Como usar cashback de forma inteligente
Aqui entram regras simples e práticas para o cashback trabalhar a seu favor.
Recuperar parte do dinheiro que já ia gastar parece bom demais para ser verdade, mas, na realidade é apenas uma forma de algumas marcas incentivarem as compras. A questão importante é esta: Quando é que isso é realmente vantajoso para si? Importa saber como funciona, quando compensa e quando deixa de fazer sentido.
Neste artigo explicamos o essencial de forma simples. A ideia é ajudá-lo a tirar mais proveito das suas compras sem aumentar o seu orçamento. Como quase tudo em finanças pessoais, a vantagem só funciona mesmo se houver uma regra simples por trás: não gastar mais só por causa do cashback.
Em poucas palavras:
O cashback é um mecanismo que devolve ao consumidor uma parte do valor gasto numa compra. A percentagem ou valor variam conforme o comerciante, a campanha ou o cartão utilizado. Na prática, é um programa de recompensas que funciona como uma redução de despesa. Lembre-se que o cashback não é rendimento e não deve ser usado como motivo para comprar mais.
É muito fácil confundir cashback com desconto mas são coisas diferentes. Quando tem um desconto paga menos no momento da compra. Quando usufrui de cashback paga o total e recebe uma parte de volta quando a compra for confirmada.
Porque é que esta diferença importa?
Porque o cashback pode dar a sensação de “está mais barato”, quando na verdade já pagou a totalidade e só depois recebe o retorno (com regras e prazos).
Verifique se é elegível
Normalmente precisa de estar inscrito num programa (por exemplo, via app, cartão ou plataforma) e cumprir condições básicas.
Verifique as condições.
Percentagens, limites por mês, métodos de pagamento, valores mínimos, categorias incluídas e prazos de devolução.
Faça a sua compra normalmente
O preço é igual com ou sem cashback. O cashback costuma ser atribuído após confirmação da compra. Em alguns casos pode haver tempo de espera (dias, semanas ou meses) até o saldo ficar disponível.
Receba o valor de volta
O valor pode ser devolvido em saldo para usar mais tarde ou ser transferido para a sua conta. Leia sempre com atenção as condições da campanha.
O cashback pode ser ótimo mas há três armadilhas muito comuns.
Se comprar algo que não precisava só porque tinha cashback, o “benefício” pode virar custo. A regra é simples: cashback deve reduzir gastos, não criá-los.
Alguns programas têm prazos, limites, condições por categoria e tempos de espera. Se não confirmar estes pontos, é fácil ficar frustrado.
Cashback é dinheiro de volta (ou crédito), não pontos. E as regras de uso/resgate variam muito entre programas.
O cashback pode criar a ilusão de que está a “ganhar dinheiro”. Essa sensação aumenta a probabilidade de gastar em coisas que não compraria normalmente. O resultado é simples. A devolução não cobre o excesso da despesa.
Como usar cashback de forma inteligente
Aqui entram regras simples e práticas para o cashback trabalhar a seu favor.
Supermercado, combustível, compras planeadas, despesas recorrentes. Assim o cashback reduz o custo do que já iria gastar.
O cashback só vale a pena se o preço base for competitivo. Antes de comprar, veja quanto pagaria noutras lojas ou sem a campanha. Muitas vezes o “ganho” desaparece porque existe uma alternativa mais barata.
Anote todas as devoluções num só lugar. Assim percebe quanto está realmente a poupar ao longo do mês e evita a ilusão de estar a ganhar mais do que ganha de facto.
Uma forma prática: quando receber cashback, canalize esse valor para um objetivo (fundo de emergência, amortização, poupança). Pequenos montantes repetidos fazem diferença.
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