destaque os resultados da Société Générale e do Crédit Agricole, tendo ambos superado as expectativas.

  • A sessão de hoje deverá ser dominada pela divulgação dos dados referentes ao mercado de trabalho norte-americano no mês de Abril. É antecipada uma criação de cerca de 240 mil postos de trabalho em termos líquidos, após 303 mil registados em Março, ilustrando algum arrefecimento ao nível do emprego. Um valor significativamente diferente poderá gerar uma reacção do mercado relevante, num momento em que é antecipada apenas uma descida da target rate dos fed funds na totalidade até ao final do ano.

  • O iene ganha terreno de forma clara, alcançando a cotação mais forte das últimas três semanas (USD/JPY 153.2), o que está a gerar especulação de que tenha sido propiciada pela intervenção das autoridades japonesas no mercado cambial. Com esta evolução, a divisa japonesa encaminha-se para registar o melhor desempenho semanal desde Dezembro de 2022. O euro aprecia também, para EUR/USD 1.073. Os preços do petróleo estão estáveis, permanecendo o barril de Brent abaixo de USD 84. A semana deverá ficar marcada por uma expressiva descida dos preços, em função de um alívio da tensão no Médio Oriente.  
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  • O Fed manteve ontem a target rate dos fed funds inalterada em 5.25-5.50%. Jerome Powell continua a antecipar que a inflação deverá voltar a diminuir até ao final do ano, mas está a demorar mais tempo que o esperado a regressar aos níveis desejados, pelo que o Fed necessita de mais tempo para ter a confiança necessária na sua trajectória descendente. O comunicado e a conferência de imprensa reflectiram a ideia de juros aos níveis actuais por um período mais prolongado, que vários responsáveis da instituição vinham transmitindo. Refira-se ainda que Powell praticamente afastou a possibilidade de um movimento de subida dos juros, considerando-o improvável. O Fed anunciou ainda uma desaceleração do ritmo de redução do seu balanço a partir de Junho. Estes dois factores terão contribuído para a descida das yields da dívida americana.

  • Os índices S&P 500 e Nasdaq caíram ontem, prolongando a queda das sessões anteriores. 79% das empresas do S&P que já apresentaram resultados superaram as expectativas. Na Europa, os mercados accionistas reabrem hoje após o 1º de Maio, não apresentando uma direcção bem definida.

  • Nos EUA, o índice ISM Manufacturing caiu de 50.3 para 49.2 pontos em Abril, sinalizando um regresso inesperado da actividade industrial a terreno de contracção. A rubrica de preços dos inputs subiu de forma acentuada, para o nível mais alto desde Junho de 2022, sugerindo a persistência de pressões ascendentes sobre os preços.
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Abril

  • A manhã desta terça-feira está a ser marcada por uma apreciação moderada do dólar, que traduz a expectativa de que o discurso do Fed venha a ser mais hawkish na reunião de política monetária que se inicia hoje e cujas conclusões serão conhecidas amanhã. Na China, os índices PMI revelaram uma desaceleração ligeira da actividade na indústria, em linha com o esperado, e um abrandamento mais acentuado que o esperado dos serviços, no mês de Abril.

  • O iene permanece relativamente estável em torno de USD/JPY 156.8, após a forte apreciação da madrugada de 2ª feira, que poderá ter sido propiciada pela intervenção das autoridades. No plano dos resultados empresariais do 1º trimestre, merece destaque o forte crescimento dos lucros da Samsung, com o negócio dos semicondutores a ser impulsionado pelos avanços da inteligência artificial. Já os resultados da Volkswagen e da Mercedes-Benz sofreram uma quebra. Nos EUA, serão conhecidas hoje as contas da Amazon, McDonald’s e Coca-Cola, num momento em que mais de 80% dos resultados já apresentados superaram as expectativas.

  • A economia da Zona Euro teve um crescimento de 0.3% no 1º trimestre, após uma contracção ligeira de 0.1% em cada um dos dois últimos trimestres de 2023. Em termos homólogos, o PIB dos Vinte acelerou de 0.1% para 0.4%, um desempenho mais favorável que o esperado e que foi propiciado por todas as principais economias do bloco. A Alemanha cresceu 0.2%, após a contracção de -0.5% no último trimestre de 2023. A inflação homóloga da Zona Euro manteve-se em 2.4% em Abril, descendo de 2.9% para 2.7% a nível core
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  • O início da semana foi marcado por uma elevada volatilidade no iene, dada a especulação em torno de uma possível intervenção (ou não) das autoridades. A divisa japonesa tocou num novo mínimo desde 1990, de USD/JPY de 160.17 (-1.2%), antes de inverter o movimento e registar uma apreciação superior a 2%, evoluindo entretanto em torno de USD/JPY 155.3. No mercado accionista, registavam-se, esta manhã, ganhos nos principais índices europeus (+0.3% no Euro Stoxx), acompanhando o recuo de 0.77% no preço do petróleo (Brent), para USD 88.6/barril, por sua vez resultado de esforços dos EUA no sentido de obter um cessar-fogo entre Israel e o Hamas. As yields do Treasury e Bund a 10 anos recuavam 2 bps.

  • Nos indicadores, destaque para a subida da inflação em Espanha em Abril, de 3.2% para 3.3% YoY, abaixo do esperado. Hoje será conhecida também a inflação na Alemanha. Esta semana, o Fed deverá manter os juros de referência inalterados em 5.25%-5.5%. O Fed deverá reafirmar a ausência de pressa em cortar a sua taxa directora, preferindo esperar por sinais consistentes de recuo da inflação. Ainda nos EUA, será conhecida no final da semana a evolução do mercado de trabalho de Abril. A criação de emprego terá recuado na economia americana, mas mantendo-se forte, em torno de 250 mil. A taxa de desemprego ter-se-á mantido inalterada em 3.8% da população activa. Os ISM deverão sugerir uma aceleração da actividade nos serviços e uma estabilização da indústria.

  • Na Zona Euro, o PIB terá crescido 0.1% QoQ no 1Q’24, após queda de 0.1% no 4Q’23. Para esta evolução terá contribuído uma recuperação da economia da Alemanha. Para Portugal e Espanha, esperam-se desacelerações do PIB, para 0.5% e 0.4% QoQ, respectivamente. Já em Abril, a inflação ter-se-á mantido estável em 2.4% YoY no conjunto da Zona Euro, com o registo core a recuar para 2.8% YoY. Neste contexto, ter-se-á observado uma ligeira melhoria do sentimento económico.  
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  • A manhã desta 6ª feira está a ser caracterizada por valorizações dos mercados accionistas, lideradas pelo sector tecnológico, impulsionados pelos fortes resultados apresentados pela Microsoft e pela Alphabet após o fecho dos mercados dos EUA. Inverte-se, assim, a desvalorização ocorrida na sessão de ontem. O iene prolonga a trajectória de depreciação, com a cotação USD/JPY acima de 156. O Banco do Japão manteve hoje inalterada a sua política monetária, como amplamente antecipado, mas o tom do discurso foi considerado dovish pelo mercado.  

  • A economia dos EUA cresceu 1.6% em termos anualizados no 1º trimestre, consideravelmente menos que o esperado e em clara desaceleração face ao trimestre anterior (+3.4%). O consumo privado cresceu 2.5%, após 3.3% entre Outubro e Dezembro. Particularmente relevante foi a evolução do deflator core do consumo privado no trimestre, que acelerou de 2% para 3.7% em termos anualizados, o ritmo mais forte desde o 2º trimestre de 2023, com um aumento de 5.1% dos preços dos serviços excluindo energia e habitação.

  • A economia norte-americana desacelerou, assim, de forma mais acentuada que o esperado no 1º trimestre, tendo a evolução dos preços revelado a persistência de pressões inflacionistas. Neste contexto, as yields da dívida pública norte-americana subiram, e o mercado antecipa agora um 1º corte dos juros de referência apenas para a reunião de Novembro. Na sessão de hoje, merece destaque a divulgação, nos EUA, da evolução em Março do deflator core das despesas de consumo pessoal.
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  • Os mercados accionistas asiáticos e europeus prosseguem uma trajectória de valorização na manhã desta 4ª feira, depois de ganhos generalizados nas praças americanas e europeias na sessão de ontem. O sector tecnológico lidera os avanços, beneficiando do anúncio de encomendas acima do esperado pela ASM. O bom comportamento das tecnológicas poderá prosseguir hoje, nos EUA, uma vez que a Tesla apresenta uma forte valorização na negociação premarket, depois de anunciar a intenção de intensificar o lançamento de novos modelos automóveis a preços acessíveis, uma estratégia bem acolhida pelo mercado. 

  • A contribuir para o bom desempenho dos mercados accionistas está a convicção de que o início de descida dos juros de referência pelo Fed terá início ainda este ano, depois de dados ontem conhecidos terem sugerido alguma debilidade da actividade. Em concreto, os índices PMI ontem divulgados para os EUA sinalizam uma ligeira quebra da actividade na indústria em Abril, tendo a actividade nos serviços desacelerado, ambos de forma inesperada. Será conhecida hoje a evolução das encomendas de bens duradouros em Março, antes da divulgação, amanhã, da 1ª estimativa de crescimento do PIB dos EUA no 1º trimestre.

  • Na Alemanha, o índice IFO de clima empresarial voltou a subir de forma clara em Abril, de 87.9 para 89.4 pontos, superando as expectativas. O nível agora atingido é o mais alto dos últimos 12 meses, e reflecte uma melhoria das expectativas do sector empresarial da maior economia europeia, beneficiando das perspectivas de descida dos juros de referência pelo BCE nos próximos meses e de recuperação gradual da economia global. 
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